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a leitura reducionista histórica brasileira

A história do Brasil parece estar associada a uma história mítica e não apenas por parte dos europeus e da “Ilha Brasil”, mas entre os próprios índios são inúmeras as lendas de terras míticas e paradisíacas. A sina pelo Paraíso Terrestre parece ter sido desde sempre o mistério e a essência simbólica que envolveu o Brasil. Por parte dos incas temos o Paititi, por parte dos judeus temos Ofir, por parte dos europeus medievais temos o Hi Brasil, por parte dos tupis temos a Pindorama, por parte dos chineses temos o Baxi (Esperança do Ocidente), e várias outras lendas com maiores ou menores créditos a respeito do que hoje chamamos de Brasil. No mínimo estas terras estão envolvidas em milhares de histórias fascinantes, todas elas inexploradas ou ignoradas pela historiografia tradicional brasileira e não há sinais de que mudará algum dia.


Os sambaquieiros, donos da Pindorama, foram expulsos, destruídos e parcialmente absorvidos pelos tupis-guaranis. Mas eles eram povos aparentemente menos bélicos que os seus invasores, e possuíam uma forma de vida mais voltada para o mar, o que é interessantíssimo se levarmos em conta que há relatos inclusive arqueológicos de que os fenícios teriam vindo para o Brasil pelo menos 1000 a.c.; os estudos arqueológicos neste sentido trabalham sempre tentando menosprezar as ‘hipóteses’ da sua presença no Brasil como se fosse demasiado absurdo acreditar que pudessem cruzar o oceano (é o mesmo menos prezo que fazem pelos portugueses quando dizem que eles chegaram ao Brasil em 1500 por acaso, por acidente, coisa ridiculamente consagrada na historiografia que cada vez mais entra em descrédito. Dizer que os portugueses chegaram ao Brasil em 1500 por fruto de acidente, é ser irremediavelmente ignorante por parte da historiografia brasileira tradicional de 2 séculos de difamação ou reducionista histórica, ainda que quiséssemos denegrir a imagem dos portugueses diante da conquista do Brasil, não poderíamos reduzir sua genial prodigalidade com que saíram aos mares investindo tecnologia, tempo, engenharia, performance científica de séculos acumulados; pois a saída portuguesa aos mares foi fruto de séculos de estudo, semelhante às agências espaciais atuais que estão estudando intermitentemente para um dia ir à Lua, Marte e outros astros do Sistema Solar, não foi algo de repente e acidental). Os fenícios não apenas cruzavam os mares como foram os precursores das navegações modernas, se não fossem por eles, certamente que não haveriam as inúmeras lendas nos “mares nunca d’antes navegados”, que é uma expressão poética e não a realidade da humanidade, os europeus de fato podem não ter cruzado estes mares antes, mas outros povos certamente que o fizeram, até porque os índios descendem destes povos.


As teorias sobre os fenícios terem chegado no Brasil ainda em mil anos antes de nossa era, é averiguada pela presença de inúmeras palavras indígenas com semelhanças com a cultura hebraica, o que indica alguma familiaridade histórica. No tempo do rei Salomão, embarcações saíam do Israel para navegar durante 3 anos pelos mares em busca de riquezas e voltar, qual lugar seria tão longe para levar 3 anos de ida e volta? Certamente que hoje não há este lugar, mas na época havia, e o mais provável é que seria a América do Sul. No caso fenícios e hebreus viajavam para a misteriosa Terra de Ofir, terra do ouro mais puro, ora, na América do Sul são inúmeras as lendas indígenas de uma terra de ouro escondida entre as selvas do continente, El Dourado, Paititi, Manoa, Peru, etc. porque não haveria de ser a mesma? Além disso, sabemos que em Minas Gerais foi descoberta aquilo que vou relatar depois de verdadeira “civilização de ouro” que não apenas mudou a história do Brasil como também da humanidade como depois veremos. Com todas estas lendas, sabemos que algo de verdade sempre há, e a investigação delas deveria ser bem vinda, mas a nossa historiografia está mais preocupada com a narrativa classista do que a busca de uma compreensão total, não está interessada na Unidade do Ser.

 
 
 

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