Por que temos um STF?
- Thiarles Sosi
- 20 de fev. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 21 de ago. de 2021
A democracia no Brasil acabou de acabar, como se diz na minha terra. Mas brasileiro continua sendo brasileiro e só se preocupa com futebol, fim de semana, cerveja, briga doméstica e putaria no celular. Enquanto um deputado é preso flagrantemente por dar opiniões em que o mesmo pseudoestado democrático de direito do Brasil garante ao mesmo citado que ele tem a liberdade e imunidade parlamentar para quaisquer palavras, opiniões e votos, o que ele como deputado não sabia é que havia uma exceção: Não se pode criticar o STF e nem o que eles representam.
O STF tornou-se na principal causa de instabilidade social e política neste país. Se antes parecia mero jogo de linguagem, agora é fato concreto e indubitável de que não existe lei, só existe o FORO DE SÃO PAULO e o que ele manda e desmanda. Sabendo por exemplo de que o exército brasileiro é na verdade cúmplice desta política que tem como fim a dissolução do Brasil tal como ainda podemos entendê-lo. O exército tornou-se no seu contrário, ao invés de garantidor da lei e da ordem, tornou-se no garantidor do poder ditatorial do FORO DE SÃO PAULO e do seu órgão-mor no Estado Brasileiro, o STF.
Nunca ouvi falar sobre a era dita moderna de uma autoridade ter poder de legislar, governar, julgar e executar as leis que ele mesmo cria com a sua própria vontade, bastando que queira. Mas os ministros do STF podem! Sinal de que voltamos à barbárie, só o presidente e o povo ainda não percebeu. Será que ainda há chance de retorno? Com um exército aparelhado como o brasileiro com mourões e Santos cruzes será muito difícil. Desde que o imperador fora destronado por uma meia dúzia de milicos e republicanos fracassados pela impopularidade de suas ideias, se houve uma lacuna no Estado Brasileiro que fora preenchida de maneira remendada por um supremo tribunal federal (assim minúsculo mesmo) guardião da constituição, exata função do imperador. O acúmulo do poder sobre este órgão tornou-se inevitável na medida em que a instabilidade gerada pelo falso republicanismo foi ganhando contornos cada vez mais positivistas e progressistas. Positivismo e o progressismo das ideias estão estampadas na bandeira nacional “Ordem e Progresso” que quer dizer em suma o compromisso com a agenda revolucionária a longo prazo. Alguém duvida de que não seja este o pensamento que permeia as nossas forças armadas?
Por ser um pseudoguardião da constituição, o STF é uma mera imitação do poder moderador destruído na proclamação da república, sinal visível do caos institucional causado por este mesmo movimento. Se a lei maior da nação é a constituição e esta é clara para todos, então por que precisamos de um STF? A mera existência deste órgão para julgar a constitucionalidade de uma lei ou decreto no país revela que a tal constituição e as leis deste país são meras linguagens retóricas ou amorfas ou nem isto para fazer imperar a vontade das oligarquias de que dominam o estado, estas sim com o supremo poder neste país e atualmente representadas pelos partidos políticos de esquerda e pelo Foro de São Paulo. Mas se a constituição pode ser interpretada pela vontade política dos ministros que a compõe, então não há verdadeira corte capacitada para julgar a constitucionalidade, mas que esta é um mero artifício de linguagem para fazer valer a vontade das oligarquias, que no caso são os partidos de esquerda e o FORO DE SÃO PAULO.



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