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Hidroxicloroquina, o réu


Um estudo separado merece ser dirigido ao medicamento profilático contra a malária, a Hidroxicloroquina. Nenhum medicamento foi tão atacado e politizado no seu uso como este em todo o mundo. No Brasil como “Remédio de Bolsonaro”, nos EUA como “Remédio de Trump”, como mito e sem fundamento científico, ele foi estudado, porém, desde a China, Cuba, Venezuela, França e em tantos outros lugares sem preconceito. Mas pela guerra narrativa, foi tolhido por completo nos debates. Por isto colhi estudos feitos em países comunistas como Cuba e Argentina para mostrar o quanto que o estudo da cloroquina foi abundantemente estudado.


No Portal de Publicações científicas da Scielo, https://search.scielo.org/?q=hidroxicloroquine&lang=pt&count=15&from=0&output=site&sort=&format=summary&fb=&page=1&q=hidroxicloroquina&lang=pt&page=1, mostra o quanto que o estudo da hidroxicloroquina foi aniquilado por questões ideológicas e políticas, não por razões científicas. Entre os títulos publicados recentemente (Fevereiro de 2021) diz: A aliança da hidroxicloroquina: como líderes de extrema direita e pregadores da ciência alternativa se reuniram para promover uma droga milagrosa, https://www.scielo.br/j/rap/a/b3DhgtmpNW8FZMdSNqDY6Ht/?lang=en,


Logo após a eclosão da pandemia COVID-19, o mundo viu líderes de extrema direita se unindo para promover a hidroxicloroquina, apesar dos resultados controversos. Por que alguns líderes promoveram ativamente o medicamento desde então, contradizendo as recomendações feitas pelas autoridades de saúde de seu próprio governo? Nosso argumento é duplo. Em primeiro lugar, a hidroxicloroquina tem sido uma ferramenta integral do desempenho médico populista no contexto da pandemia COVID-19. Adotamos a definição de Lasco & Curato (2018) de populismo médico como um estilo político baseado em performances de crises de saúde pública que colocam 'o povo' contra 'o sistema' usando alegações de conhecimento alternativo para lançar dúvidas sobre a credibilidade de médicos, cientistas e tecnocratas. Em segundo lugar, ao invés de ser um esforço individual, o populismo médico abordando a crise do coronavírus levou os populistas a construir uma rede de ciência alternativa. Nós o definimos como um movimento livre de supostos buscadores da verdade que publicamente avançam afirmações científicas em uma encruzilhada entre evidências parciais, pseudociência e teorias da conspiração. É composto por cientistas, empresários e celebridades unidos por sua desconfiança nos governos e na ciência convencional. Neste artigo, examinamos como a aliança da hidroxicloroquina foi formada, bem como suas implicações políticas e políticas. Para tanto, comparamos por que e como Donald Trump e Jair Bolsonaro apelaram para desempenhos populistas médicos ao abordar a crise de saúde. Ao mobilizar os conceitos de populismo médico e ciência alternativa, este artigo tem como objetivo contribuir para os estudos sobre a relação entre política populista e formulação de políticas.”[1]

O problema é que todos os estudos “controversos” mencionados em todos estes artigos científicos são basicamente estudos forjados no sentido de não provar eficiência, ou seja, são estudos de contraprova e não de real estudo de eficiência. Todos os estudos vão no sentido de argumentar efeitos colaterais, houve até estudos brasileiros executados em Manaus que simplesmente utilizaram o dobro ou triplo da cloroquina permitida ao corpo humano com a finalidade de desacreditar o medicamente que é utilizado há décadas na mesma região contra a Malária sem notícias de efeitos colaterais, sobretudo sobre a forma de hidroxicloroquina em que diminui a toxicidade da substância. Este é o exemplo publicado pela Revista Argentina de Saúde Pública: Tratamiento con hidroxicloroquina en pacientes con COVID-19: informe rápido de evaluación de tecnología sanitariahttp://www.scielo.org.ar/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1853-810X2020000300016&lang=pt


la evidencia encontrada es de baja a muy baja confianza, por lo cual cualquier resultado estimado es muy incierto. Por otro lado, no se encontraron datos sobre mortalidad ni sobre disminución del tiempo en asistencia respiratoria mecánica, por lo que se requieren más estudios que incluyan estos desenlaces. El proceso de consentimiento informado resulta imprescindible, ya sea que se utilice en el contexto de una investigación o como una utilización off-label en la práctica habitual.”[2]

Outros estudos como o publicado na Revista Cubana, apontam a necessidade de mais estudos sobre os possíveis efeitos eficientes do medicamento. Então este é um segundo ponto, todos os estudos que não desaprovam a hidroxicloroquina, tornam vago e dúbio o mesmo, fazendo-se necessário sempre mais estudos quando já há uma míriade de estudos clínicos que se mostraram eficientes tanto no Brasil quanto em vários países de todo o mundo.

The efficacy of chloroquine and hydroxychloroquine has not been fully proven, since the results have not been conclusive and differences have been found between them, In addition to the fact that sufficiently representative samples have not been studied. The adverse reactions of these drugs, and the cardiovascular ones are the most dangerous, should not be ignored since they have occurred with certain frequency and in relation to the administered dose. Therefore, it is necessary to carry out more randomized clinical trials, with greater control of biases and representative samples, to evaluate the efficacy and safety of these drugs.”[3]

Mas não só no Scielo cujos artigos publicados são resumidamente “difamatórios”, mas também no The Lancet praticamente, não há estudos relevantes e muito menos abundantes sobre a Hidroxicloroquina. Isto indica não uma unanimidade científica no sentido de autocomprovação e autoevidência de nefasto uso do medicamento, mas sim de uma intervenção anticientífica, autoritária e politizada por parte dos Progressistas contra este medicamento a fim de realizar uma agenda específica de manipulação da opinião pública por meio do peso industrial, midiático, governamental e etc.


“Conhecendo a doença de antemão, é possível correr atrás da vacina e de todos os tratamentos possíveis. Embora tenha sido encontrado um agente fármaco como a cloroquina, ele está sendo colocado de escanteio porque “não possui comprovação científica o suficiente de que ajude no tratamento”, este medicamente é outro alvo de desinformação que merece um estudo detalhado próprio. Mas se a cloroquina não possui comprovação científica ao gosto da classe científica internacional, também não possui a quarentena, o uso de máscaras, o distanciamento social, e a vacina no prazo de anos… e por falar em vacina, como você já viu, ela é a única esperança que está sendo incentiva no mundo inteiro, e ainda assim, seguindo o rigoroso processo de canonização, ela levará quase 2 anos para a mais rápida aprovação possível, até lá todos devem se isolar e se prender dentro de suas casas implorando para não precisar ir no mercado e se for, não pegar o coronavírus da China, pois se não, não haverá nem tratamento e nem leito hospitalar o suficiente.”

Este relatório foi publicado em 8 de Maio de 2020, já neste tempo os estudos da hidroxicloroquina já foram relegados ao esquecimento e taxados de “populismo de direita” como apontado naquele estudo feito pela Revista Argentina de Saúde Pública. No entanto, foi apresentado desde o começo a falsa esperança de que a vacina será a solução, e somente ela. Esta foi a principal razão pela qual a hidroxicloroquina foi abandonada nos estudos científicos honestos e profundos, a fim de cumprir uma agenda política chamada Vacinação Global cujo objetivo deve ser estudado mais profundamente num relatório próprio.


[1] The hydroxychloroquine alliance: how far-right leaders and alt-science preachers came together to promote a miracle drug, Guilherme Casarões, David Magalhães; https://www.scielo.br/j/rap/a/b3DhgtmpNW8FZMdSNqDY6Ht/?lang=en

versión impresa ISSN 1852-8724versión On-line ISSN 1853-810X;

Rev. argent. salud pública vol.12 supl.1 Buenos Aires oct. 2020 Epub 16-Dic-2020

[3] Seguridad de la cloroquina y la hidroxicloroquina para el tratamiento de pacientes con COVID-19, Revista Cubana de Medicina, Rev cubana med vol.59 no.3 Ciudad de la Habana jul.-set. 2020 Epub 10-Nov-2020;

Elia de la Caridad Rodríguez Venegas1 * http://orcid.org/0000-0002-9698-4352

Omar Luis Hernández-García1 http://orcid.org/0000-0001-9371-2741

Daniel Alejandro Denis Piedra1 http://orcid.org/0000-0002-6122-4214

1Universidad de Ciencias Médicas de La Habana. Facultad de Ciencias Médicas Finlay Albarrán. La Habana, Cuba.

"En Cuba estos medicamentos se incluyen en el protocolo de actuación ante los pacientes con COVID-19.28 Se emplea en los casos sospechosos de alto riesgo, donde se inicia con la terapia con Kaletra (200 Lopinavir - 50 Ritonavir) y Cloroquina (250 mg = 150 mg base) 1 tableta cada 12 horas por 10 días, igual en los casos confirmados.

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