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III Guerra Mundial à vista: De qual lado o Brasil ficará?

Análise sobre a possível Terceira Guerra Mundial: De qual lado o Brasil ficará numa possível 3G?


No dia 14 de Abril de 2024 o mundo tremeu ante o que temia: uma possível guerra entre Irã e Israel a postos. Esta ameaça de guerra já estava declarada desde que Israel decidiu atacar Gaza e destruir as forças do Hamas, a partir de Outubro de 2023. do início do conflito até hoje, foram mais de trinta mil mortos e setenta mil feridos desde o início dos conflitos pela parte Palestina, já que em Israel o número em grande parte restringe-se às vítimas do primeiro grande ataque do Hamas no início de outubro do mencionado ano. Agora, atinge-se um novo capítulo desta guerra do Oriente Médio com a entrada de Irã em confronto direto, algo até então duvidoso de se iria ocorrer. A opção pelo confronto direto é um barril de pólvora nas mãos de loucos suicidas, e Bejamin Netanyahu é possivelmente um deles, ao ordenar ataque a uma célula diplomática do Irã na Síria. Assim sendo, resta-nos averiguar se num conflito do Oriente Médio envolvendo potências ocidentais e xiitas ou o Eixo da Resistência (Irã, Síria, Hamas, Hutis, Hesbollah, entre outros), de qual lado o Brasil ficaria?


É, em primeiro lugar, importante notar que o Brasil é um país democrático e estabelece boas relações com todos os países, mas há a mudança de partido político e de ideologias, como ocorre em todas as democracias modernas, portanto, o Brasil é comandado pelo Partido dos Trabalhadores, cuja aliança informal é com o Eixo da Resistência. Em segundo lugar, o Brasil é um dos membros plenos dos BRICS, aliança formada originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e que em Agosto de 2023 organizou uma reforma importante, de uma aliança econômica para aliança política, em que novos membros adentrariam, e os novos membros dos BRICS+ é composto ainda pelos seguintes países: Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irã. Devido a essa aliança política, o Brasil invariavelmente deve estar numa postura ou neutra ou aliada à sua estratégia de longo prazo que é a aproximação dos BRICS e a construção de uma nova ordem multipolar. Contudo, o Brasil exerce um papel de intermediação natural entre Ocidente e Oriente, portanto, não é provável que vá assumir unilateralmente uma posição de um lado ou outro.


No Brasil sempre há essas contrariedades entre ideologia e práxis política, sendo esta última tradicionalmente pragmática, e a primeira residindo mais nos componentes partidários (os cachorros loucos dos partidos). Foi assim, por exemplo, na Segunda Guerra Mundial, em que, embora o Brasil fosse governado por uma ditadura fascista como a de Getúlio Vargas, esteve do lado dos americanos lutando contra os fascistas e nazistas na Itália! Também o presidente Lula que é a uma só vez herói contemporâneo do capitalismo, respeitado no Fórum de Davos, coração do globalismo neoliberal, e fundador do Foro de São Paulo, maior organização socialista das Américas, quiçá do mundo, atrás somente do Partido Comunista Chinês. Assim sendo, para o Brasil aderir



uma posição radical, só se for pressionado por uma questão muito importante na ordem da práxis política.


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