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Superpopulação e mitos: capítulo 2.6: O Brasil que sucumbe ante a diminuição populacional

2.6 O Brasil que sucumbe ante a diminuição populacional


Por agora, nos deparamos quase um ano depois da última atualização deste estudo sobre superpopulação e mitos, que começara em 2019. O resultado do Censo IBGE de 2022 já saiu e revela-nos um desastre iminente que já estava sendo denunciado já neste estudo, que por ora chega às suas resoluções finais: a população brasileira já está caindo, não só em números, mas na própria capacidade de se sustentar a longo prazo. O resultado revela uma população de 203 milhões de pessoas, muito abaixo dos 211 milhões que julgava ter em meados de 2020[11], muito menos do que se julgava ter em meados de 2021[12], 213 milhões. Isto revela o quanto essas estimativas são incapazes de acompanhar a real dinâmica de crescimento e diminuição populacional, e os fatores que entraram aí, durante a década de 2011 a 2020, foram o custo de vida que aumentou deveras em todos os âmbitos, e o fator educacional/cultural, em que os jovens casais já não se interessam nem por casamentos, muito menso por relações reprodutivas, quase todo filho que nasce é apesar dos pais evitarem de ter. Este costume que até 2010 ainda não era onipresente, se tornou tão severamente feito durante a década em que o fator econômico entrou como chave, já que o Brasil não cresceu durante toda esta década, em que foi governado pelo PT e PMDB, que com a chegada da Pandemia, foi como bolo de cereja mortal contra o crescimento econômico e populacional do Brasil. A ponto de nestes últimos quatro anos a população não só ter parado de crescer, como estar em possível franca diminuição.


As grandes cidades brasileiras encolhem, mas não só as grandes, as médias paralizaram-se, e as pequenas, ou encolhem ou diminuem. É possível averiguar isto fazendo uma comparação rápida com 2010 e 2022 pela fonte do IBGE:


Niterói em 2010: 487.562
Niterói em 2022: 481.758
6 mil a menos
São Gonçalo em 2010: 999.728
São Gonçalo em 2022: 896.744
103 mil a menos
Brasília em 2010: 2.570.160 (estimativa do IBGE para 2021: 3.094.325
em 2022: 2.817.068
Montes Claros em 2010: 361.915 Estimativa 2020: 413.487
Em 2022: 414.240 (indica estacionamento da população)

A lista seria imensa e enfadonha, mas denuncia a tendência geral das cidades brasileiras, que tende a piorar a partir desta década. Mesmo nas cidades onde houve real incremento, esta tendência se verifica não positivamente no sentido de aumento vegetativo local, e sim pela diminuição de outras cidades, geralmente circunvizinhas, migração intensa entre as cidades, sobretudo em direção às médias, e assim, se faz um crescimento meramente migracional. Além disso, há uma disparidade entre o começo da década de 2010 e o início desta de 2020, em que as tendências que no começo daquela estavam apenas se mostrando, para esta, houve queda acima de todas as estimativas mais modestas dos institutos oficiais de pesquisa.


A estimativa para 2026, feita em 2015, era de 220 milhões de pessoas, de acordo com os dados da EPE, Empresa de Pesquisa Energética, mas tal número é impossível de chegar, visto que que a população real em 2022 é de 203 milhões, o que obrigaria a um incremento vertiginoso, contra todas as estimativas e tendências reais em voga, de 17 milhões num tempo inferior a 4 anos[13]. E segundo consta, no ano de 2023, a tendência se agrava mais pelo custo de vida nas grandes cidades, com aumento do preço de alimentos, fármacos, educação, gasolina, e produtos infantis e escolares, havendo forte tendência migracional das grandes para as médias cidades brasileiras.


São Paulo é um exemplo de cidade que, embora carregue uma população imensa de 12 milhões, já apresenta tendência migracional para as cidades vizinhas, e para o interior paulistano, até mesmo com inclinações, por ora não generalizadas, de pessoas advindas de outros estados, sobretudo Nordeste e Minas Gerais, para voltarem para suas respectivas cidades natais, ou, ao menos, para cidades médias que sejam mais próximas.


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