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Movimento Negro e suas incoerências no Brasil

1ª Série de artigos: O Brasil e as Ideologias

Artigo: Movimento Negro e suas incoerências

O atual movimento negro no Brasil é apenas um incitador de racismo e preconceito perenes, um movimento racista e segregacionista importado do contexto americano. Mas nem sempre foi assim, houve um tempo em que o movimento negro brasileiro buscava a integração do negro na sociedade, isto foi sobretudo até os fins do século XIX, onde praticamente todos os grandes heróis da nação brasileira eram negros; como padre Antônio Nunes Garcia (um dos maiores músicos do Brasil de todos os tempos), Joaquim Nabuco (um dos maiores líderes políticos do Brasil de todos os tempos e um dos maiores expoentes do movimento abolicionista), Machado de Assis (um dos maiores intelectuais e escritores de todos os tempos da nação brasileira), Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (um dos maiores arquitetos e artistas do Brasil de todos os tempos) entre tantos e tantos outros notáveis. O Brasil e o que se entende por Brasil foi construído por estes homens que possuíam em seu sangue, a escravidão e sofrimento de seus antepassados. No entanto, eles não trabalharam para a construção de uma sociedade separada do resto do país, ao contrário, eles foram os principais responsáveis pela integração do Brasil, a mestiçagem foi uma delas. Cidades como Diamantina e Ouro Preto que foram construídas literalmente sob o sangue dos negros, também estes foram heróis. Mas quantos filmes, séries, novelas, peças de teatro e etc construíram a memória destes homens? Nos Estados Unidos, os negros eternizam os seus heróis, mas poucos deles são também heróis nacionais. O Brasil, porém, possui uma miríade de heróis negros e no entanto eles são simplesmente ignorados por aqueles responsáveis por criar o imaginário da nação.

A razão por esta ignorância tanto do Brasil atual, quanto do movimento negro, é que os grandes heróis negros do Brasil foram responsáveis por criar o Brasil e não criar um movimento segregacionista em si como hoje faze este pessoal. Também conta a tentativa de criar heróis fantasiosos que em nada tiveram de relevância para o movimento negro como Zumbi dos Palmares e Mariguela. Isto porque o movimento negro atual trabalha para uma agenda político-ideológica que em nada busca fazer justiça aos negros, antes favorecer uma determinada visão de sociedade alicerçada na divisão de classes sociais, para isto é necessário fomentar uma guerra entre brancos e negros, ricos e pobres, homens e mulhers, heterossexuais e homossexuais e outras formas de dualismos radicais. Toda esta divisão de classes faz esvaziar o sentido de sociedade para criar uma do tipo americana, que é segregacionista por natureza e princípio.

Nos Estados Unidos é inteligível que haja tal tipo de conflito, pois eles são uma sociedade dividida em que a identidade racial conta de maneira veemente, mas no Brasil, não. Não porquê o Brasil foi desde o princípio uma sociedade criada na miscigenação, a escravidão foi horrível, sim, mas nem de longe chegou a ser no clima em que se desenvolveu nos Estados Unidos, onde até meados do século XX, negros e brancos não se misturavam nos mesmos ambientes. Também não ocorreu como na África do Sul, onde o apartheid separava a massa de negros de uma minoria branca até os anos 90 do século passado! Ou seja, no Brasil, embora grave e sangrenta, a escravidão criou a sociedade brasileira com enormes contribuições à civilização, nos Estados Unidos, e em outros países anglófonos, os negros sempre foram colocados como sendo uma espécie de subsociedade que não fazia parte integralmente da macrossociedade nacional.

O artificialismo no movimento negro atual no Brasil, é que ele ignora a realidade para criar uma visão vitimizada, ao invés de criar uma visão heroica das personagens negras que povoam a verdadeira história do Brasil, criando a ideia de que os negros em nada fizeram pelo país, apenas sofreram injustiças, quando na verdade temos Santos com S maiúsculo negros na nossa história. Ao invés disso, busca-se louvar assassinos e terroristas como Mariguela que não queria fazer justiça aos negros, mas ajudar a criar uma república socialista aos moldes soviéticos neste país. O artificialismo no movimento negro também ignora que no Brasil, praticamente não há pessoas etnicamente puras, exceto aquelas que sejam ou imigrantes, ou filhas de imigrantes, isto significa que não se pode definir alguém como sendo negro pela sua cor de pele, devido à sua mestiçagem étnica, a grande maioria das pessoas são descendentes de negros, índios e brancos quase que igualmente no Brasil. Quem ignora isso porque confunde seu aspecto físico não entende nada de genética, pois o que determina a aparência de uma pessoa é uma variável genética muito pequena e que é passada quase integralmente de pai para filho. A genética do pai, possui uma certa vantagem em relação a da mãe, por isso você encontra várias pessoas que são a “cara do pai”, e na história do Brasil, a maioria dos primeiros pais eram homens europeus que se juntavam às mulheres negras e índias, isto explica a predominância do fenótipo caucasiano na nação brasileira tanto entre homens e tanto em mulheres.

Querer fazer justiça a uma pessoa pela sua cor de pele atualmente, é fazer injustiça a aqueles que não possuem tal cor, e que no entanto são descendentes igualmente. Por outro lado, vitmizar-se pela sua ascendência negra e ignorar sua ascendência branca é algo que por si só indica um malfadado caminho de autoflagelaçaõ psíquica, onde a pessoa acredita que o fruto dos seus fracassos é devido a sua cor de pele, isto é uma forma de racismo às avessas onde a pessoa não concentra a verdadeira razão do seu fracasso que é algo certamente mais profundo e ao mesmo tempo, mais fácil de superar; a ausência de um objetivo pessoal de sucesso delegando-a a um conjunto social de ascensão social como “movimento negro” tende a ruir as forças profundas do indivíduo consigo mesmo, tornando sua capacidade de melhorar a si mesmo como sendo algo injurioso, o indivíduo passa a lutar por uma causa externa a ele e que o liga apenas por uma parte muito ínfima de sua personalidade que é a sua cor, portanto, a tendência deste indivíduo é lutar ad infinitum por uma causa que não trará o retorno de sua realização pessoal que reside na sua vocação e habilidade pessoal e não num aspecto muito pontual de sua pessoa em comum com outras.

O correto de uma reivindicação é saber qual é o objetivo que se quer alcançar e isto só é possível quando as habilidades do indivíduo são livres para conseguir fazê-lo. No Brasil, desde a libertação dos escravos pela Lei Áurea, todos os negros possuíam, ainda que de forma muito imperfeita e dificílima, a capacidade de por em marcha as suas forças e sonhos. Nos Estados Unidos isto nunca foi uma verdade absoluta, onde ser negro era fator de limitação, por isso é aceitável que lá exista uma luta de todo um grupo definido pela sua cor de pele, pois ela era o fator limitante da justiça e liberdade das potencialidades do indivíduo. Mas o movimento negro no Brasil quer construir artificialmente esta “limitação social”, por meio da fomentação midiática. Esta fomentação cria o imaginário do racismo no Brasil aos moldes americanos e faz com que o sentimento de culpa resplandeça nos brancos e a vitimização nos negros, em suma, isto resulta numa piora das relações sociais e não uma ascenção social dos mesmos grupos e de sua integração à nação.

O que eu proponho ao movimento negro: voltar às suas raízes e lutar por resplandecer a beleza dos heróis negros brasileiros que são numerosíssimos, mas desvinculá-los ao movimento marxista por completo, que por definição torna os negros vítimas indefesas ao invés de heróis de grande envergadura. Quantos filmes sobre Machado de Assis, André Rebouças, Maria Firmina dos Reis (primeira professora pública da história e escritora), Estevão Silva (pintor), José do Patrocínio, Nilo Peçanha, o primeiro presidente NEGRO DO BRASIL! e que no entanto é ignorado completamente na história do Brasil (os Estados Unidos votaram num presidente negro pela primeira vez em 2008 que foi Barack Obama) quantos? Praticamente nada! E isto é tremendamente mal para a nação compreender a sua própria história.

 
 
 

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