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O Segrego de uma grande nação

Série de artigos corrigidos e atualizados de um estudo autoral feito em 2019 sobre a questão da superpopulação e a capacidade da Terra de suportar o crescimento populacional humano, baseada na disponibilidade e/ou capacidade de alimentos, no que concirna principalmente ao Brasil.

(Nota preliminar: Há estimativas que em meados de Novembro de 2022 o mundo alcançará o número de 8 bilhões de pessoas, e discussões como estas são levantadas pelos organismos internacionais e governos nacionais como questão urgente de saúde pública. O problema moral e ético destas discussões levou e leva a formas odiosas de tomada de decisão que dizem respeito ao direito básico de viver)




Parte 1 - Superpopulação e mitos

Nesta primeira parte, abordaremos a questão de se existe uma superpopulação, e se tal superpopulação é o problema da escassez alimentar ou econômica hoje pelo mundo.

1. Brasil e comparação com outras nações semelhantes

Neste estudo abordaremos um assunto que desde o último século tem se tornado tabu questionar, mas que está no cerne das discussões políticas nacionais e globais: a questão do crescimento demográfico. Há um ponto de concordância e unanimidade entre as autoridades políticas e intelectuais, mas que se apoia em falácias. Este ponto é a associação entre crescimento populacional e a capacidade da Terra de suportar um contingente crescente, e seu respectivo envelhecimento populacional e longevidade, podendo trazer o colapso econômico, resultando na necessidade de controle de natalidade e de recursos para sustentar o ser humano na Terra. Mas, por outro lado, temos questões de ordem objetiva que ninguém interpõe entre estas discussões: o que deve ser feito para uma nação se tornar grande economicamente? Qual é o segredo de uma grande nação de ser? O segredo se chama "gente", o segrego é que quanto mais gente, melhor.


Poucas políticas conquistaram tanta harmonia de opiniões quanto a necessidade de controle populacional e de natalidade: Liberais, Conservadores, Centralistas, Esquerdistas, Estatistas, todos, enfim, defendem abertamente esta necessidade. Até nas correntes religiosas ou ditas desta maneira concordam sobre a necessidade de "responsabilidade social" com a procriação, que o nascimento de filhos não mais diz respeito ao casal, mas à aceitação social que hoje, no Brasil, é de dois ou três filhos no máximo. As únicas objeções significaticas no mundo atual são os católicos e os muçulmanos, os primeiros defendem a abertura para a vida, os segundos, conquistam mundialmente pela sua crescente prole. Mas mesmo entre os católicos, nem a Providência Divina, nem a Cruz que cada cristão deve carregar, nem doutrina ou benção bíblica à família numerosa e ao homem que 'jovem enche sua aljava', é capaz de colocar em uma grande massa de fieis a ideia de ter uma prole numerosa agraciada por Deus; mesmo entre os católicos há contestação desta doutrina e há aceitação de controle demográfico, de natalidade e redução de famílias para "melhor viver neste vale de lágrimas que não cabe mais tanta gente sofrendo". Resta, então, os muçulmanos, únicos verdadeiramente conscientes da força que o crescimento populacional tem; eles sabem o segredo de uma grande nação que é um povo numeroso e crescente. Todas as sociedades, absolutamente todas, estão condenadas a desaparecerem, incluindo os católicos, com exceção exclusiva e sumamente vitoriosa da comunidade islâmica mundial que continua a ter filhos. O Islã será o rosto de amanhã sobre a face da Terra. Os demais grupos humanos, o que acontecerá com eles? Se tornarão em grupos isolados espalhados pelo mundo, em subculturas, vivendo a mercê da cultura dominante.


A preocupação com o crescimento populacional tem como eixo politicamente correto o fato de que a Terra possui recursos limitados, e por isto, o controle do aumento populacional se faz necessário, para não esgotá-los. Mas isto é uma afirmação muito débil, levando-se em conta que não basta saber que os recursos são limitados, mas quais são os recursos e quais são limitados, e em quais quesitos de aplicação eles são ou serão limitados para o homem no futuro. Outra questão é se o simples aumento populacional prejudica a manutenção dos recursos ou determinado tipo de consumo se esgota. Ora, sabemos que um homem estadunidense não consome o mesmo que um bengali ribeirinho, qual deles esgota a Terra? Porém, quando se evoca o argumento de recursos limitados, geralmente o exemplo mais bem citado é o da produção agrícola, assim sendo, segundo esta ideia malthusiana, não há terra o suficiente para alimentar uma quantidade crescente de pessoas, mas ninguém arriscaria dizer, sem cometer equívocos, o quanto de gente a Terra suportaria, pois inúmeros fatores devem ser considerados e enumerados para se fazer uma boa avaliação, por exemplo:

  • Quanto de terra agricultável há na Terra; quanto pode ser recuperada;

  • Qual a capacidade produtiva máxima de alimento em cada área, objetivando alimentos básicos da alimentação humana como cereais e tubérculos;

  • O quanto come cada pessoa; quanto é necessário para um homem adulto e robusto viver;

  • Quais produções alimentares demandam mais recursos e quais menos;

  • Formas de se armazenar alimentos para temporadas de maior produção natural;

  • Quanto há de variabilidade aproveitada entre subespécies mais produtivas de alimentos para determinados tipos de solo[¹].

O trabalho minucioso de se investigar isto demanda não um ou dois, mas inúmeros trabalhos científicos, porque são inúmeras lacunas de investigação ao redor do mundo. Várias hipóteses poder-se-iam ser levantadas como o surgimento melhorado de novos alimentos, a criação de novas tecnologias potencializadoras da produção agrícola, e as próximas fronteiras do milênio a serem conquistadas, como espaço sideral e desertos da Terra. São inúmeras questões que não foram e nem serão resolvidas, categoricamente em pouco tempo. Sabemos que existe um limite e está latente na própria essência de - 'o ser terrestre', quer dizer, ser matéria limitada, mas quão limitada é? Então afirmações e preocupações quase histéricas e grosseiras por parte das classes midiáticas, políticas e até científicas, exigindo a tomada urgente de decisões para ontem a respeito de controle demográfico por causa da limitação de recursos terrestres é no mínimo injustificável, do ponto de vista da mesma ciência e mesmo da ética.


Para citarmos um exemplo bobo, mas ignorado, pensemos num país grande como o Brasil; este país possui 200 milhões de habitantes; existe um país tão grande quanto o Brasil com uma população maior? Sim, há dois: Estados Unidos e China. Os EUA possui uma população de 300 mihões de habitantes, ou seja, 50% maior que a do Brasil, isto significa de imediato que o Brasil pode abrigar 100 milhões de pessoas a mais? Bem mais do que isto, e veremos logo a frente. A China possui 1.4 bilhão de pessoas, ou seja, 7 vezes mais que o Brasil, 700% maior que a do Brasil. Só com estes dois exemplos já bastariam para anular a tese de que o Brasil tem uma grande população ou quase em excesso, e que por isto necessitaria de uma política ambiental de controle de natalidade urgente. Mas o Brasil poderia abrigar não só 1.4 bilhão como a China, como poderia abrigar bem mais, logo se verá.


Demos continuidade comparativas; o segundo país é a Indonésia que possui 270 milhões de habitantes e uma área 4,5 vezes menor que a do Brasil; este país, assim como o Brasil, é tropical e de solo fértil, florestal, úmido, portanto, uma comparação mais próxima da realidade brasileira. Se a Indonésia fosse do tamanho do Brasil com a mesma população, teria mais de 1,2 bilhão de pessoas. Mas vamos mais longe, este país possui uma grande concentração populacional numa única ilha que é menos de 10% do território nacional, Java, que possui quase 150 milhões de habitantes em uma área de 125 mil km², ou seja, metade do Estado de São Paulo. Grande parte dos javaneses, no entanto, vivem na zona rural, ao longo de pequenos rios e em pequenas propriedades, é uma ilha de camponeses, com exceção da capital indonésia, Jacarta que possui de 30 a 40 milhões de pessoas em sua região metropolitana, uma outra Tóquio em franca ascensão. Alguém poderia citar que a Indonésia passa por sérios problemas de desmatamento e que a razão disto é a superpolução, mas não é, os problemas ambientais da Indonésia, especialmente desmatamento, são causados principalmente por causa das grandes indústrias estrangeiras que nela se instalaram e compram sua madeira, plantam monoculturas como dendê, e caça de animais exóticos, e a recente industrialização agressiva dos últimos trinta anos, como várias nações asiáticas[³].


Demos continuidade comparativas; o segundo país é a Indonésia que possui 270 milhões de habitantes e uma área 4,5 vezes menor que a do Brasil; este país, assim como o Brasil, é tropical e de solo fértil, florestal, úmido, portanto, uma comparação mais próxima da realidade brasileira. Se a Indonésia fosse do tamanho do Brasil com a mesma população, teria mais de 1,2 bilhão de pessoas. Mas vamos mais longe, este país possui uma grande concentração populacional numa única ilha que é menos de 10% do território nacional, Java, que possui quase 150 milhões de habitantes em uma área de 125 mil km², ou seja, metade do Estado de São Paulo. Grande parte dos javaneses, no entanto, vivem na zona rural, ao longo de pequenos rios e em pequenas propriedades, é uma ilha de camponeses, com exceção da capital indonésia, Jacarta, que possui de 30 a 40 milhões de pessoas em sua região metropolitana, uma outra Tóquio em franca ascensão. Alguém poderia citar que a Indonésia passa por sérios problemas de desmatamento e que a razão disto é a superpopulação, mas não é, os problemas ambientais da Indonésia, especialmente desmatamento, são causados principalmente por causa das grandes indústrias estrangeiras que nela se instalaram e compram sua madeira, plantando monoculturas como dendê, e caça de animais exóticos, e a recente industrialização agressiva dos últimos trinta anos, como várias nações asiáticas passaram[³].


O próximo exemplo é o Paquistão; este país possui área menor que Minas Gerais e São Paulo juntos, e uma população que já superara a brasileira nos últimos anos, 225 milhões de habitantes, mais de dez milhões a mais que o Brasil, esta diferença equivale a uma cidade de São Paulo num país mais de dez vezes menor que o Brasil, com um detalhe a mais, além de bem menor, é constituído em grande parte por desertos e montanhas rochosas escarpadas, fazendo a divisão entre o Oriente Médio e a Índia. Banhado pelo vale do Rio Indo, é ao longo deste rio e num alcance médio de 100 a 150 quilômetros de um extremo fértil a outro, onde se desenvolvem as culturas e a maior parte das cidades ao longo de 3 mil quilômetros do curso hídrico. Metade das terras paquistanesas são desertos puros, e a outra metade é em grande parte terras inapropriadas ou inutilizadas para a agricultura e pecuária. A hidrografia rica pujante da bacia do Rio Indo corrobora para que a agricultura familiar, as pequenas propriedadas e as aldeias sejam prolíferas e consigam se sustentarem sozinhas em grande parte. Desertos, rochas, montanhas, tempestades, neve, extremismos da natureza de topo tipo, são o que predominam e fazem parte do dia-a-dia da população paquistanesa, e mesmo assim, superaram e muito a população brasileira. O Paquistão é a evidência de que é o trabalho no solo pelo trabalhador rural o que faz a produtividade e, sua população continuará a crescer sem se preocupar com a questão de superpopulação.


Outro país é a Nigéria; além de ser o país mais populoso da África, superou o Brasil em população, numa área do tamanho do Sudeste do Brasil (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo), é como se pegássemos toda a população do Brasil e colocássemos dentro do Sudeste ou Mato Grosso, e ainda aumentássemos esta população. Além de tudo isto, e apesar destes dados, a Nigéria possui uma das maiores taxas de crescimento populacional do mundo e de fertilidade, 5 ou 6 filhos por mulher, ou seja, tal como a geração dos avós brasileiros atuais. Mas também a Nigéria possui uma população pobre em grande parte, e é um dos alvos preferidos pelos burocratas internacionais que desejam controlar a natalidade[4]. Se o Brasil fosse proporcionalmente populosos como a Nigéria, teria hoje em torno de 1.9 Bilhão de pessoas, isto é, 9 vezes mais do que tem hoje, 900% maior. Poder-se-ia objetar pela pobreza de seu povo, e a ideia de que esta pobreza é causada por falta de espaço para a produtividade, mas já vimos que, em Java, uma ilha sete vezes menor que a Nigéria e com 3/4 da população nigeriana, é em boa parte de pessoas pobres e agricultores, bem como os paquistaneses que também vivem numa área bem diminuta e desértica, além de terras bem menos férteis que as nigerianas, o que deixa claro que não é a terra e nem o espaço, e sim as políticas da Nigéria que não favorecem o seu desenvolvimento socioeconômico aliado ao ambiental[5].


O último exemplo é Bangladesh, um país banhado pelos rios caldalosos do sul indiano, recebendo mirífica água das montanhas do Himalaia. Sua área um pouco menor que 150 mil quilômetros quadrados, o faz semelhante ao Ceará, ou pouco mais da metade do Estado de São Paulo, ou ainda pouco maior que o Estado de Nova York, EUA. Sua população é de 170 milhões de habitantes, ou seja, semelhante a população brasileira nos fins da década de 1990. Grande parte dos bengalis vivem em pequenas aldeias rurais, cultivando em pequenas propriedades, provavelmente uma cultura de subsistência e cujo excedente é vendido em mercados locais e para suas grandes cidades como Daca, que já ultrapassa grandes megalópoles como São Paulo em população.


Boa parte dos bengalis vivem em aldeias rurais com plantações e corredores de florestas que circundam as vilanias, cerca de 60% da população. Devido ao aumento da urbanização, especialmente em Daca, este país enfrenta cada vez mais a escassez de alimentos e a subnutrição.


Se o Brasil fosse habitado proporcionalmente como Bangladesh, teria hoje 9.7 bilhões de pessoas, em grande parte vivendo em pequenas propriedades rurais, tal como era o Brasil há sessenta anos atrás! Para se ter uma ideia, a Terra possui hoje (atualizando os números para novembro de 2022) 8 bilhões de pessoas, e o Brasil sozinho conseguiria sustentar mediante uma agricultura familiar rústica mais do que todo o mundo atual possui. Só isto basta para quebrar com o mito de superpopulação a nível nacional brasileiro e a nível global. É verdade que eu estou desconsiderando vários fatores que corroboram para piorar ou aumentar esta capacidade de sustento de uma superpopulação, mas antes continuemos o raciocínio.


O Brasil poderia abrigar mais que toda a população da Terra apenas baseando-se em agricultura familiar sem tecnologias e outros meios mais modernos potencializadores da agricultura! Mas é certo que não se deve ignorar fatores como meio-ambiente, água potável, terra agricultável, sustentabilidade do solo, que por sua vez remete à rotatividade, mineralidade, salubridade, tecnologia, pressão ambiental, além da utilidade do bioma local para a manutenção da vida no planeta. Todos estes e outros fatores devem ser levados em conta.


Em todos estes países citados (menores que o Brasil com população semelhante ou superior), podemos mapear características em comum:

  • População rural;

  • Pouca industrialização;

  • Êxodo urbano e aumento da subnutrição da população destas cidades, justamente por falta de mão de obra no campo, e este ser de subsistência e primitivo, não mecanizado;

  • Desemprego, miséria, subssalariado, nas grandes metrópoles;

  • Infraestrutura escassa e mal-elaborada;

  • Desequilíbrio econômico nos centros comerciais;

  • Presença de fortes comunidades tradicionais familiares e rurais autossuficientes;

  • Comunidades sustentáveis, já que a terra consegue produzir para alimentar toda a comunidade, produzir excedentes e vender em mercados locais, além do que a natureza é preservada pelo contato dos corredores ecológicos, rios e ilhas de parques naturais estabelecidos por estas comunidades[6];

  • Surgimentos de cidades como Daca, Lagos, Jacarta, Nova Délhi, Mumbai e Karachi, insustentáveis por criarem forte desequilíbrio entre as áreas tangentes ao homem moderno e suas necessidades.

Porém, notemos o paradoxo entre crescimento urbano e crescimento da pobreza e miséria, ao passo que a cultura rural, por mais primitiva que seja, sempre capaz de sustentar uma população muito maior que a mesma população em urbana não conseguiria[7]. O mundo rural é autossuficiente, o mundo urbano é inteiramente dependente daquele. Isto merece um estudo mais profundo posteriormente[8].

1.1 Comparação de área agrícola

Agora precisamos levar em conta os fatores da produtividade da terra: quanto de terra é necessária para sustentar um homem; qual alimento é mais produtivo, mais nutritivo, mais necessário para sustentar maior população? Fatores como clima, solo, instrumentos de labor, recursos naturais como água potável, aragem, fertilizantes, altitude do terreno, rotatividade do solo, manejo e técnicas agroflorestais, aproveitamento da mata nativa para múltiplas atividades de potencialização do cultivo (muitos ignoram este último fato, por falta de conhecimento de que são os insetos, habitantes miúdos das matas brasileiras de que o Brasil é o reino megadiverso colossal, os principais fomentadores da produtividade agrícola, as abelhas e formigas, além de cupins, de maneira especial. Apesar disto, são tratados ainda como inimigos por falta de instrução dos agricultores!); todos estes e outros fatores menos óbvios ao senso comum são levados em conta para maior produção de alimentos numa plantação e sustentar mais pessoas pelo mundo. Outros fatores que já estão na parte de infraestrutura como armazenamento, escolha de sementes adequadas e que rendam mais num determinado terreno (área de estudo pouco avançada pelo mundo, apesar da máxima importância), modal de transporte e diminuição do desperdício (que é significativo) são outros fatores que colaboram para a diminuição da perda (porque sempre há) do que já se produziu e colheu e que pode empenhar na sustentabilidade de maior população a nível nacional e global.

*

A partir de agora, faremos comparação de estudos de áreas agrícolas, que nos apontarão um norte maior de horizonte desta relação terra/homem num espaço produtivo determinado. A NASA e a EMBRAPA possuem dados importantes e similares que devemos usar para a nossa abordagem[9]:


De acordo com a NASA, são 1.87 bilhão de hecateres ou 18.7 milhões de km² destinados à produção agrícola pelo mundo, uma área superior à Rússia, maior país do mundo, e à América do Sul, que inclui o Brasil, Argentina, Colômbia, Peru, Venezuela e outros países! Portanto é uma grande área pelo mundo inteiro. Mas esta área não é toda igualmente produtiva e muito menos igualmente distribuída pelo mundo. Esta área é destinada para a produção de alimentos para homens e animais. Em média, um hectare alimenta 4 pessoas, mas isto pode variar desde menos de 1/3 de hectare por pessoa até vários hectares para uma única pessoa. Esta imensa variação é tida por vários fatores, alguns deles já apontados neste estudo anteriormente. Por isso, em um local específico, pode ser necessário uma grande área para alimentar "pouca gente", enquanto noutras, uma pequenina área alimenta muita gente. É só nos lembrarmos dos casos já citados neste estudo; Bangladesh, país que é metade de São Paulo, com população, contudo, 4 vezes maior que a paulista, e boa parte de sua população a viver em aldeias pequeninas, cuja produção agrícola é de subsistência, quer dizer, para alimentar a própria casa e as pessoas da aldeia, e o excedente para as grandes cidades, onde vive boa parte dos miseráveis; citarmos ainda Java, ilha pouco maior que Santa Catarina, com população de 160 milhões de habitantes, em que boa parte da populaçao vive em aldeias ao longo de rios, com exceção da grande e compacta Jacarta, metrópole à Tóquio em que vive uma massa de pessoas dependentes desta mesma agricultura de subsistência. Poderíamos citar ainda a China, onde apesar de ser um país maior que o Brasil, apenas 1/3 do seu território é onde há maior ou menor propicialidade de cultivo e agropecuária, é onde vive mais de 90% da população, é onde a economia das grandes cidades depende totalmente da população camponesa que ainda é a maior parte da população chinesa! O mesmo se dá na Índia, Paquistão, Nigéria, Congo e outros países ditos muito populosos, pobres e rurais. Nestes países, apesar da economia "fraca", do ponto de vista capitalista, conseguem se sustentar e alimentar sua gente, com exceção das grandes cidades em que uma massa de miseráveis não tem onde e com quem comprar comida, justamente pela pobreza de sua economia e pela rusticidade da agricultura que não os alcança nas grandes cidades.


O Brasil que é extremamente fértil em boa parte de seu território, mesmo em áreas que antes eram consideradas pobres, como Cerrado e Caatinga, ou mesmo Amazônia, hoje são agricultáveis e são a fonte de produção agropecuária que exporta para alimentar quase 1/4 da população mundial. No entanto, menos de 2% de seu território é destinado à agricultura permanente. 550 mil km² são de agricultura temporária (que pode ser aumentada a sua produtividade), formam uma área do tamanho da França.O sistema inovador de plantio direto na palha avança em 330 mil km², ou menos que 4% do território. Sistema agroflorestal que mescla agropecuária, florestamento e agricultura correspondeu a menos de 2% do território. Florestas plantadas para vários fins são 1% do território. Boa parte dos agricultures sequer receberam financiamento ou usaram agrotóxicos em sua produção (sem que se estabeleça críticas quanto ao seu uso). E se ainda fôssemos considerar a agropecuária propriamente e isoladamente, teríamos no total 1.6 milhão de km² destinados a ela que é hoje fonte de alimentação de proteína animal para 2 bilhões de pessoas. Em suma, o Brasil produz alimento para quase 2 bilhões de pessoas cultivando menos de 8% do território, destinando ou mesclando com outros menos de 6%, com a agropecuária direta, há mais 19%. No total são 1/3 do território nacional, que dentro deste mesmo espaço, há muita capacidade para aumentar a produtividade.


Para se ter uma ideia, há 40 anos atrás, início dos anos 1980, o Brasil comprava alimentos de outros países porque não tinha produção o suficiente, a produtividade da terra era de uma tonelada de grãos por hectare, hoje o país produz quase 4 toneladas por hectare em média. Este valor médio, contudo, não manifesta que esta produção pode ser ainda maior.


Comparando a área agrícola do Brasil com outros países mais antigos e de uma agricultura já desenvolvida há tempos, vemos, por exemplo, que a Dinamarca, país do tamanho do estado do Rio de Janeiro, tem 76,8% de sua área cultivada, este percentual é quase 9 vezes maior que do Brasil (9% de acordo com o censo agropecuário do IBGE). Se com tal área o Brasil alimenta 1 bilhão de pessoas, se tivesse na mesma proporção (não que deva) de área cultivada que a Dinamarca, produziria, em tese de área, nove vezes mais que atualmente, ou seja, para 9 bilhões de pessoas, mais do que toda a população de 8 bilhões conforme estatísticas para 2022. A Alemanha cultiva 56,9% do seu território. A Índia utiliza 60,5% do seu território, ou 180 milhões de hecateres; o triplo da área brasileira, se fosse o Brasil, com esta área, alimentaria 3 bilhões de pessoas, ante o um bilhão atual. A China tem 165 milhões de hectares, a Rússia 156 milhões; França 32 milhões de hectares. Os Países Baixos cultivam 66% do território e a Irlanda 74,7%.


Tudo isto, mesmo desconsiderando que boa parte da área agrícola brasileira ainda está em baixa potência, mesmo a área atual, com baixa área irrigada, menos da metade utiliza de cultivo direto na palha, que garante maior produção e preservação dos solos, além de que boa parte são lavouras temporárias, além dos fatores como peste e seca que ainda assolam vezes por outra uma ou outra região do Brasil com frequência. Isto mostra que não é de todo necessário expandir a fronteira agrícola, antes requer modernizá-la, expandir sua capacidade produtiva possui tanta potência que ultrapassa a de qualquer nação e terra sobre o mundo. Mas sobretudo, deixa claro que a área agrícola brasileira está longe do colapso ecológico, com exceção de terras degradadas por falta de usos técnicos melhor adequados, todo fazendeiro quer que sua fazenda produza mais em menos, porque isto significa maior produtividade e lucro, mas também sustentabilidade de sua propriedade. Acima de tudo isto, mostra que não há, ainda que toda a pressão de produção de alimentos recaísse sobre o Brasil exclusivamente, qualquer proximidade catastrófica por uma superpopulação no mundo, é um mito total e fábula contada pelos dirigentes políticos, midiáticos e estatísticos demográficos ou de quaisquer cientistas que hoje perambulam pelo mundo com suas conferências abundantes e determinadas.


O Brasil sozinho é capaz de alimentar mais do que todo o mundo hoje tem de gente, baseando-se nas tecnologias que hoje dispõe, bem como território e as técnicas aliadas, mesmo sabendo que a agricultura brasileira enfrenta muitos problemas graves que o impedem de produzir ainda mais e melhor, um destes problemas é a falta de expansão das técnicas científicas como a fertilização do solo, preservação dos alimentos, polenização das plantas, intercruzamente de subsespécies mais resistentes a doenças, controle de pragas, combate à seca e má infraestrutura modal fortemente dependente das rodovias, em vez de hidrovias e principalmente ferrovias.


1.2 O peso da agricultura familiar no sustento de uma "superpopulação"

Como podemos ver, o fato chave a se investigar é a relação de êxodo rural/diminuição da produtividade local/maior dependência do mercado externo com a urbanização precoce/má industrialização e pujança de mercado circulativo local/subsalário.


O mais importante é a capacidade de Bangladesh de alimentar a si mesma, bem como o Brasil e outros países com sua agricultura própria. Em todos estes países citados anteriormente, é a agricultura familiar que alimenta grande parte de suas respectivas e grandes populações. Não somente estes países, como os ricos: Estados Unidos, Rússia, China e Japão, são do mesmo modo, e em todos eles há grande população e autossuficiência agrícola, porém, forte mecanização e modernização de sua agricultura e exportação para outros países de seu excedente que supera e muito sua necessidade interna.


O Brasil atual sustenta em menos de 8% do seu território toda a agricultura de que produz para alimentar não duzentos, mas 1.5 bilhão de pessoas ao redor do mundo[1], além de animais e commodities para indústria, é, talvez, considerando outros alimentos, especialmente os de consumo local e de pecuária, o maior do mundo; mesmo se desconsiderássemos todo este alimento produzido pelo Brasil, estas centenas de milhões de pessoas sustentadas pelo alimento brasileiro estariam em fome ou subnutridas, se não fosse pela produção da agricultura brasileira crescente nas últimas décadas. Mesmo assim, boa parte dos alimentos que os brasileiros consomem vem da agricultura familiar rústica e que produz localmente, e é a alternativa para os excessivamente tratados por agrotóxicos de parte das grandes monoculturas. Estas últimas, no entanto, já estão se fundindo com a arte do manejo sustentável (conceito de sustentável ver em nota) e ganhando primazia e liderança pelo mundo.


O Brasil muito conseguiu driblar os desafios de aumento da produtividade com o incremento do plantio direto na palha, que fez o país alcançar não só a autossuficiência, como de ser dos maiores produtores mundiais, e futuro celeiro do mundo a passos largo.


Apesar da mecanização e modernização da agricultura, os desafios de um população rural que cai é preocupante, porque as máquinas podem ajudar, mas não substituem o homem do campo, além disto, pelo mundo, prova-se que é a agricultura familiar, rústica ou não, a grande capacitante de sustentação de uma grande população em qualquer país. E, um país pode ser pobre e ter uma pujante agricultura capaz de alimentar a si mesmo, e se modernizar e se potencializar, em concomitância, mas o oposto, mostrou-se não ser verdade: uma nação muito urbana, tende a sobrecarregar a agricultura familiar, e mesmo a mecanização é limitada para sustentar uma grande população.


Mas vemos que se o Brasil alimentasse hoje o que consegue manter de população, seria o país mais populoso do mundo, mais do que China e Índia, e conseguiria sustentar muito mais, visto sua potencialidade natural, sem, no entanto, sobrecarregar a natureza, o que indica que há, para o Brasil, muito espaço para se tornar numa grande nação. A preocupação com uma "superpopulação brasileira", e por isso urgindo uma necessidade de controle demográfico coletivo, como política de estado, é falsa e sem fundamento científico. Ao contrário, o incentivo a atual cultura de não ter filhos, típica dos países desenvolvidos, pode acarretar uma grande perigo econômico para o Brasil, conforme veremos mais a frente.

1.3 Potencialidades da produção agropecuária brasileira

A produção de leite no Brasil é de 35 bilhões de litros anuais, a quarta maior do mundo, perdendo apenas para Estados Unidos, Índia e China. A Nova Zelândia, por exemplo, tem 5 milhões de vacas leiteiras, num território semelhante ao Estado de São Paulo ou menor que Goiás, 4 mil litros por lactação (capacidade de leite para alimentação do filhotes), mas no Brasil, apesar de ter um rebanho muitas vezes maior que o da Nova Zelândia, são apenas 1.5 mil litros por ano/vaca, um dos menores índices entre os maiores produtores do mundo, o que indica seu peso pela quantidade do que pela qualidade da criação. A China foi um dos que mais cresceram durante as últimas décadas, justamente pelo maior consumo de sua imensa população que ascendia a classe média, 3 mil litros por vaca/ano, mesmo sendo ainda muito pouco para tanta gente. Também a Índia, apesar de ter o maior rebanho leiteiro do mundo, possui uma lactação menor que a do Brasil, também ganha por quantidade, perde por qualidade; 1.4 mil litros por ano/vaca. Estados Unidos lideram com 9 milhões de vacas leiteiras (estatísticas de 2015), mas com produção de 10.1 mil litros por vaca/ano, ganha pela qualidade que pela quantidade. Só a produção de leite do Brasil, o país possui grande potencialidade de se desenvolver ainda. O mercado de leites e derivados, bem como produtos de origem animal como ovos e mel, formaram um vigoroso mercado de de 94 bilhões de reais em 2021, sendo boa parte vindo do leite, mas como já dito, ainda engatinhando se comparado com os EUA ou China.


De acordo com o Censo Agropecuário 2017, 57% dos produtores usam adubos, quer químicos, orgânicos ou ambos, e 43% não utilizam, ou seja, a nutrição natural do solo é empobrecida e a potencialidade de produção reduzida, pois as plantas recebem menos nutrientes, propícios ao aumento de produção. Quase 70% não utilizaram agrotóxicos! Mais de 80% não receberam empréstimos para melhorar algo em sua propriedade. 1/4 das propriedades utilizam cultivo convencional, pouco mais de 10% utilizam cultivo direto na palha (a mais produtiva até agora vista e melhor adaptada ao Brasil), 1/5 usam do cultivo mínimo, em torno de 15% usam de tratores ou maquinários; 10% das propriedades utilizam irrigação.


Não citamos ainda que desta área agrícola brasileira boa parte se dedicam ao cultivo de usos alheios à alimentação humana, como a produção de ração animal, produção de etanol, produção de commodities com diversos usos: biomassa, energia, etc.


Outros dados mostram que o Brasil é um país desprezível em termos de irrigação. Os que lideram nesta técnica são China, Índia, Paquistão, e Estados Unidos, em ordem do maior para o menor. O Brasil está muito aquém de países como Canadá, Argentina e Bangladesh (alguns destes países já vimos que conseguem sustentar grande população em território bem menor). A agricultura brasileira ainda é quase toda baseada no regime de estações chuvosa e seca!


Lidando com os fatos apenas, sabemos que a modernização da agricultura e de suas potecialidades pelo Brasil e no Mundo, elevaria a capacidade de sustento populacional da Terra às alturas, bem como particularmente do Brasil. Em sua capacidade de reinventar, o Brasil pode sozinho ser capaz de sustentar uma população maior que a humanidade inteira atual de 8 bilhões de pessoas!


Tudo isto indica que a agricultura brasileira, especialmente a familiar, possui altíssima potencialidade, e desde já a sua produção pode ser muito aumentada, em comparação com outros países que são superpotêncais agrícolas.


1.4 Caso Índia

A Índia é um exemplo a se estudar mais a fundo no quesito aumento de produtividade alimentar, eficiência da agricultura familiar, segurança alimentar e sustentabilidade. Tendo uma população sete vezes maior que a do Brasil, e um terço do território, sendo boa parte constituído de desertos e áreas rochosas impróprias para cultivo, a Índia vem adotando uma política de modernização de sua agricultura e valorização da agricultura familiar, bem como sustentabilidade ou diminuição de pesticidas tóxicos ao homem há mais de 70 anos, o que garantiu aumento de sua produtividade, garantindo autossuficiência em diversos produtos de seu consumo interno, e até excedente para exportação. Entretanto, apesar do desenvolvimento, há setores que ainda estão aquém do seu potencial, como a produção de grãos, que pela frequente inadaptação de várias regiões pelo clima, fica subproduzida. O investimento a longo prazo numa melhor integração entre homem, terra e espécimes cultivadas, aliadas a uma tecnologia conciliativa com o meio ambiente local, pode alavancar a produção indiana[1].


A Índia ainda está muito abaixo de suas reais potencialidades de produção, visto que sua agricultura é em boa medida rústica, de subsistência e familiar, no momento em que isto for sanado para se tornar num setor chave para a economia indiana, então a Índia despontará como superpotência mundial alimentícia, com o risco de deixar o Brasil que também possui esta potencialidade em mãos. Entretanto, a Índia com seu mercado consumidor interno, quanto mais ela enriquecer, tende a se voltar para este mercado interno, e o excedente pode ficar para seus vizinhos, igualmente populosos, como Paquistão e Banglahdesh.


[1] Índia O despertar de um gigante do agronegócio, Ano XXVII – No 3 – Jul./Ago./Set. 2018


1.5 Desafios para o futuro do Brasil

Um dos problemas a serem enfrentados pelo Brasil é aumentar a produtivadade para dar conta de um mundo em que a população não só humana, mas animal, cresce, e aumenta mais o seu consumo, bem como deseja consumir alimentos mais saudáveis. A agricultura brasiliera, assim como toda a sua indústria passa por transformações de ordem tecnológica e ideol[ogica, sim, poruq esta passa profundamente pelo pensamento dos dirigentes de políticas industriais pelo mundo. O desafio da sustentabilidade e as intromições do neoecologismo mundial afetam e afetarãoa economia agropecurária brasileira e mundial, limitando, talvez, sua capacidade de produtividade, mas não sua força, e igual vocação para celeiro do mundo.


Segundo nossas avaliações, o Brasil é o único país do mundo que com seu território pode sustentar uma população igualmente a do mundo de 8 bilhões de pessoas pelo seu território, conciliando a uma só vez respnsabildiade ecológica e produtivdade ao homem, já que a sustentabilidade visa não a preservação da natureza ao homem, mas a preservação desta para o homem e com ele.


1.6 Recapitulando

Esta série de observações sobre a capacidade da Terra de sustentar uma crescente população mostra-nos que depende do desenvolvimento da agricultura e esta, só no Brasil, possui altíssimas potencialidades que superam a tudo o que há no mundo hoje. O mundo, finalmente, consegue sustentar uma população bem maior que 8 bilhões de pessoas, e esta população não vai aumentar celeremente mais do que a sua produção de alimentos é capaz de sustentar. Por isso, falar de esgotamento de recursos ou da incapacidade da Terra quando todos os valores e vetores associados ao sustento da população humana não foram seriamente considerados, e que só o tema da agricultura que é a parte de alimentação que é o mais básico e importante de todos os vetores a serem analisados para ver se a Terra é capaz ou não de sustentar x população, não foi devidamente estudada e analisada, e nem outros vetores, como a capacidade de energia, porque esta é uma realidade potencial teórica, da qual nenhum estudo é capaz de de dar fim, pois que novas formas de energia podem sempre ser criadas.


Só uma breve análise como esta em que arguimos ter trabalhado, mostra que não há real problema de incapacidade da Terra, ao contrário, possui uma grande potencialidade de abrigar e alimentar bem mais, e que só no Brasil conforme já analisamos, tem alto alcance de liderança mundial absoluta como "celeiro do mundo", se fizerem os devidos processos pelos quais esta potencialidade venha à tona em todo o seu esplendor, mostrar-nos-á não passar de falácia e manipulação discursiva da classe de midiáticos, políticos, universitários, corporações e ONGs com interesses particulares duvidosos ou que se baseiam em equivocados cálculos estatísticos e pseudocientíficos, como o Malthusianismo e o Neoecologismo global, a tal incapacidade de abrigar tamanha população.


Se o Brasil deseja alcançar liderança mundial como supepotência, não pode baixar a guarda para uma política neoecologista e malthusiana, precisa dar cabo a uma política de fomento de grandiosidade populacional e sua capacidade de sustento interno, pois no futuro, são o mercado interno das nações e sua capacidade de produção compra e venda, o que garantirão a sustentabilidade das economias nacionais, não a atividade exportadora somente, exceto a alimentícia que será como arpão de pesca, ou para o Brasil pescar o mundo, ou para o mundo pescar o Brasil.

1.7 O crescimento do Brasil em risco


A questão que se nos aparece, não é como o Brasil se desenvolverá como potência mundial, e sim se deixará de existir mesmo como nação, já que comprometeu seu futuro no seu eixo mais basilar, isto é, o de crescimento populacional? O custo de vida para uma família que não seja de classe econômica alta tornou-se tão alta, e a rotina de vida daqueles que ganham mais de cinco salários por mês tornou-se tão cheia de compromissos, sobretudo com o trabalho, que o dinheiro que ganham, é compensado inversamente pela falta de tempo para família, casamento, educação e lazer, sobrecarregando os jovens casais e postergando ao máximo a vinda de um primeiro filho, e depois, mais ainda, a de um segundo filho. Assim, não há espaço para a família, como não há tempo para o próprio indivíduo na sociedade contemporânea, especialmente a industrial, e a que se segue em mor parte da sociedade urbana de todo o mundo, em vias de franca uniformização político, cultural e econômica.

Uma possível questão de solução não passa só pela busca de salários ideais, visto que mesmo em profissões de altos salários, é necessário tempo e dedicação para se conseguir, e o salário alto cobra alto preço do trabalhador que tem de diminuir o tempo para o restante.

Numa sociedade pobre e em vias de empobrecimento, como ocorre no Brasil, falta dinâmica de bons empregos e de boa rotatividade nos empregos. A rotatividade que há para a maior parte dos empregos são de empregos sem mudança real de qualidade, um jovem vai disputar emprego com um velho, um novato com um veterano, um inexperiente com um experiente, nos mesmos empregos e nos mesmos moldes, fazendo com que os empregos fiquem engessados, não só nas baixas camadas, mas nas altas também. Isto impede o dinamismo econômico, pois seria natural que empregos de alta rotatividade cedesse espaço para aqueles que necessitam mais urgentemente de emprego.


Um outro fato intrigante é que os salários para o setor privado no Brasil são pequenos e engessados em comparação com os empregos do funcionalismo público; é muito mais vantajoso ser empregado do Estado do que ser empregado numa empresa, em todos os aspectos econômicos, e não só salariais, mas em perspectiva mesmo de carreira e profissionalismo. O Brasil na prática é um país estatal, em que o setor privado funciona como base instável, temporária, e quase informal.


As famílias de funcionários públicos com altos salários possuem maior vantagem e condições, não só econômicas, mas também educacionais e de bem-estar para ter e cuidar de filhos do que as famílias do setor privado.


Como não dá para todos serem funcionários públicos, mas apenas alguns, então o Brasil já corre grave risco de ser inviável o sustento de suas famílias, não para o futuro, mas desde já, para as atuais gerações capazes de ter filhos, justamente porque se tornou peso excessivo tê-los, e não só pelo débil poder econômico, mas pela falta de tempo. As pessoas esquecem que para o crescimento familiar é necessário, antes de tudo, crescimento afetivo de laços, entre o casal, e depois entre os próprios filhos1.

1 Filhos mal educados pelos pais, geram filhos traumatizados, que por sua vez traumatizam os próprios pais, que não querem saber de mais, pois lhes causa esgotamento psicológico e mesmo físico, pois filhos demandam energia por parte de adultos.

2. Há superpopulação?

O termo superpopulação é um enfadonho engano sem qualidade científica, mas respaldo midiático e político, que são os únicos setores culturais preocupados com o tema, porém, alimentados po estudos escassos da classe científica, ora da academia universt´ria, ora dos institutos corporativstas das grandes empressa e organizações "filantrópicas" preocupadas por N coisas. Primeiro porque o termo é superlativo, portanto confere valor de excessivo, e depois é lhe atribuído um número, dizendo, tal número é superpopulação. Sendo o termo subjetivo, sua atribuição a um número objetivo é igualmente subjetiva. O termo superpopulação poderia ser atribuído a um local realmente cheio e que sobrecarrega o meio ambiente, como inúmeras zonas periféricas que há pelo mundo, sobretudo em torno de grandes cidades subdesenvolvidas como São Paulo e Daca, ou atribuídas a zonas urbanizadas como Tóquio e Nova York que já destruíram quase todo o meio ambiente em vasta extensão de terra, para abrigar a superestrutura de suas macrópoles. Quando falamos de um território mais vasto, porém, como o Brasil, é um erro categórico, porque se trata de um continente em grande medida inexplorado, cuja população está em 4/5 concentrados num único bioma: Mata Atlântica, e mesmo neste, em algumas áreas próximas do litoral, ou numa faixa de terra que não passa de duzentos quilômetros a dentro do continente, habitando a terra que os antigos chamavam de Pindorama.


Por isso, uma simples afirmação positiva ou negativa a respeito da capacidade da Terra de abrigar o homem é pretenciosa ou ridícula, ou incredível, já que nenhum estudo tão vasto é possível ao ignorar todos estes fatores apontados acima e ainda outros. É provável que nunca seja provável tal pesquisa, porque se ignora, além do que já fora referido, se ignora os fatores maiores ainda que são corrente de ar, oceanos, atividade solar, a influência da Lua, a influência da Antártida (que é capital para o clima do Brasil e América do Sul), dos ecossistemas terrestres e marítimos ao redor do mundo e interligados, incluindo os desertos, como do Saara e Namíbia que possuem íntima relação com os ecossistemas brasileiros (por que ninguém fala que é necessário preservar os desertos, não é? Apesar deles serem fundamentais para as maiores florestas tropicais do mundo!). Tudo isto possui importância capital para calcular a capacidade da Terra de suportar o homem e sua 'superpopulação'. Este cálculo jamais foi feito, e se foi feito, passa tão longe da verdade quanto medir a idade da Terra, a extensão do Universo, a quantidade de chuvas que pode cair em um século, a durabilidade da luz solar, a possibilidade real de ganhar na megasena com um único bilhete, e outras.


Há ainda um último fator primordial e ignorado por toda a classe de dirigentes preocupados com a superpopulação e o meio-ambiente em geral: o movimento das placas tectônicas; que influem diretamente na forma dos continentes e oceanos, na durabilidade dos ecossistemas, na atividade vulcânica (principal fator modificador de clima a nível regional); tudo isto afeta a capacidade de qualquer obra humana para "frear" uma catástrofe de superpopulação, justamente porque o fator desconhecido é o principal fator necessário e ignorado pela classe de dirigentes.


Todos os que se dizem preocupados com o meio-ambiente, além de ignorarem o mesmo meio-ambiente, ignoram os reais perigos de que o mundo nunca está apartado, ao contrário, sempre esteve presente alertando os homens de todos os tempos, como terremotos, furacões, erupções vulcânicas e enchentes. Se fôssemos incluir os fatores doenças por vírus e bactérias, iríamos bem longe.


Não há que se preocupar com superpopulação, já que ela não aumenta em quantidade maior do que a Terra é capaz de produzir e alimentar, é sempre proporcional, numa tensão de equilíbrio a nível amplo, ao que já se produz[10]. Dir-se-ia que outrora não haveria de se preocupar com superpopulação, porque a natureza se encarregava de diminuir a população e impedir que ela crescesse, ou ainda as guerras que faziam populações inteiras se diminuírem. É verdade que tudo isto é fator localmente determinante para crescimento de uma população, mas num eventual fenômeno de superpopulação em que nasceria filhos e mais filhos, a ponto de pouco mais de uma década a população dobrar, é um mito, já que mesmo na ausência de todos os fatores extremos limitadores, como doenças, guerras e catástrofes, e são os fatores alimentação e vida saudável os determinantes para a fertilidade de homens e mulheres. A alimentação no passado era escassa, a vida saudável era faltosa para mulheres sedentárias, sobretudo na Europa, e mais saudável em outros ambientes. Hoje, se tem o contrário, mais abundantes alimentos, porém, menos saudáveis, não conferem a homens e mulheres a fertilidade de outrora. Se conferissem, haveria o fator limitação de alimento, e hoje a sociedade urbana depende de que haja maior produção agrícola, e o custo de vida para trabalhadores urbanos não lhes permite tempo para se reproduzirem, porque lhes falta energia para tal. e a pouca energia que lhes resta, impedem-na com métodos contraceptivos no período mais fértil de suas vidas.


2.1 A tese incriticável

Mas donde vem a tese incriticável desta falácia de esgotamento de recursos e superpopulação?


A unanimidade política e intelectual mundial a respeito do controle demográfico é uma falácia sustentada por uma tese óbvia e incriticável: quem ousará dizer que não devemos ter responsabilidades quanto aos filhos que pomos no mundo? Todo sensato dirá que sim, mas a sensatez acaba quando começa a se colocar quanto de filhos no mundo. Quem dirá quanto é ncessário, políticos? Cientistas que hoje dizem uma coisa e amanhã dizem outra? Mídia? Universidade? Baseados em que eles diriam qual seja este limite? Não há estudos concretos e nem teses firmes de que a terra esteja superpovoada e que os recursos da Terra estão à beira de um colapso insustentável à população humana. Esta limitação, quando eles utilizam, se aplica a um local específico e de produtos específicos, porque em uma região específica pode sim estar faltando recursos para todos, ou faltar alimentos para todos, porque a distribuição dos recursos alimentares ou outros recursos quaisquer são distribuídos desigualmente por vários fatores que podem ser elencados basicamente pelo seguinte:

  • Globalização da desigualdade industrial nacional, pondo algumas nações para serem produtoras e outras para serem compradoras;

  • Globalização do oligopólio financeiro que concentra o poder de investimento em poucos bancos sediados em Nova York e Londres;

  • Globalização do monopólio de carteiras de investimento em poucas agências de investimentos pleo mundo, como Blackrock;

  • Globalização da urbanização e dos serviços terceirizados em países de terceiro mundo que não possuem força industrial e nem agropecuária desenvolvidas para favorecer uma urbanização em massa, o que gera uma massificação de subempregos em cidades pobres como Lagos e Luanda, ou mesmo cidades ricas mas muito desiguais como São Paulo e Cidade do México.

Não falamos ainda que desta retórica fajuta de superpopulação e recursos que se acabam, as mesmas classes que gritam aos púlpitos para que seja reduzida a população mundial ou de se controlar os recursos terrestres, conforme a vontade do Fórum Econômico Mundial e seus associados, não se vê o mesmo esforço pela reciclagem dos produtos descartados pelo consumo no mundo. É certo que se grande é a quantidade de recursos retirados da natureza para dar conforto, alimento e produtos ao homem moderno, estes mesmos recursos, quando inutilizados, são devolvidos à Terra, mas sem cuidados, sem tratamentos, sem reaproveitamento, sem o envolver da inteligência humana que tornou o silício num produto de alto valor para a tecnologia eletrônica contemporânea. Onde estão os empresários, corporações, políticos e ONGs para transformar o lixo industrial em nova potência econômica e criativa da atividade humana? Não há, porque não faz jus à falsa retórica e aos falsos mitos da superpopulação.


Igualmente não se fala de novos produtos que poderiam desenvolver tecnologias menos agressivas ao meio-ambiente como nióbio, ou carros movidos a água. Tudo isto revela que há uma grande propaganda por parte de uma pretensa elite que quer tomar conta da população mundial e de seus recursos para poderem fazer o que quer em seus interesses, e assim, escravizar o homem em sua capacidade mínima de sobreviver que é comer, morar, aplicar seus conhecimentos aos recursos que possui, formar uma família e por ela poder trabalhar e sustentá-la mediatne o próprio trabalho.


2.2 Erros do Malthusianismo hereditário

Michel Schooyans, foi um padre e filósofo belga que viveu no Brasil, dando aulas para a PUC-SP, mais tarde em Louvaina na Bélgica, estudou a fundo a questão demográfica dos países, especialmente Brasil e Europa, e em um de seus estudos, ele aponta que todos os cálculos de teóricos malthusianos ignoram, por exemplo, que não é a sociedade que cresce primeiro e os alimentos se produzem depois, ao contrário, se aumenta a oferta de alimentos, e esta favorece o aumento da população, e ele cita como um exemplo o petróleo; o homem torna, mediante o engenho e ciência, produtos que antes eram desprezíveis por nada oferecer ao homem de útil e que agora até como meios de energia o são como o petróleo, luz solar, força eólica, e o silício para a fabricação de eletrônicos, etc.

Quando se fala do respeito e da defesa da vita e da famûia, se considéra frequentemente, sobretudo nos ambientes catolicos, que se trata de um problema de ética sexual ou conjugal; se trataria essencialmente de um problema de moral «privada». Evidentemente, essa percepçâo é perfeitamente valida e indispensâvel; entretanto, é bastante incompleta. Acatar a vida e a familia é tambem uma questâo de ética social e política, que diz respeito as naçÔes, a sua soberania e às suas populaçôes especialmente mais indefesas, bem como às relaçôes entre as naçôes. Hoje em dia, devido a sua incidência sobre as pessoas e as familias, essa dimensâo politica é de certa forma mais importante que a privada, porque bipoteca o futuro das naçôes. O nosso Congresso nos brinda com uma oportunidade excepcional para concientizarnos ao impacto das polfticas que desrespeitam a vida, a familia e segmentos inteiros da populaçâo nacional. Nossa comunicaçâo dará um relevo especial à dimensâo internacional dessas politicas. Michel Schooyans, Questões demográficas e Conferências das Nações Unidas

2.3 Diminuição da população brasileira

A preocupação brasileira com a população das grandes cidades pode ter suas razões próprias de serem colocadas, mas não está no grande número em si o problema, e sim na falta de humanidade e boa distribuição que há nas grandes cidades brasileiras, entre uma cidade grande e pequena, há uma tremenda desigualdade social e econômica que atrai esta inflação nos grandes centros, embora isto esteja mudando lentamente nos últimos anos. Mas as nossas cidades, sobretudo as grandes, são feitas para a manutenção de uma sociedade imediatista, não para moradores perenes. O Paquistão, um país muito mais pobre que o Brasil, possui muito mais cidades grandes que o Brasil, e suas cidades são um turbilhão de gente se deslocando, e mesmo assim, há mais humanidade, porque foram feitas para os homens, quer dizer, para estabelecer contato vivo entre os homens.


As estimativas apontam que o Brasil cairá em sua população pelas próximas décadas e isto é grave para um país grande como o Brasil. A queda da população brasileira tem como crença a superpopulação, que como vimos, não tem respaldo na realidade para se preocupar, já que as terras brasileiras são mais férteis e têm condições de ampliá-las ainda mais em sua produtividade, como de fato está acontecendo. No entanto, tomando um dado mais recente, jádo na mídia brasileira, a prévia populacional do Censo IBGE 2022 da População Brasileira já aponta que serão menos de 210 milhões de pessoas, segundo a prévia publicada, são 207.8 milhões de habitantes[1], quando todas as estimativas dos laboratórios de pesquisa pelo mundo apontavam número superior, como o Banco Mundial (214 milhões), Country Meters (218 milhões)[2], Departamento do Censo dos EUA, do próprio IBGE em 2021 (213 milhões)[3], mostrando que houve um declínio do crescimento populacional muito maior do que se esperava.

Durante a década que foi de 2010 até 2022, é importante destacar, atravessamos uma forte mudança cultural da sociedade brasileira: o crescimento da geração dos filhos de casais que não queriam ter muitos filhos, os filhos desses pais, cuja idade é hoje de 40 a 60 anos, cresceram e têm hoje em torno de 20 a 40 anos, vendo o surgimento de uma sociedade voltada para a carreira, para os estudos, para os negócios e para a corrida pelo crescimento social. Em geral, da faixa dos 20 aos 30 anos é a corrida para se iniciar uma boa carreira numa boa empresa, prolongando a faculdade e os estudos pós-escolares até os 30 anos, e muitas vezes passando disto, e até adentrando com quem já é casado e pai de família, o que faz com que estes adiem casamento e filhos. Se não fosse pelos filhos não planejados, vindos de relacionamentos avulsos que muitos solteiros e ou mesmo casados tiveram por "descuidos", o resultado do crescimento populacional seria bem pior. Em 2015, atravessamos também uma epidemoa de Zika Vírus, que esteve, pelo menos em supeita, relacionado aos casos de anencefalia em bebês, o que levou milhões de mulheres temerem ter filhos pelo período que seguiu de 2015 até 2017. Em 2020, iniciou-se a Pandemia de Covid19, e a forte campanha do fique-em-casa não favoreceu o aumento de crianças, ou se favoreceu, não remediou a defasagem do crescimento que já estava definidamente em queda. Assim, até 2022, a Pandemia ensejou uma negatividade em torno do crescimentno das famílias, sobretudo porque ela veio a agravar um década inteira de crescimento econômico parco, aumento de pobreza, perda do poder aquisitivo do brasileiro médio, aumento do custo de vida tremendo nas grandes cidades; desvalorizando a moeda, fazendo com que o real que chegava a valer quase 1,5 por dólar, desvalorizasse para quase 5,70 por dólar[4], beneficiando grupos exportadores, mas cortando o poder de compra do trabalhador assalariado. Quer dizer que a situação do Brasil, como sustentador de uma grande população está em grave risco, já que o envelhecimento da população é cada vez mais rápido, ao passo que o custo de vida não parece que vai diminuir em poucos anos. A política nacional brasileira, e toda a campanha midiática, bem como a modelagem cultural já transformou o Brasil num novo Japão, com os problemas japoneses, mas sem a riqueza dos japoneses, e isto se torna um fator de crise ainda maior, porque sem uma força de braço capaz de sustentar um país pobre e operacional, dependente de serviços, iindústria e trabalho braçal em grnde quantidade, como o Brasil, onde o país chegará, se desde já apresenta sinais de queda ou freio de crescimento populacional?


O autor deste artigo é talvez o único preocupado com esta situação do Brasil, por observá-la desde 2019, quando iniciou-se esta pesquisa, cujo título é "O Segredo Para uma Grande Nação" e que visava demonstrar o mito da superpopulação que já ameaçava ser uma catástrofe para o Brasil naquela época, mas que o autor não julgava que o processo já estivesse tão evoluído, caminhando mesmo para o colapso populacional interno, num país que mal conquistou uma economia firme e pujante capaz de se suster perante as adversidades exeriores e interiores, ao contrário, o Brasil está hoje mais dependente do que nunca de economia cambial altamente inflacionária.


Esse encolhimento populacional, no entanto, parece seguir o padrão mundial, embora o mundo tenha chegado aos 8 bilhões de habitantes, número este que animou o autor deste trabalho a desengavetá-lo e corrigi-lo, em muitos países se vê a estagnação ou encolhimento da população a passos celerados, como ocorre com a China, cuja população não somente estagnou-se em 1.4 bilhão, como começou a encolher-se[5], e o Japão, que embora há anos tentanodestimular o nascimento de filhos para manter a população, está a encolher severamente. O mesmo caminho segue a Europa, em que alguns países até pagam para se ter filhos, mas que o trabalho de cuidá-los já não compensa qualquer dinheiro recebido. Isto mostra que políticas de controle demográfico são uma tragédia prenunciada para uma nação. A China embora tenha retirado a política do filho único em 2015, e isto favorceu um boom de crianças pelos anos seguintes, de pais que queriam ter mais de um filho, a situação não melhorou o quadro geral, em em 2021 apresentou queda de quase 1 milhão a menos que o ano anterior, e a tendência é, talvez, irreversível, por se ter envelhecido gerações inteiras, e as mais novas não estão a fim de sacrificar uma corrida econômica para "salvar o país", assim como ocorre com o Japão, e com muitos países da Europa, e com o ansioso Brasil que seguiu a mesma ideia.


Essas pesquisas apontam que a população brasileira, apesar de superior em relação ao censo de 2010, já está em fase declínio, mas se irreversível, talvez não, por haver grande população jovem.


Dados consultados:

[1] https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/12/28/brasil-tem-2078-milhoes-de-habitantes-mostra-previa-do-censo-2022.ghtml Brasil tem 207.8 milhões de habitantes, mostra prévia do Censo IBGE 2022

[2] https://countrymeters.info/pt/Brazil consultado em 01 de Fevereiro de 2022

[5] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64302467 População da China cai pela primeira vez desde 1961


2.4 Os perigos da diminuição da população mundial

Há um imenso perigo no controle de natalidade e na 'educação' ou doutrinação generalizada por toda parte pela diminuição das famílias, diminuição do crescimento populacional dos países. Quanto mais os países se refrenam na sua população, mais rápido envelhecerão, e quando atingirem um ponto de envelhecimento de inflexão, que atinge num curso pequeno de 30, 40 anos, este mesmo país entrará em colapso demográfico, e o destino dele é o de todos os países em que isto acontecera, poderíamos citar Roma Imperial e Grécia, citemos que basicamente todos os povos antigos foram assim. O colapso demográfico quer dizer uma diminuição abrupta da população e a incapacidade de se manter a infraestrutura e o mesmo padrão de cultura e investimento que se tinha antes. As implicações disto são, do ponto de vista social e geopolítico, catastróficas.

A capacidade da portadora da terra varia no, espaço e no tempo, de acordo com a capacidade que o homem tem, ou não tem mas pode adquirir, de humanizar o seu meio ambiente. Michel Schooyans

As teses atuais, que enganaram a todos das classes falantes (governos, mídias, instituições civis e ativistas, academia, artistas) dizem que uma população que cresça pouco ou até que diminua é bom para manter concentração de recursos e ter uma população mais rica. Apontam, para isto, exemplo de países pequenos e com pouca população como Luxemburgo, Mônaco, Bélgica, Holanda e Catar, mas esquecem que estes países não vivem do seu mercado interno, e sim do que otimizam em produtos e empresas cujo faturamente vem em grande parte do exterior, produzindo e vendendo para países mais populosos que eles mesmos. Mônaco vive do turismo de milhares que entram em sua diminuta terra de 2km²; Luxemburgo vive dos ricaços que tem forturnas em outros países, além da concentração bancária e agências de empresas que atual mo mundo todo, além de que vive também do turismo refinado de alta classe, vindo de países em cujos visitantes possuem grande fortuna, e a possuem porque compram e vendem seus produtos a uma grande quantidade de pessoas com poderes aquisitivos diversos e dinâmicos. Catar vive do petróleo que exporta para o mundo inteiro, este pretróleo, por sua vez, só é viável porque é uma das principais fontes de energia de locomoção dos veículos atuais, que estão em presentes massivamente no mundo inteiro. A Holanda vive das empresas que atuam mo mundo inteiro, e desde o século XVI a Holanda se concentrara como financiadora de projetos capitalistas pelo mundo. Quer dizer, os exemplos de países ricos que apontam para o público, são exatamente o oposto, eles vivem e se sustentam porque existe grande população no mundo e foi isto que lhes permitiram ter progresso num território tão pequeno, e com uma população tão pequena.


A diminuição da população, porém, acarreta o efeito contrário, faltará mão de obra e faltará consumidores, como a infraestrutura atual é útil para grande população, o mercado cairá e a circulação de bens não será só menor, como será menos dinâmica e mais estável, quer dizer, menos lucrativa e mais rotativa. O efeito em suma é congelamento do crescimento e diminuição da economia, o país regride e infraestrutura como estradas, trens, fábricas, lojas grandes, shoppings, grandes mercados, grande variedade de produtos e marcas diversas, tudo isto tende a cair e ruir de podre, porque não haverá viabilidade para continuar sustentando tudo isto numa população que envelhece e diminui.


Os Estados Unidos que é tido como melhor exemplo de país rico no mundo, vive em grande parte da exportação ou do controle por parte de suas empresas de boa parte dos recursos do mundo, seus prodtuos são vendidos pelo mundo inteiro. E engana-se quem pensa não ser assim, porque boa parte das empresas de grande porte pelo mundo são subsidiárias das americanas ou de um país da União Europeia. O Brasil, por exemplo, só possui esta riqueza econômica toda, porque tem inúmeras empresas estrangeiras que aqui investiram porque aqui tem população grande, tem território e recursos e é mais barato para eles aqui investirem. Se o Brasil perde esta viabilidade econômica, se tornará, num país inútil para a economia internacional.


A economia brasileira é um castelo de areia, o que segurava este castelo era a grande população que crescia e se tornava, aos olhos do empreendedor estrangeiro, numa potência futura para investimento. Hoje, porém, é o efeito contrário, já que a população cai e envelhece rapidamente, o Brasil já está a passos largos para o colapso demográfico.


Um exemplo de país que está entrando em colapso é o Japão, cuja população já começara a diminuir há alguns anos, e continuará em velocidade crescente, já que os problemas concernentes à demografia não foram e dificilmente serão sanados, porque a ideologia malthusiana já foi bastante enraizada na formação familiar japonesa. Casamento e filhos se tornaram secundário e terciário. Mesmo assim, os efeitos prejudiciais disto demorarão a serem sentidos, porque o Japão é uma superpotência de investimentos pelo mundo inteiro, incluindo no Brasil, e sua economia de alto valor agregado depende de exportação para outros países, além disso, o japão é autossuficiente na produção de alimentos, mas compra matéria-prima de outras nações.

2.5 A Roda mágica do crescimento econômico

Todos os países desejam alcançar o desenvolvimento econômico e atingir um nível chinês de crescimento, ou um nível japonês de eficiência produtiva e tecnológica, mas não o básico que é o crescimento de sua população. O que faz a roda da economia girar velozmente chama-se família, comunidade; é a vida que cresce em abundância num país que faz a economia crescer pujantemente, como mato cerrado de difícil desfazimento. Isto foi realizado na Índia, na China e mesmo nos Estados Unidos ou Alemanha Nazista, e isto foi o que garantiu que estes países se tornassem antes e depois nos grandes vencedores do mundo; a grande reserva populacional funciona não apenas como força de mercado, o que é natural, mas como força pensante, intelectual, capaz de criar soluções para si e para os seus semelhantes numa comunidade saudável, que possua aldeia, não atomizada como as cidades modernas. Esta sociedade rica e pujante tem de ser da comunidade para cima, não adianta partir de um centralismo governamental que imobilize as comunidades locais, as aldeias e as famílias, deve-se incentivá-las a serem criativas e autônomas, isto foi o que aconteceu e acontece no Paquistão, Bangladesh e Indonésia, ou Japão, China e Índia, e isto é o que acontece melhor ainda nos Estados Unidos, onde os seus condados possuem grande autonomia para fazer suas próprias melhorias.


Mas as famílias brasleiras atuais não querem filhos, seguindo as ideias do Ocidente (leia-se EUA-Europa), querem, quando querem, 1 ou 2 filhos; as crianças demoram cada vez mais para crescer e trabalhar na sociedade, é adiado para depois da faculdade que por sua vez é apenas uma parte da exigência requerida para o mercado de trabalho, então o que temos é a roda da economia paralizada ou rodando na velocidade mínima quase parando. A geração brasileira atual envelhece rápido sem atingir a qualidade de vida dos países desenvolvidos, fruto de uma má política demográfica incentivada pela classe de políticos, universitários, escolas, empresas e mídias; já que graças a todos eles o Brasil dentro de uma década ou nem isto atingirá o seu limite e decrescerá. Isto para um país rico em recursos, em que todas as nações que se desenvolvem e têm interesse real nele, é o mesmo que a morte do Brasil como país.


Guiados pelo falso raciocínio de que menos filhos é melhor para se ficar mais rico, o Brasil envelhece sem ser rico; maior número de filhos não diminui a riqueza, distribui mais, o que é irônico perante uma sociedade majoritariamente defensora do igualitarismo socialista por um lado, ignorando que a sociedade mais justa e igualitária de modo eficiente ou menos deficiente é só uma e se chama família, e de uma sociedade tradicional por outro, já que defendem o desenvolvimento econômico, mas sem os meandros que fazem a roda da economia girar. A roda da economia de um país gira sempre em conjunto, mesmo num país miserável, alguns enriquecem e outros empobrecem, mas é a movimentação de bens e recursos numa sociedade que mais rapidamente vai gastando, trabalhando e comprando para sobreviver ou fazer os seus empreendimentos, visando o crescimento da sua própria família é que faz um país rapidamente tornar-se grande e potente.


A cada ano, as pessoas têm que trabalhar mais por menos, trabalhar mais, se endividar mais, gastar bem mais, poupar bem menos, se alimentar bem menos, alimentar os outros bem menos. Tudo isto faz a roda da economia refrear-se e girar no mínimo.


Atualmente, os governantes se concentram unicamente em favorecer um crescimento artificial do câmbio econômico, não se importam com crescimento real efetivo, com produção efetiva. O câmbio é apenas especulação econômica, não favorece um crescimento real, favorece a concentração da bolha econômica que estoura e toda a riqueza econômica artificial acaba. Os próprios estados nacionais tornaram-se hoje em meras empresas de negociações para investidores, e são guiados ou orientados por câmbios do mercado, o trabalhador de base é jogado no escanteio, embora ele produza algo de real com o seu trabalho, é sub-assalariado, perde a cada ano poder efetivo de compra e venda pelo desgaste da inflação, esta em boa medida causada pela especulação econômica e desvalorização da moeda nacional.


Esta atual política de globalização dos investimentos monetários é uma espinha dorsal da crise econômica, porque ao mesmo tempo que enriquece um país com bilhões de dólares inflados em um ano, no outro dia, ao menor toque da política diária, estoura como bolha de sabão e o país perde tudo o que ganhara nos últimos anos. Se quer saber o que é o Brasil e seu desenvolvimento nas últimas duas décadas, é isto. E é por esta mesma razão que o país está já há uma década sem crescimento econômico real efetivo. O Brasil está paralizado econômicamente há pelo menos 15 anos, 20 anos, o que há desde então é apenas uma troca de poder econômico das clases econômicas: a piora das baixas, a alta concentração das megafortunas, a paralização e perca de dinamismo das classes médias.


Todos os presidentes do Brasil, desde Dilma Rousseff, enganam com propagandas de crescimento econômico ou recuperação, mas eles o fazem observando o mês de novembro comparando com outubro, ou julho de 2020 comparado com o de 2019, isto não garante crescimento econômico algum. Em 2011, o PIB do Brasil era de 2.6 trilhões de dólares, a moeda valia R$2,45 por dólar, o que fazia o PIB brasileiro de 1 trilhão de dólares, sendo que também o dólar tinha bem mais estabilidade e valor de compra antes da Crise de 2008. Mas o dólar sofreu inflação de 35% desde 2011, e a moeda brasileira em 2022 está valendo em média 5 reais por dólar! O que significa que o real perdeu valor duplamente, não só se desvalorizando 100%, como também se desvalorizava ainda mais porque sua comparação com o dólar não trazia o valor real desta desvalorização. Esta mudança monstruosa de câmbio é toda ela fruto da especulação econômica que a economia atual joga com os países de grande porte e alto potencial como o Brasil.


Mas o que faz uma economia ser forte, é só a população em franco crescimento? Não, além desses, junta-se uma independência no seu abastecimento de alimentos e energia, uma agricultura forte e uma indústria forte. Quanto maior for a industria e o mercado interno, o poder aquisitivo deste mesmo mercado interno, com moeda forte, própria para o consumo interno, crescerá como uma espiral de efeito, passando por todos os setores reais da economia, é o famoso livre mercado e demanda. Um país deveria querer esbajar seu progresso para os demais países, não depender de exportação de produtos primários que favoreçam poucos ou principalmente grandes empresários oligopolistas.


2.6 O Rosto do Amanhã

Se no Brasil, os adultos não querem crianças, as crianças não querem amadurecer, então o motor da nação chamado família estagna e não funciona, não aumenta, não avança, e todos envelhecem. A próxima geração, sempre menor, é cada vez mais responsável pela anterior, maior e mais dependente. Este problema, no entanto, se repete em quase todo o Ocidente.


Mas há um excessão a esta regra, diante de um mundo que condene os pais e mães de filhos numerosos; os muçulmanos. Eles avançam sobre as terras dos seus "inimigos" e enchem nelas de seus descendentes. O rosto do amanhã na Terra será muçulmano, e um só casal que obedeça ao primeiro mandamento de "crescer e multiplicar", submeterá a Terra. Este casal será vencedor, e a nação que se multiplica tem direito de expandir-se para que dê conta de si mesma.


Portanto, o segredo de uma grande nação é um grande povo, não apenas numeroso, mas também benigno, isto é, que valorize a vida, a família, a comunidade, a cidade e o seu país com seus recursos.


Este é um aviso aos brasileiros que já sucumbem como uma nação adoecida pela doença do progressismo. A reforma da previdência é sintoma desta doença, mas a nação brasileira que se apequena a cada dia não percebeu isto ainda.


2.7 O Brasil que sucumbe ante a diminuição populacional

Por agora, nos deparamos quase um ano depois da última atualização deste estudo sobre superpopulação e mitos, que começara em 2019. O resultado do Censo IBGE de 2022 já saiu e revela-nos um desastre iminente que já estava sendo denunciado já neste estudo, que por ora chega às suas resoluções finais: a população brasileira já está caindo, não só em números, mas na própria capacidade de se sustentar a longo prazo. O resultado revela uma população de 203 milhões de pessoas, muito abaixo dos 211 milhões que julgava ter em meados de 2020[11], muito menos do que se julgava ter em meados de 2021[12], 213 milhões. Isto revela o quanto essas estimativas são incapazes de acompanhar a real dinâmica de crescimento e diminuição populacional, e os fatores que entraram aí, durante a década de 2011 a 2020, foram o custo de vida que aumentou deveras em todos os âmbitos, e o fator educacional/cultural, em que os jovens casais já não se interessam nem por casamentos, muito menso por relações reprodutivas, quase todo filho que nasce é apesar dos pais evitarem de ter. Este costume que até 2010 ainda não era onipresente, se tornou tão severamente feito durante a década em que o fator econômico entrou como chave, já que o Brasil não cresceu durante toda esta década, em que foi governado pelo PT e PMDB, que com a chegada da Pandemia, foi como bolo de cereja mortal contra o crescimento econômico e populacional do Brasil. A ponto de nestes últimos quatro anos a população não só ter parado de crescer, como estar em possível franca diminuição.


As grandes cidades brasileiras encolhem, mas não só as grandes, as médias paralizaram-se, e as pequenas, ou encolhem ou diminuem. É possível averiguar isto fazendo uma comparação rápida com 2010 e 2022 pela fonte do IBGE:


Niterói em 2010: 487.562
Niterói em 2022: 481.758
6 mil a menos
São Gonçalo em 2010: 999.728
São Gonçalo em 2022: 896.744
103 mil a menos
Brasília em 2010: 2.570.160 (estimativa do IBGE para 2021: 3.094.325
em 2022: 2.817.068
Montes Claros em 2010: 361.915 Estimativa 2020: 413.487
Em 2022: 414.240 (indica estacionamento da população)

A lista seria imensa e enfadonha, mas denuncia a tendência geral das cidades brasileiras, que tende a piorar a partir desta década. Mesmo nas cidades onde houve real incremento, esta tendência se verifica não positivamente no sentido de aumento vegetativo local, e sim pela diminuição de outras cidades, geralmente circunvizinhas, migração intensa entre as cidades, sobretudo em direção às médias, e assim, se faz um crescimento meramente migracional. Além disso, há uma disparidade entre o começo da década de 2010 e o início desta de 2020, em que as tendências que no começo daquela estavam apenas se mostrando, para esta, houve queda acima de todas as estimativas mais modestas dos institutos oficiais de pesquisa.


A estimativa para 2026, feita em 2015, era de 220 milhões de pessoas, de acordo com os dados da EPE, Empresa de Pesquisa Energética, mas tal número é impossível de chegar, visto que a população real em 2022 é de 203 milhões, o que obrigaria a um incremento vertiginoso, contra todas as estimativas e tendências reais em voga, de 17 milhões num tempo inferior a 4 anos[13]. E segundo consta, no ano de 2023, a tendência se agrava mais pelo custo de vida nas grandes cidades, com aumento do preço de alimentos, fármacos, educação, gasolina, e produtos infantis e escolares, havendo forte tendência migracional das grandes para as médias cidades brasileiras.


São Paulo é um exemplo de cidade que, embora carregue uma população imensa de 12 milhões, já apresenta tendência migracional para as cidades vizinhas, e para o interior paulista, até mesmo com inclinações, por ora não generalizadas, de pessoas advindas de outros estados, sobretudo Nordeste e Minas Gerais, para voltarem para suas respectivas cidades natais, ou, ao menos, para cidades médias que sejam mais próximas.


Notas:

[1] Todos estas questões básicas de pesquisa foram sequer levadas a cabo, algumas delas bastante críticas, como a uniformização das sementes e o empobrecimento do solo de determinadas nutrições, por não se levar em conta a natureza daquele solo são uma das mais graves. São inúmeros estudos que apontam uma possível piora dos solos com o uso de agrotóxicos e transgênicos, mas hoje, existe um forte lobby para favorecer às sementes ransgências que uniformizam a produção mundial e ignoram as necessidades dos solos do planeta que variaram ao longo de milênios inúmeras variações de sementes, algumas mais produtivas que outras. O peso da indústria agropecuária mundial, incluindo no Brasil, hoje faz tão forte pressão quanto qualquer um dos outros setores polêmicos da economia. Àqueles que podem me acusar de dizer besteira, posso dizer-lhes com tranquilidade: quantas gerações humanas viveram de sementes transgênicas? Nenhuma. Esta, em que estamos é a primeira geração humana que nasce e cresce, e envelhecerá sendo alimentada por alimentos transgênicos onipresentes cujos efeitos são desconhecidos a longo prazo.

[2] Veja, porém, que não coloco nenhum fator de acréscimo, como por exemplo a fertilidade do solo, que na China é de apenas 1/3 do país, ou da Índia que é de 2/3 do país, ao passo que no Brasil, é a quase totalidade do solo, já que mesmo solos mais pobres como Cerrado, Amazônia e Caatinga, o são unicamente por determinadas deficiências que podem e estão sendo sanadas graças às novas técnicas de fertilização do solo, irrigação, adaptação climática das variantes, fertilizantes e recuperação da fertilidade natural com técnicas agroflorestais que casam mata nativa e sua força vitalizante natural do solo com os alimentos básicos da alimentação humana que são cererais e tubérculos. O Brasil não enfrenta problemas irremediáveis de recuperação do solo para a agricultura, já china e Índia possuem, porque se trata em grande parte de desertos quentes e cadeias montanhosas como o Tibete e o Himalaia.

[3] O Grande vilão da destruição do meio ambiente na Indonésia, bem como a favelização de sua cultura rica e ainda hoje rural, é a globalização da economia, em que a Indonésia está sendo transformada, assim como a China e Índia se tornaram, fábricas periféricas do mundo para venderem produtos baratos ao Ocidente, especialmente o eixo EUA-UE, em que fabricantes como a Nike e outras se aproveitam da mão de obra barata e abundante para colocá-los em níveis subumanos de trabalho, com desculpa de concorrência e livre-mercado. Mesmo antes da industrialização e globalização da Indonésia, sua população era muito grande e proporcionalmente maior pelo seu território insular e diminuto se comparado às grandes nações continentais China, Brasil, EUA e Índia.

[4] Atualizando para os dias de hoje, vi um recente discurso do Rei Charles III, que assumiu após a morte da Rrainha Elizabete II, comparando o ano de seu nascimento com a população de Lagos, dizia ele que quando nasceu, Lagos tinha 600 mil habitantes, hoje é uma das maiores cidades do mundo com mais de vinte milhões de pessoas em sua área urbana. O que ele, incovenientemente, ignora, é que esta população não é necessariamente toda de nascidos em Lagos, mas de pessoas que migraram, tal como ocorre em todas as megas cidades do mundo, boa parte de sua população e crescimento orgânico advém de novos moradores migrados de outras partes do país e do mundo; é o que ocorre em São Paulo, Cidade do México, Nova York, LONDRES, Tóquio, Wuhan, Shanghai, Cantão, Pequim, Jacarta, Islamabad, Mumbai, Délhi, Calcutá, Cairo e outras. É conveniente para ele não citar Nova York e Londres, sua cidade real, apesar de ambas terem próximos de 10 milhões de habitantes, com a diferença de que são entre as cidades mais ricas do mundo e que comandam as finanças do mundo, não é? Por trás deste comentário, o Rei Charles III revela seu preconceito na verdade contra a pobreza dos nigerianos. Além disto, esta população de Lagos não é, necessariamente, dependente de si mesmos dentro de um diminuto território, mas de toda a produção que o seu país fornece, tal como ocorre igualmente com todas as cidades grandes do mundo, elas dependem da vida produtiva do interior.

[5] Mas também é verdade que não recebe apoio de nenhum dos chamados "ricos", pelo que não se interessam em desenvolver um país rico de recursos e de pessoas como a Nigéria, semelhante ao que fizeram com diversos Tigres Asiáticos. Além da exploração histórica das superpotências europeias, especialmente a britânica de Charles III que só se enriqueceu em torno das negociatas unilaterais em grande parte e pirataria histórica para com todas as nações nos últimos 5 séculos, a elite destes atuais países, especialmente a banqueira, não favoreceu de nenhum modo a transformação de qualquer país da África em país desenvolvido, o que teria condições de fazê-lo tranquilamente para fins meramente liberais e e econômicos, mas é que a pobreza da África é ideológica, é bom, para eles, ter um continente pobre de bode expiatório para suas experiências nefastas com a vida humana.

[6] O conceito de sustentabilidade que adoto é aquela que diz ser o equilíbrio entre Desenvolvimento econômico, Desenvolvimento Familiar, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Ambiental; este desenvolvimento sustentável o é para o homem e sua comunidade. É diferente do conceito forjado pelo globalismo que quer colocar a sustentabilidade como regressão e escassez do desenvolvimento econômico, social, familiar ou empreendedor em prol de um pretenso desenvolvimento ambiental feito alheio ao homem e suas necessidades. Neoecologismo é diferente de ecologia, desenvolvimento sustentável é muito diferente de imperialismo ecológico e ativismo ecologista da ONU.

[7] Um exemplo disto, podemos tirar da história de nossos avós: quantos não conhecem a história de seus avós que vivendo num país não capitalista, mas rural, com seus sete, dez, doze filhos, todos trabalhavam numa pequena propriedade de 20, 30, 50 hectares e conseguiam se sustentar, comprar e vender o excedente para uns e outros e nos mercados da feira local da pequena cidade? Muitos terão estas histórias em comum, porque a terra produzia bem mais, porque tinha mais gente trabalhando. Hoje, porém, há propriedades de igual tamanho que não conseguem produzir para alimentar uma única pesoa da propriedade, numa família de três ou quatro pessoas, sendo todos dependentes de salário terceiro, comprar alimentos industrializados do mercado, incluindo feijão, arroz, milho e todos os outros alimentos antes produzidos na pequena propriedade familiar! Esta relação entre população no campo, empobrecimento da produtividade, apesar do aumento de fertilizante e outras coias, tudo isto deve ser estudado mais a fundo, porque pode trazer luz sobre o futuro da subsistência mundial.

[8] O aumento da fome, ao meu ver, está mais ligado ao aumento da urbanização desenfreada e o desequilíbrio criado pela industrialização de zonas, incha~ço populacional e empobrecimento da capacidade natural da terra de produzir. Os fatores que geraram esta escassez a nível global devem ser estudados, mas a sua tenebrosa repetição em toda parte, levar-nos-ia supor ser a urbanização. Se não a maior parte, uma considerável parte das pessoas que passam fome hoje no mundo, sofrem pela escassez de alimentos por viverem em países pobres por serem: urbanos, mas não industrializados nas cidades, rurais, cuja agricultura é de subsistência, por isto a produção excedente é menor (se antes, todos os que viviam no campo viviam, conseguiam se virar com a sua produção de alimentos, ao menos para eles mesmos viverem, hoje, porém, todos habitando nas cidades, dependem que os que ficaram no campo com as mesmas condições primitivas e rústica anteriores, tenham de produzir para alimentá-los, como esta troca depende de dinheiro, já que tem de haver moeda de troca, os da cidade, subempregados, subsalariados, não conseguem comprar o suficiente para viverem, o que gera, por conseguinte, a fome e subnutrição).

[9] Michel Schooyans, Capacidade da Terra; Artigo publicado em Digesto Econômico, Ano L Nº 369, Novembro-Dezembro de 1994

[10] Idem;

[13] EPE, EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA, PLANO DECENAL DE EXPANSÃO DE ENERGIA 2026

Referências e dados consultados:

2 ABAG Associação Brasileira do Agronegócio;

3 Dados do Censo Agropecuário 2017, IBGE;

4 Embrapa, Potencial agrícola e ambiental, Áreas cultivadas no Brasil e no Mundo, Evaristo de Miranda, doutor em ecologia e chefe da Embrapa Territorial;

Links e dados também consultados:

https://brazillab.org.br/noticias/brasil-produziu-comida-para-1-6-bilhao-mas-33-milhoes-passam-fome-como Brasil produziu alimetno para 1.6 bilhão de pessoas, mas 33 milhões passam fome.

https://cotripal.com.br/brasil-produz-comida-para-alimentar-ate-16-bilhao-de-pessoas/ Brasil produz comida para alimentar 1.6 bilhão de pessoas

Cerca de 70% dos alimentos consumidos no Brasil provém da agricultura familiar, dados do IBGE.

https://clubedospoupadores.com/simulador-inflacao-dolar Cálculo de inflação do dólar de 2011 a 2022

https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1441 Uma moeda forte poderia trazer desvantagens para os brasileiros? Artigo de Leandro Roque;

https://countrymeters.info/pt/Brazil consultado em 01 de Fevereiro de 2022

EPE, EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA, PLANO DECENAL DE EXPANSÃO DE ENERGIA 2026, Relatório consultado em 14 de Setembro de 2023

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