Os EUA e a Nova Ordem Mundial: Resenha
- Thiarles Sosi
- 27 de set. de 2020
- 7 min de leitura

Entre os livros fundamentais para a compreensão das articulações políticas mundiais atuais, o livro "Os EUA e a Nova Ordem Mundial" é um deles. Fundamentais por se tratar de um debate entre dois cientistas políticos que possuem uma visão global dos acontecimentos de ordem político-ideológica no mundo; Olavo de Carvalho, escritor e filósofo brasileiro, e Alexandre Dugin, cientista político e ideólogo russo. Ambos discutem o papel dos Estados Unidos no quadro da Nova Ordem Mundial (NOM), os seus agentes e os seus conceitos.
O debate logo no começo ganha contornos distintos, pois de um lado temos o ideólogo russo que demoniza um inimigo a fim de convencer o leitor da necessidade de destruir o inimigo norte-americano, já o outro, um filósofo, por acaso residente neste mesmo país, ao contrário, mostra que a sua avaliação não recai sobre todo um país, mas sobre as ações de agentes específicos.
Dugin não é um homem qualquer, é o mentor de uma das três forças globalistas, o Bloco Russo-Chinês, talvez melhor chamado de Eurasianismo, doutrina que permeia a política russa atual. Trata-se simplesmente de seu maior ideólogo, o seu mentor, o guru do Putin, presidente do maior país do mundo. Suas confissões são como um alerta das ações do governo russo a médio e a longo prazo, sua linguagem sempre desafia-nos a ler nas entrelinhas o que quer dizer, mas quando diz claramente, é somente o temor que se tem à vista.
O Olavo de Carvalho já separa logo no começo a sua visão da macropolítica mundial como sendo três as forças globalistas no mundo, e elas colaboram-se entre si ou combatem-se, mas sempre como "sombras chinesas na parede": Bloco Russo-chinês, Califado islâmico e Capitalismo Ocidental. Estes três possuem tentáculos em praticamente todo o mundo, e influenciam direta ou indiretamente as ações políticas das nações porque o seu projeto de poder é global e não nacional. Se na altura deste debate o Olavo de Carvalho era apenas um filósofo sem qualquer influência na política macro do Brasil, hoje, 2020, já não se pode dizer o mesmo, suas ideias permearam direta e indiretamente as ações do governo de Jair Messias Bolsonaro, mas não chega a ser nem de longe no mesmo nível que o Dugin e o Putin, pois diferentemente de Putin, Bolsonaro é aquele que com o famoso jeitinho brasileiro busca conciliar forças antagônicas. Putin não é assim, ele simplesmente acaba com todos os seus adversários internos, a fim de que tenha que se preocupar apenas com os externos, sobretudo os Estados Unidos.
O Bloco Russo-Chinês é o antigo sistema comunista transformado em Eurasismo, um doutrina política que coloca a Ásia como pivô do futuro da humanidade, deslocando o "centro" atual que configura a Europa-América do Norte- Japão e Oceania. A meta é isolar os Estados Unidos e ser a nova superpotência mundial colocando, ou melhor, recolocando o centro civilizacional do mundo no Velho Continente com a Rússia no centro político, cultural, intelectual, social, econômico, e até espiritual, absolutamente tudo. A China por sua vez quer voltar a recuperar o status de Império do Centro sendo o centro do futuro do mundo. O papel dos EUA neste futuro, e também de toda a América Latina é desaparecer e ser uma espécie de estados satélites a fornecer matérias primas para as potências, ou seja, voltar a ser colônias do Velho Mundo, colônias de exploração.
O Califado Islâmico é a meta da religião islâmica que possui a ordem sagrada de tornar islâmico todo o mundo, que seja possível ou não, é a lei e todo islâmico em seu íntimo trabalha para isso, cada um segundo a sua maneira, ainda que demore milênios, e como de fato já se passaram 1400 anos desde o início da construção deste Califado Universal.
O Capitalismo Ocidental é basicamente formado pela elite empresarial e financeira do Ocidente, em geral sediada na Quinta Avenida de Nova York e na Cidade de Londres, estando nas mãos de algumas centenas de famílias donas de toda a economia mundial e de sua dinâmica, fazendo de tal forma que toda a cadeia produtiva enriqueça-os mais ou menos, e trabalhe para eles direta ou indiretamente. Podemos dar alguns nomes? empresas como Google, Microsoft, Apple, Facebook são as buchas de canhão para esses metacapitalistas a fim de provocar as ações que eles desejam. Por serem metacapitalistas já estão no topo da pirâmide do poder, acima dos estados nacionais, acima dos governantes e das classes politicas. Estes por sua vez são cooptados para trabalharem criando leis e outras formas de modificação gradual da sociedade e de suas instituições a fim de que obedeçam às metas de longo prazo dos metacapitalistas. Alguns desses metacapitalistas como George Soros e Bill Gates financiam os seus projetos no mundo todo, inclusive projetos "sociais", que de sociais só tem o nome e a quantidade de indivíduos atingidos.
E qual é a meta de todos estes globalistas? Suas metas não são exatamente as mesmas, para diversas situações elas se convergem, sobretudo no aspecto de criar uma autoridade e poder político mundial, aliás, uma nova civilização mundial, que abarque toda a humanidade, colocando-a sobre princípios e leis comuns.
Estes assunto já é tão complexo e estabelecido que não há o que se discutir sobre a sua existência ou não, se antes as ações destes agentes eram ocultadas em alguns aspectos ou discretamente sobrepostas, agora elas são claramente escancaradas publicamente, só não entende quem não conhece a linguagem destes agentes, pois eles não conversam com as massas, mas com os seus subordinados espalhados pelos 4 cantos do mundo. Algumas organizações com influência e certa autoridade mundial trabalham para estes agentes, são como três redes sobrepostas em que alguns traços se coincidem e daí mesmo se tornam menos perceptíveis da diferença entre eles, quem faz o quê. Mas é certo que quando eles disputam mais diretamente, torna-se mais claro para quem já tem conhecimento sobre o assunto as suas ações, mas não, você não verá isto na grande mídia, e não é porque eles não sabem, é porque eles trabalham para estas organizações, trabalham porque se beneficiam a curto, médio e longo prazo com isto. A grande mídia é apenas a porta-voz da vontade das elites mundiais, e trabalham para que suas ações sejam aceitas ou escondidas na sociedade.
Praticamente não há nada na política atual, em se tratando de nível macro, que não seja apenas o eco dos mandos dessas elites, é uma rede tão vasta que engloba direta ou indiretamente milhões de pessoas, consciente ou inconscientemente, ativa ou passivamente, porque apenas conhecendo a fundo é que é possível ter alguma forma de se prevenir ou mais ou menos evitar as suas ações. Um exemplo disso é a atual Pandemia de Coronavírus Covid19; pandemia sim, mas sobretudo uma pandemia politicamente trabalhada para atender aos interesses desta mesma elite. Com isto significa que esta pandemia não existe? não significa, ela é real, significa que ela deve ser completamente ignorada? Não, não pode, quer dizer que foi planejada nos seus mínimos detalhes? Não, não quer dizer isso. Mas então o que ela é, afinal? A Pandemia de Covid19 é uma doença já preparada pelos globalistas desde há muito tempo com a finalidade de modificar o comportamento da população mundial, modificar seus costumes, suas condutas, sua fé, sua forma de ver o outro, sua organização social, a micropolítica e macropolítica, não importando se este vírus foi criado em laboratório ou foi natural. Percebeu que até a sua pequena cidade, o seu prédio, o seu colega de trabalho mudou-se a si mesmo e aos outros ao seu redor a fim de manter uma "segurança", segurança essa dada por meio do terror psicológico, portanto não uma segurança mas o contrário desta, insegurança alimentada pela mídia, pelo governo, pelas empresas, pelas escolas e universidades, pelos institutos de pesquisa, pelo mundo todo uniformemente? Acha que isto tudo é apenas acidental? Acha que um problema absolutamente novo possui tanta unicidade e conformidade de ações assim sem equívocos? Se pensa assim, você vive num mundo onde as nuvens são de algodão e no fim do arco-íris há um pote de ouro, vá lá buscar e fique rico, depois venha me ajudar porque eu acredito que não é assim, porque não é assim! Esta uniformidade no mundo todo implica na existência de uma articulação política que está acima das ações das empresas, dos governos, das mídias, das universidades, de absolutamente tudo, e se você não sabe do que se trata, você é vítima e algoz do seu vizinho, você é aquele que morrendo de medo, medo que se transforma em raiva, denuncia o seu vizinho porque ele passou por você sem máscara no corredor do condomínio, ou porque tossiu na beira da piscina. Agora você é aquele que admira quando alguém não usa uma máscara, mas acha legítimo que milhões de pessoas percam os seus empregos porque não pode haver comércio, exceto, é claro, para o mercado que você não consegue deixar de comprar. Rezar? A fé fica para mais tarde, Deus entende a situação, mas eu vou querer assistir a minha netflix comendo a pipoquinha com manteiga que eu comprei do mercado da esquina aberto no sábado à noite. São incoerências? são, mas você não para pensar nelas, porque você só acredita no apocalipse que a mídia te deu, e a mídia te aterrorizou com a ideia de ir à Igreja, mas não fez o mesmo com o mercado, porque se fizesse, não haveria comida para as pessoas do mundo inteiro, e neste momento você provavelmente já teria morrido de fome, não é mesmo?
Por isso, para que você entenda um pouquinho e adquira esta vacina diante das ações do seu inimigo que é grande e forte, você precisa cair a ficha de que o mundo não é cor de rosa, é uma ficção científica muito real, que está sendo implantada a passos largos pelas três forças globalistas. Leia este livro; "Os Estados Unidos e a Nova Ordem Mundial" e compreenda, abra a sua visão sobre este assunto de suma importância, pare de ver somente as "sombras chinesas na parede!"
Livro: Os EUA e a Nova Ordem Mundial: Um debate entre Alexandre Dugin e Olavo de Carvalho;
Autores: Alexandre Dugin, Olavo de Carvalho
Ano do debate: 2011
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