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Uma nova guerra fria? Parte 2



Escrevi há alguns meses um artigo sobre a atual situação geopolítica e nomeei como "Uma Nova Guerra Fria?" (https://www.geopolis.com.br/post/uma-nova-guerra-fria) Fui um dos primeiros, se não o primeiro a usar esta expressão (que não atribuo como influência minha de maneira alguma já que sou apenas um rapaz latino-americano!), e que logo depois, por coincidência vi várias pessoas de influência a usar esta expressão de maneira muito errada para a minha visão. Explico:


Eu usei a expressão pela primeira vez como questionamento sobre um possível fenômeno que está ocorrendo na geopolítica mundial atual e que é perceptível para quem tem um conhecimento prévio das nuances tomadas nas últimas décadas, principalmente depois do fim da Guerra Fria. Nos últimos anos, estas disputas geopolíticas que não pareciam muito claras, se tornaram muito mais presentes após a eleição de Donald Trump, e no Brasil com a eleição de Bolsonaro. Em ambos os países se tornaram evidentes a luta de bastidores na política que um analfabeto geopolítico pode pensar que se trata de uma mera disputa de grupos, quando na verdade se trata de algo infinitamente superior a isto.


Mas foi com o surgimento da Pandemia ou Pseudopandemia de Coronavírus que ficou evidente esta grande disputa interna de poderes que não é de maneira alguma nacional ou estratégica. Se trata de uma batalha de ordem política mundial, multifacetada, mas também com uma unidade de propósitos emq ue se caminha para um determinado fim.


Quando usei a expressão 'Uma Nova guerra Fria' ou 'Segunda Guerra Fria', quis dizer que está se desenrolando no mundo uma disputa de dois poderes, dois lados, dois propósitos que se afirmam e se rebatem, mas que não se afrontam de maneira direta, semelhante ou analogamente ao que aconteceu com a Primeira Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, apenas quem tem conhecimento apurado da linguagem e das implicações das tomadas de decisões conseguem acompanhar o que acontece e o que isso significa.


Os influenciadores estão usando a mesma expressão Nova Guerra Fria e Segunda Guerra Fria para afirmar uma disputa entre Estados Unidos e China, coisa absolutamente ridícula. Essa Nova Guerra Fria não é entre duas potências, senão aparentemente, mas entre dois blocos distintos, muito mais distintos que Capitalismo x Socialismo, é a disputa entre o Projeto Globalista x As Nações.


Nem todas as nações têm consciência disto, e por isso mesmo é grave, várias delas serão destruídas, restarão, se restarão, apenas aquelas que quanto antes se conscientizarem, e atualmente estas nações são as que estão sendo governadas por políticos conservadores. O que está em jogo é a disputa entre a existência das nações e a criação de uma única sociedade global unificada, não é de forma alguma a disputa entre duas potências nacionais pela hegemonia global como vêm anunciando por aí. Esta ideia de disputa de nações só ofusca ainda mais o que está acontecendo, pois desvia os olhares das massas para aquilo que não está acontecendo; a China não quer ocupar o lugar dos Estados Unidos, a China é o futuro do mundo proposto pelos globalistas. Globalistas, entendam, não têm nacionalidade, não importa de qual país eles sejam, o que eles veem e fazem é pela construção deste projeto. No outro artigo que escrevi citei os Estados Unidos, Brasil e Austrália como exemplos de países que resistirão a isto, claro, se conscientizarem-se do problema, ao que parece o povo brasileiro percebe a malandragem política brasileira e resiste bem a isso, mas é algo ainda muito intuitivo, não há percepção do que acontece, sobre a tomada de decisões. Por exemplo, as pessoas pensam que a atitude de João Dória para obrigar o povo de São Paulo a tomar as vacinas é meramente uma pretenciosidade da cabeça dele, ou uma vaidade, não! Não é isso, o João Dória sabe que decisão está tomando e porque está tomando, ele é um cara que calcula as suas ações segundo os seus superiores lhe indicam, é por isso que ele está no governo, é por isso que ele supostamente recusa salário, as vantagens que ele adquire para si e para o grupo para o qual ele trabalha são muitíssimamente mais vantajosas que um salário de poucos milhares de reais. Já diz Olavo de Carvalho, nem tudo é por dinheiro...


A Segunda Guerra Fria é a disputa sobre uma existência humana constante na história que é a organização em nações e uma nova forma de organização que englobe todos os povos num único, nesta nova sociedade as nações deixam de existir e o que passa a existir são "bairros" de uma única Cidade Global, por isso dei o nome deste blog de 'Geopólis'.


A possível nova guerra fria, se chegar a tanto, será entre o movimento globalista e as nações ‘conservadoras’, quais sejam possivelmente as atuais: Estados Unidos, Japão, Israel, Polônia e Brasil, acredito que México, Coréia do Sul e Filipinas e vários países africanos vão entrar nesta lista posteriormente. Outros países que aparentemente possuem um forte nacionalismo, na verdade colaboram para o movimento globalista, é o caso da França. Itália, Reino Unido, Rússia, China, Turquia entre outros. A divisão será entre ‘nações conservadoras’ (conservadoras no sentido de antirrevolucionárias) e o imenso Bloco Globalista, já não se trata mais de Capitalismo x Socialismo, EUA x União Soviética, é ainda mais complexo e profundo porque a disputa é espiritual e nos corações de cada pessoa. As armas já não são as de fogo, mas as das ideias, tanto mais explosivas, pois utilizam da razão para promover as suas ambições. Diante disso, cada nação conservadora terá de desenvolver sua própria visão de desenvolvimento num mundo inteiramente dominado pelo globalismo. Isto significa que o Brasil terá de desenvolver caminhos próprios para avançar, que não passem exclusivamente pela cópia, mas pelo aprendizado com outras nações como os Estados Unidos e Polônia. Essa nova guerra fria será polarizada pelo Sistema Russo-Chinês x Estados Unidos e Aliados, de novo, pois ambas, sobretudo a China, é o laboratório de experimento para o futuro global; a China Comunista é o futuro da humanidade que está sendo buscado pelos ‘utópicos’ comunistas há mais de um século.

Eu utilizo a disputa entre Estados Unidos e China aqui como meio de esclarecer que ambos são vetores desta disputa política mais profunda e de uma outra natureza, que é civilizacional mesma, mas o pessoal está usando esta expressão como disputa dos EUA contra a ascensão da China como um novo poder global nacional. Apenas quem não sabe o que é o comunismo pensa assim, o movimento comunista na China está ligado intimamente ao movimento comunista no mundo inteiro, o que ocorre é que lá é onde está a concentração de 100 milhões de comunistas, comunistas que são bilionários e que financiam suas ações no mundo todo, o PCC se tornou no novo núcleo de financiamento do movimento comunista mundial tal como a União Soviética foi um dia, tal como o próprio Brasil foi durante a Era Petista.


As ações de Donald Trump são no sentido de frear, ou tentar ganhar tempo para tomar ações mais concretas, já que não pdoe entrar numa disputa direta com a China, pois sabe que não é contra a China, mas contra toda uma rede que possui o seu núcleo maximus dentro do próprio Estados Unidos.


Como eu havia falado no outro artigo, a pandemia de Covid19 foi um vetor de mudança global instaurado precisamente como um pré-ensaio para a implantação desta corrente de pensamento que é a unificação mundial. Veja se até o Papa Francisco já não se entregou ao globalismo? Ele ingenuamente (provavelmente) acredita que a unificação dos povos por meio de uma solidariedade formal feita por uma classe de megalomaníacos criará um mundo melhor.




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