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Diplomacia Política Moderna dos Estados



Diplomacia Política Moderna dos Estados

A diplomacia atual do mundo tende a ver os estados como protagonistas da ação global, visão esta chamada por Huntington, ou melhor, discutida por ele em O Choque de Civilizações como um dos mapas paradigmáticos para a compreensão útil da política mundial hodierna, de "Teoria Realista": pois são os estados que realizam a diplomacia, a segurança, comandam exércitos, moldam o comércio[1]. Esta visão "realista" dos estados, de realista não tem nada, porque ela supõe serem os estados entidades vivas e dotadas de inteligência, como se houvesse algo chamado "estado", capaz de se autorregular a si mesmo, como ente próprio, ao qual os demais entes nele inseridos fizessem apenas a obediência. Mas é exatamente o contrário, o estado político é algo que não existe, o que existe é um espaço real ou imaginário, delimitado fisicamente, moralmente, culturalmente, dotado com leis, e indivíduos e grupos específicos que tomam estes espaços e os usam ou modificam suas leis, segundo e seguindo seus interesses intelectuais restritos que raramente se confundem, pontualmente num interesse coletivo imediato. O estado é um agente passivo, não ativo, os sujeitos dos estados são pessoas e partidos políticos, grupos muito específicos, pequenos e articulados, com ações bem pensadas para objetivos claros e bem definidos. Quem poderá dizer quais são os interesses do Brasil enquanto estado? Ninguém, porque depende de quem controla o estado político do Brasil: se ontem foi Fernando Collor, hoje Michel Temer; se ontem o Partido dos Trabalhadores e hoje são os Militares, tudo depende de quem está controlando o Estado do Brasil. Pessoas e grupos detêm interesse e vontade, estados não[2]. Esta visão simplista, que é onipresente na mídia, academia universitária, e mesmo dentro das comunidades políticas, bem como elite empresarial, tende a ser um grande fator de alienação social e de análise científica, porque impessoaliza grupos e interesses bem específicos e mapeáveis, como, por exemplo, quais sejam os interesses do Foro de São Paulo para a América Latina e para o Brasil, e vê tudo como fruto da "vontade" de instituições impessoais, de entes coletivos e abstratos como Argentina, Brasil, e Venezuela. Quando dizemos relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, estamos a dizer somente: Relações entre Alberto Fernandez e Luís Inácio Lula da Silva, e estamos a dizer também: relações de dois membros governantes do Foro de São Paulo.


Quando se transpõe essa impessoalidade para instituições em defesa de valores que apenas seres humanos o podem defender, há não apenas fator de alienação social, como também de manipulação histérica de todo o ambiente, seja ele acadêmico, político, governamental, empresarial, organizações civis, pessoas e famílias; tudo vira discurso e ninguém mais fala com sinceridade sobre coisas reais. Tais disparidades criam um lapso de realidade moral entre os mesmos indivíduos, o que evidencia histeria coletiva e barbarismo intelectual[3]: um é a fala pública de um sujeito, e como tal, falseada para o grande público, a outra é a fala privada, que pode ser expressamente oposta à pública em termos de conteúdo, por parte dos mesmos indivíduos, e eles mesmos não enxergam um problema moral em suas falas, sequer as analisam e enxergam as incorrespondências de suas falas com suas ideias e valores implícitos[4]. A separação entre instituição e indivíduo faz com que, no Brasil, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal defenda a democracia em sua fala pública, e cada um de seus ministros, em suas ações particulares ou no uso de suas atribuições de cargo, defendam ações incompatíveis com aquilo que eles dizem defender ou que a instituição o faz; se dirigem “respeitosamente” ao cidadão comum, ao qual eles dizem defender pela lei e pela ordem constitucional, com um "perdeu, mané, não amola"[5]. Enquanto o Ministro Barroso diz isto para um eleitor que se queixa de algo que considera problemático na “república”, o ministro “perde a paciência”, e confessa não se arrepender, mas no mesmo dia ele lança uma seguinte mensagem na rede social Twitter: “A República ideal é feita com integridade, patriotismo, liberdades públicas, igualdade de oportunidades, respeito, pluralismo e uma agenda de interesse público capaz de aglutinar as pessoas, e não dividi-las. Precisamos acertar.” Como há defesa de integridade com um “perdeu, mané”? Como há patriotismo, liberdades públicas, igualdade de oportunidades, respeito e pluralismo com um “perdeu, mané, não amola”? Como pode haver uma agenda de interesse público capaz de aglutinar as pessoas, e não dividi-las com um “perdeu, mané, não amola”? Com uma simples frase, o Ministro do STF disse exatamente o contrário do que diz defender em suas redes sociais. Realmente, precisamos acertar…

Para acertar, é preciso reconhecer o movimento crescente de histeria coletiva e barbarismo intelectual que se abate sobre toda a elite brasileira, em todos os meandros, em todos os setores, sem exceção de ninguém[6]. Mas isso ocorre não só no Brasil, como no mundo inteiro, ou melhor, ocorre nas nações ocidentais principalmente.

Digo “ocidentais” por comparação ao esquema russo, que logo abordaremos com maior profundidade (no artigo Interpretando a Guerra Russo-ucraniana), pois que a visão que intelectuais russos têm destas instituições do estado é algo bem distinto da do atual Ocidente, quer dizer, para a Rússia, as instituições são meros instrumentos momentâneos, para servir a um povo, em contraposição ao Ocidente que torna as instituições “democráticas” como entidades em si mesmas, alheias ao próprio povo, mas, paradoxalmente em nome deste. É o que ocorre no Brasil, como nos EUA, de tal forma que, no Brasil, defender a democracia, para os donos do estado político brasileiro, significa respeitar as ações tomadas por eles, independente se vai de encontro ao gosto da população brasileira insatisfeita.

Huntington continua em sua análise, corrigindo o Teoria Realista, segundo ele, limitado por só analisar as coisas pelo paradigma da busca do poder ou de sua preservação, e diz ele que os estados tendem, em verdade, unir-se com outros estados com culturas e valores semelhantes. Que também os estados tendem a entrar em conflito com os de culturas diferentes. Mas ele está errado neste ponto. Primeiro, porque os estados, não tendo vontade própria, são feitos por grupos e indivíduos muito heterodoxos, a tal ponto de uma década, ou nem isto, quatro anos para as democracias liberais, mudar-se todo o corpo de interesses diplomáticos de uma nação. Algo disto vimos quando entrou o Governo de Jair Bolsonaro que tentou se aproximar dos "Estados Unidos", por ter proximidades culturais em comum, mas na verdade não era proximidade cultural com os EUA, e sim com Donald Trump e seu grupo político, que por sua vez, compreendia apenas uma parte do Partido Republicano e Conservador estadunidense. Foi só Trump perder as eleições em 2020, e em seu lugar entrar Joe Biden, um democrata liberal esquerdista, que as relações entre "os dois países" simplesmente ruiu como castelo de areia. Um outro exemplo de equívoco: as nações latino-americanas que são supostamente democracias e da mesma civilização ocidental, pois compartilham da mesma base civilizacional, religiosa e política com a Europa, na verdade se alia à China, Rússia, países muçulmanos, repúblicas ditatoriais e tribais africanas, todos estes são de culturas e civilizações muito distintas, histórias e laços muito distintos, mesmo assim, se aliam em torno de interesses que não dizem respeito a laços históricos e culturais, mas ideológicos e geoestratégicos. Ao mesmo tempo que seus governos cultivam um ódio pelos EUA e pela Europa, ou por sua cultura, embora continue desejando as riquezas da Europa e seu desenvolvimento. Donde vem esta disparidade de ação política e diplomática? Foi também o Ocidente, quer dizer, foram os EUA e a Europa que fomentaram o desenvolvimento da China e a transformou na fábrica do mundo que hoje eles combatem. Fizeram esta aliança com a China não por laços culturais e valores em comum, mas por obra ideológica de aproximar ou converter um “inimigo”, fornecendo a ele todo o lucro da ideologia capitalista. Portanto, não advém da cultura, advém dos grupos e pessoas que nelas estão inseridos e que tomam posse dos estados políticos, arquitetam estratégias pontuais de diplomacia, e realizam sua ação, segundo uma finalidade estratégica precisa e criada internamente no grupo, e este grupo subsiste em dois níveis distintos: o público ou oficial e o especial ou informal. O grupo público se dirige por meio de discurso público ao público, quer dizer, às classes iletradas e instituições impessoais, e esse discurso é impessoal, defende valores coletivos, só fala por linguagem metonímica e verossímil, dirige-se às massas para torná-las alheias e confusas, para a mídia, fazendo desta como porta-voz de uma interpretação saudável dos discursos, bem como a academia científica que realiza o trabalho de validar este discurso “oficial”. Já o informal é o mais importante, porque é donde sabemos o que significa as práticas e as finalidades das ações e discursos emitidos na parte oficial, bem como a estratégia diplomática envolvida pelos agentes que usam do aparelho estatal para arguir seus interesses, o que não quer dizer que tudo o que se passa na informalidade possua a mesma importância e veracidade; é papel mesmo do informal a vasta confusão entre o que se diz e o que realmente é ou faz. Mas dizemos que o grupo informal é informal porque é composto por membros que podem ou não fazer parte de instituições oficiais, pode ser reconhecido ou não como membro de tais grupos e estratégias, e esta extensa fluidez impede ou incapacita denúncias de articulação por agentes externos, assim, dizemos que estes grupos e suas falas são especiais, quer dizer, são restringidas e apenas compreendidas emt oda a sua extensão pelos seus membros. Para um estudioso externo de tais discursos, oficiais e informais, só há uma maneira de captar os resíduos de verdade que há nestas relações diplomáticas de grupos: conexão de pontos entre fatos e discursos elaborados pelos agentes específicos. Dito isto, torna-se claro que estados não possuem esta capacidade de articulação, porque suas instituições são muito voláteis em termos de indivíduos, grupos, ideias e interesses; os estados não possuem uma cultura perene, eles são menos constantes em sua forma que os indivíduos humanos. É só vermos que a União Soviética durou menos de 80 anos, isto é um tempo inferior a de uma vida humana média em potencial, no entanto, houve neste estado político, durante sua existência, mais mudanças que um indivíduo pode ter.

Caso ucraniano

A Guerra da Rússia e Ucrânia, por exemplo, tido como conflito entre duas nações, se ignora quem são os grupos e líderes que estão envolvidos em ambos os lados, muito menos se atém quais são seus interesses e de que modo suas ações se encadeiam em estratégias de curto, médio e longo prazos. Mais do que isto, algo chamado “comunidade internacional” (outra entidade inexistente, criada pela elite ocidental e validada pela grande mídia, e que se trata apenas de alguns políticos, grupos, empresas, intelectuais e acadêmicos espalhados pelo mundo, organizados em um grupo de pressão política e sociológica conjunta, com finalidade muito específica de alcance mundial, ou melhor, cuja finalidade é criar uma falsa unanimidade global, por terem relações muito próximas entre si, por conclamar os estados para realizarem algo em comum, e no caso da guerra russo-ucraniana, como a conclamação de instituições e “opinião pública” contra a Rússia) comanda as diretrizes dos estadistas e líderes políticos. A pergunta que deveríamos fazer seria: Por que há unanimidade por uma “comunidade internacional” em condenar a guerra russo-ucraniana e as estratégias russas tão logo ela começasse, apesar das advertências russas que haveria tal guerra e mesmo invasão, se os líderes ocidentais mantivessem explicitamente a estratégia de expansão da OTAN? Donde vem rápida unanimidade de opinião por parte da elite falante ocidental? Dir-se-ia por defender valores democráticos, os valores da livre determinação dos povos, livre-mercado, liberalismo e outras coisas concernentes ao que se conveio chamar de “civilização ocidental”[7]

Esta conclamação em nada tem a ver com uma cultura e valores em comum, e sim interesses específicos de grupos em cada um dos lados. A Ucrânia não possui uma “cultura” democrática, porque toda a sua existência girou em torno da cultura ortodoxa e imperial russa que é de índole teocrática e absolutista. Além disso, a Ucrânia, desde sua independência, é governada por uma oligarquia política e empresarial, semelhante ao Brasil, e que toma conta dos rumos do país. A democracia liberal da Ucrânia tem trinta anos, e se se assemelha ao Ocidente e deseja se unir aos EUA e à OTAN, isto se deve pelas pessoas que controlam o estado político da Ucrânia contemporânea, e que puseram o Vladimir Zelenski na presidência justamente para atender aos interesses desses grupos pró-OTAN e União Europeia. Portanto, não se trata de defesa de valores da Civilização Ocidental, muito menos tradicionais ou modernos, e sim, o uso deste discurso retórico para conquistar a opinião pública (e opinião pública é outro ente inexistente, cujo significado seja: conquistar o controle da opinião, por meio do controle e compra da mídia mainstream, ter o apoio de classes políticas, intelectuais, acadêmicas, artísticas e empresariais; o que, paradoxalmente, vai contra a ideia de “pluralidade democrática” que estes mesmos agentes dizem defender no Ocidente).

Mas negando quem são os agentes russos, e também negando os agentes ucranianos, e negando quem são os agentes interessados numa guerra planetária, uma guerra de civilizações[8], por ambos os lados deste conflito, o que se tem é uma grande alienação de ideias.

Se a diplomacia dos estados modernos não pode ser compreendida por metonímia simplista e infantil, então, procuremos dar uma abordagem melhor, ao meu ver, que nos possa orientar perante as ações políticas de grande impacto global, como são as ações de instituições diplomáticas modernas:

Grupos de Poder Global

Não são culturas e valores comuns que aproximam os estados modernos, estes não existem para fins efetivos, mas apenas para fins metonímicos, quer dizer, para fins de diálogos entre grupos distintos de conhecimento: classe iletrada, mídia e intelectualidade. O que existe são grupos de estratégia de poder específicos e que usam de cada instituição para seus devidos fins. Atualmente existem os seguintes grupos de poder e eles não dizem respeito a uma cultura, embora possuam, internamente, uma cultura própria forjada por seus intelectuais:

  • Corporativistas do Fórum Econômico Mundial (com divisão interna);

  • Partido Comunista Chinês;

  • Eurasianistas da Rússia Pós-soviética;

  • Príncipes das Arábias;

  • Foro de São Paulo;

  • Democratas dos EUA;

  • Republicanos dos EUA (com divisão interna);

  • Conservadores dos EUA;

  • Fraternidade Islâmica;

  • Maçonaria (com divisão interna);

  • Igreja Católica (em franca divisão interna)

Todos estes grupos possuem interesses próprios e poder global de ação; eles não são totalmente convergentes, mas disputam, se aliam e concorrem em muitas estratégias comuns de ação. Isto ocorre porque os seus membros podem fazer parte de um ou mais grupos e interagir pelas relações diplomáticas entre estes mesmos grupos. Assim, o Foro de São Paulo pede apoio aos muçulmanos, e permanece neutro na Guerra Russo-ucraniana, ao passo que adotou o discurso pró-pandêmico dos Democratas, Corporativistas e Comunistas Chineses. Os Democratas se aliaram aos Comunistas Chineses e aos Corporativistas para forjarem uma aliança global, travestida de situação emergente, tendo a Organização Mundial da Saúde como instrumento de controle da opinião pública (que é aquela que já expusemos), controlada por estes mesmos grupos, como porta-voz de interesses "livres de interação ideológica", ao passo que os russos eurasianos permaneceram neutros na ação pró-pandêmica global até que o conflito de interesses na Ucrânia se fizesse sentir entre esses grupos, pondo-os em frontal conflito, como ocorre por ora. Agora, em 2023, os Comunistas Chineses se aliam mais fortemente aos Eurasianos russos, e os Democratas entram em choque com os Comunistas Chineses, numa ameaça mútua de guerra planetária por questões como Ucrânia e Taiwan. Também poderíamos apontar a forte oposição entre Republicanos e Democratas na estratégia global, em que os democratas são pró-guerra, enquanto que uma parte dos Republicanos são contra a entrada dos EUA. A guerra diplomática dentro dos EUA atinge diretamente um alcance mundial. Enquanto Trump estava no poder, o Foro de São Paulo era extremamente a favor dos Democratas e da entrada de Joe Biden, quando Joe Biden entrou no poder, o ódio voltou-se para os Democratas, Joe Biden e o “imperialismo americano”. Evidentemente, que a linguagem metonímica usada por estes grupos são imbecilizantes e que o quadro de Grupos de Poder, usado acima, ajudam a definir melhor do que quadros metonímicos generalistas.

Esse quadro dos “Grupos de Poder Global” aplicado acima, não são metonímicos, antes apontam o núcleo ideológico deles, e todos eles possuem uma articulação interna de ideologias e estratégias muito bem definidas. Mas confesso que alguns itens ainda são bastante limitados, para a minha abordagem, quer dizer, me falta dados suficientes para enquadrá-los de maneira segura, o que admito então poder estar enganado, é o caso de pôr os Conservadores Americanos (Conservative) e a Igreja Católica como grupos de poder global.

Os Corporativistas possuem este nome por levarem uma estratégia global de recriação do empresariado, da indústria, e do modo de ser das corporações, em que estas já não são mais meros corpos econômicos, meios de produção, na definição marxista, mas são postos como entidades partícipes do governo mundial e da construção de um novo paradigma civilizacional global, em que as empresas possuem protagonismo na criação desta sociedade ideal, liderando o próximo estágio da História. Como resultado disto, vemos como as atuais empresas estão engajadas na modificação dos costumes sociais e de promover as mudanças sociais que antes estavam restritas na academia, artes literária e cinematográfica, ou grupos socialmente engajados. São as próprias empresas que estão articulando estas mudanças, e elas possuem, cada uma delas, sobretudo as maiores e multinacionais, corpos de intelectuais e acadêmicos que trabalham para desenvolver estas estratégias diplomáticas.


Seguimos ao término desta análise sobre a diferença da diplomacia tradicional, de "Teoria Realista", apontada por Huntington, e mostramos que o quadro da Teoria Realista ainda é impróprio para compreender o comportamento dos estados contemporâneos[9]; o quadro real é, na verdade, o de grupos concorrentes de poder global a tomar posse de aliados, usando de estados políticos ideologicamente divididos como locais de expansão e contração de interesses ideológicos próprios. Por trás de ações diplomáticas dos estados, são os grupos e indivíduos com suas ideologias que realmente fazem o motor dos estados seguirem na direção que eles querem; não culturas, não valores em comum, não língua, não religião, sequer ideologias (pois estas são instrumentos de persuasão coletiva e pontual, não irrestrita), mas estratégias tomadas em vista de um projeto de poder a longo prazo, disputado no campo diplomático entre estes grupos em duas frentes: oficial e informal.


[1] Samuel Huntington, O Choque de Civilizações, página 35;

[2] Adotando aqui, portanto, a visão que o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho tinha sobre quem são os agentes históricos reais efetivos.

[3] Thiarles Soares, O Homem perante o Estado I;

[4] Idem;

[6] O leitor pode ler o ensaio “O Homem perante o Estado” no Jornal Cidadania Popular, publicado no seguinte link: https://jornalcidadaniapopular.com.br/o-homem-perante-o-estado-parte-i/

[7] Antes, convém lembrar, que tanto Rússia, quanto EUA chamam de Ocidente o eixo EUA-Europa Ocidental, demais regiões como América Latina são tidas por periferia indefinida.

[8] Alexandre Dugin, Guerra de Continentes;

[9] É importante dizer que esta crítica é em torno do quadro realista clássico e de sua utilidade para compreender o atual estado diplomático, não que as demais análises de O Choque de Civilizações estejam erradas ou sejam inúteis.

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