Signos da Paixão - da Adolescência à maturidade
- Thiarles Sosi
- 21 de fev. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de fev. de 2021
Signos da Paixão é o nome do meu livro de ficção, uma fantasia inspirada nos mitos gregos dos deuses de Olimpo e da sua simbologia astrológica. Não se trata de uma "catequese" da simbologia grega, mas um trabalho baseado especificamente em alguns desses símbolos em torno da vida de alguns personagens.
O enredo inicia-se com um personagem adolescente que vê-se envolvido num drama pessoal típico de um jovem melancólico, inseguro e auto vitimizado brasileiro de uma cidade do interior de Minas. Este garoto sofre bullying no colégio, e como é bem sabido, este trauma afeta-o em sua personalidade. Ele põe-se como uma vítima afetada pelos maus-tratos dos colegas que não se interessam por nada além de uma mediocridade adolescente e pueril. Após deparar-se com um deus do amor, Eros, o garoto é envolvido na força do querer e do amor que vai envolvendo-o cada vez mais para além de si, em primeiro momento é o amor de uma jovem, que tornar-se-á na sua pior inimiga e rival, depois nos problemas do colégio e o bullying que prejudica a todos, depois o problema da sociedade em que ele está envolvido. Mas depois o deus do amor o coloca na situação de decisão de sua aspiração mais profunda, sair de si mesmo e vê que o mundo inteiro sofre, e ele deve ser parte da solução e não do problema. Zeus, o Rei do Olimpo, quer destruir o mundo humano, porquê considera-o insignificante demais para mantê-lo, por isso esta Batalha de Olimpo promete ser a decisiva, se Zeus vencer, ele destruirá o Mundo Humano, mas se ele perder, ficará a mercê do poder do novo Rei do Olimpo. E é este o drama dos deuses, a luta para escolher o novo Rei de Olimpo. O jovem adolescente fora então chamado por um deus, Eros o deus do amor, para lutar por ele contra a tirania e ameaça de Zeus. Então o jovem que começa preso na sua insignificância pessoal vê-se envolvido num problema que vai muito além dele mesmo, abrange o mundo!
Portanto é da adolescência à maturidade que o personagem é desenvolvido, e só pode ser entendido segundo esta maneira de ver o drama. Como sinal da vida comum dos brasileiros que em geral começam adolescentes, mas a maioria permanece cambaleante nesta fase ao longo de décadas, muitas vezes só amadurecendo quando chegando da velhice, onde já não possui mais tempo para realizar os grandes feitos heroicos que envolve a sua sociedade, e o seu mundo. Os velhos passam a ser meros conselheiros de adolescentes de diferentes idades que delegam para o futuro os problemas da sociedade, e culpam a dos velhos por sua vida difícil, ou seja, é o império do vitimismo e da não responsabilidade. Este é o propósito deste livro, a sua puerilidade é a superficialidade da sociedade brasileira, e a sua profundidade, muitas vezes poética em essência, é a recusa contínua do dever potencial de cada homem que ultrapassa os seus 17 anos.
Você pode ler e acompanhar a publicação gradual do livro neste endereço:


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