O Princípio Demoníaco na política atual
- Thiarles Sosi
- 1 de jul. de 2020
- 26 min de leitura
Atualizado: 19 de dez. de 2020
Série de artigos: O Brasil e as Ideologias
O Princípio Demoníaco na política atual
A narrativa bíblica inicia sua jornada da Revelação da Palavra de Deus com o “Faça-se a Luz” de Deus Criador. Pode dizer-se que isto iniciou a primeira contraposição entre luz e trevas e que perdurará ao longo da existência humana. Esta contraposição foi inserida e querida pelo próprio Deus e que ofereceu-a como opção de escolha para o homem. O homem como ser criado por Deus a sua imagem e semelhança possui capacidade intrínseca e extrínseca de analisar os pormenores das trevas e da luz. Ao longo dos séculos e milênios a interpretação das trevas e da luz foi ganhando conotações cada vez mais espirituais. A doutrina cristã ensina que Deus criou as coisas visíveis para tornar visível aquilo que é invisível, ou seja, aquilo que a realidade mais imediata revela-nos, revela algo mais profundo e que está oculto. A ocultação das coisas invisíveis criadas por Deus é princípio do saber e conhecer algo, quanto mais estuda-se, mais compreende-se o objeto, por isso o saber tornou-se sinônimo de luz na alma humana, isto é, luz sobre a inteligência. Por outro lado, o Mistério divino é ao mesmo tempo ocultado e revelado (lembremos que Revelar algo significa que algo que já estava presente tornou-se novamente presente, ou seja, aquilo que estava invisível tornou-se visível), quando Deus começa a ensinar ao homem sua vontade, não é porque essa vontade nunca fora comunicada, ela estava velada na alma humana e na criação visível, mas o pecado original criou uma venda nos olhos espirituais do homem provocando a ‘cegueira espiritual’, por isso a vontade de Deus precisava ser ‘Revelada’ para tornar novamente claro aquilo que o pecado ocultou. Portanto, temos uma segunda forma de ocultação que não é a divina, mas aquela que o pecado provoca no homem como um todo, a ocultação demoníaca.
O pecado surgiu com a rebeldia de Lúcifer a Deus, perdendo a sua posição de anjo de luz, Aquele que Porta Luz (Lúcifer), para a de anjo das trevas, aquele que vive nas ocultações da cegueira espiritual do pecado. Interessante notar que quando Deus criou o Homem e a Mulher, o demônio tentaram-nos para comer o fruto proibido, e este fruto proibido era justamente a busca do conhecimento do ser, ou seja, a busca da ‘revelação’ para aquilo que estava velado, porém presente, Deus. O demônio convenceu ao homem de que comendo do fruto proibido do ‘bem e do mal’ tornariam-se deuses, de fato, tornaram-se, mas não com a potência divina, mas com a impotência humana em meio ao caos velado do pecado, a revelação agora tornava-se uma necessidade humana não para sua plenitude, simplesmente, mas para a sua própria salvação e cura.
O demônio então fora expulso do Céu e precipitado ao inferno. Ao contrário do que muitos pensam, o Céu é o local das coisas eternas, é onde as coisas adquirem a plenitude, por estar acima de todas as coisas, elas estão ocultadas pela distância de sua qualidade e pela claridade de sua luz, então temos a primeira forma de ocultação do saber, a ocultação pela Luz Celeste. Por outro lado, temos o Inferno, local do puro caos, onde nada permanece um só instante, onde as mentes e corações são despedaçados pela imprevisibilidade absoluta que impede toda forma de realização do ser, o inferno tornou-se numa espécie de big bang onde a potencialidade humana é desperdiçada no caos absoluto e incontornável. (Pense por exemplo na teoria do Big Bang; antes do universo formar-se, supostamente ocorreu a condensação absoluta de toda a matéria num único ponto, foi o que permitiu o fenômeno que daria origem às estrelas, galáxias, planetas e ao nosso mundinho. Mas pensa-te se se essa matéria estivesse espalhada infinitamente pelo infinito, a probabilidade de que ela se condensasse num único ponto é absolutamente nula, nenhuma, completamente impossível, caso uma matéria estivesse infinitamente espalhava, ela seria inerte, e neste caso ela seria o estado ‘eterno primeiro’, se eterno não haveria possibilidade de criação de fenômeno diverso, exceto por uma espécie de corrupção da matéria, coisa improvável nestes termos pois a matéria é corruptível por natureza, ou seja, ela sempre foi corrupta, no sentido de ser passível de mudanças, portanto apenas uma presença infinitamente presente seria capaz de tirar a incapacidade de matéria de realizar as suas potencialidades, uma presença infinitamente presente e infinitamente capaz de realizar a plena potencialidade do ser é a definição de Deus [definição que refiro-me à essência criadora e tríplice cristã: Onipotência, Onipresença, Onisciência], não o acabamento de quem e como é Deus. Então o big bang é o estágio de caos inicial que a própria bíblia insinua “No princípio a Terra era sem forma e vazia”). A matéria em pleno caos é o inferno, onde nada mantém-se e nada forma nada, se misturarmos sem ciência um caldeirão de matéria do universo nada formaremos, mas se usando da ciência unirmos os elementos, poderemos formar algo, se você for Deus, poderá formar tudo o que for possível com aquele caldeirão! Mas temos que pensar que em dizer que a matéria pode tornar-se eterno caos ou eterna plenitude é algo improvável e impossível pela própria constituição da matéria, ela não foi feita para ser nem uma coisa e nem outra, ela está no intermediário. O mundo intermediário é o nosso mundo, é onde a matéria adquire potencialidades caóticas e potenciais ao mesmo tempo, mas todos estes estágio são sempre limitados e não definitivos, o caos é sempre temporário e a síntese da matéria é a lei comum que a rege ora para um lado, ora para outro. Se o homem mistura todas as verduras na panela e faz uma sopa, há um limite do que ele pode colocar, quantidade, e tempo de cozimento, do contrário, ele não obterá uma sopa, mas um outro produto, talvez imprevisível a ele pela falta de ciência para aquele ponto específico de sua empreitada. Se temos o Céu como local da plenitude, e o Inferno, local do caos, para que serve o mundo intermediário do Universo Material? Para o discernimento entre o bem e o mal, entre o pleno e o caótico, entre a perfeição e o pecado, entre a luz e as trevas!
Se vivemos no mundo do discernimento entre o certo e o errado, significa que não viramos deuses, mas que vivemos no mundo de Adão e Eva, o mundo do discernimento do bem e do mal, ou seja, o fruto proibido! Portanto, vivemos entre o discernimento de duas formas de ocultação, a ocultação pela luz, e a ocultação pelas trevas.
Quando Jesus veio ao mundo, deixou claro que nada havia de oculto que não viesse a ser revelado, nada das sombras que não viesse a luz, ou seja, a vida cristã é uma vida permeada pela iluminação divina nas inteligências humanas e consequentemente nas suas relações intra e interpessoais. Dito isto, vamos para uma segunda etapa desse raciocínio que é a questão da ocultação das ideias.
A ocultação das ideias é a forma de esconder as intencionalidades da alma humana nas suas relações pessoais com o próximo e até consigo mesma. Esta ocultação tem como efeito não apenas tornar empobrecida a relação do homem com o próximo como também de rebaixá-la ao nível dos interesses medíocres, um mascaramento das intenções e a criação de poses convencionais de moralidade social. O homem não foi feito para viver escondendo o seu coração, ou seja, suas ideias, em algum momento ele tende a abrir-se aquilo que tanto quisera, isto não significa que sua vontade não seja trabalhada e nem evolua para as mais diversas orientações, refiro-me a capacidade de discernimento entre o bem e o mal, o processo de aprendizado muitas vezes passa pelo próprio erro, porque a cegueira espiritual do pecado limita ou mesmo anula o campo de visão espiritual do homem, tornando-o na mais otimista das hipóteses em um ser míope.
O remédio da ocultação das ideias não é nada doce, o homem que deseja superá-lo tem que saber que passará a vida inteira a fazê-lo e não chegará muito longe, pois a deficiência da DEFICIÊNCIA é justamente provocar a constante cíclica do aprendizado, pois o homem está inserido no mundo intermediário. O remédio chama-se “sinceridade”, é a sinceridade constante consigo e com o próximo, ainda que não revelada, mas ter sempre presente diante de si. As pessoas usam da falsidade de persona para relacionar-se umas com as outras a fim de não provocar rupturas por evitar inimizades, no entanto a inimizade só mora no coração de quem tem este sentimento de inimizade, portanto é algo que está no ego e não no externo a ele. A sinceridade não implica na provocação ao próximo, antes é um estado de atenção para dentro de si e uma postura de tomada de decisão sobre os próprios sentimentos e ideias, mas implica em não fingir aquilo que não quer e nem concorda, muito menos que faz, por exemplo: Uma mulher pretende agradar ao amante usando de uma lingerie caríssima, como nem ela e nem o amante possui condições para comprar tal peça, ela recorre ao marido e seduz-o para comprar esta lingerie, que talvez, provoque-lhe um endividamento, mas ele cede por querer muito a sua mulher e querer agradá-la, além de gostar de vê-la atraente, então ele vai lá e compra tal peça, ela fica muito contente, mas vai utilizar esta lingerie para agradar ao amante e não ao marido, portanto, esta é uma forma de desonestidade que manipula os outros a fim de executar algo que ele aparemente quer, mas cuja verdadeira intenção é outra coisa que está propositalmente ocultada. Para qual forma de ocultação este exemplo caminha? Ocultação de Luz, por falta de conhecimento ou Ocultação de Trevas, onde está o caos das relações? Se essa mulher fosse sincera consigo mesma, veria imoralidade nas suas ações, não apenas porque traia o seu marido, mas porque manipulou-o a fim de prejudicá-lo em algo que ele com certeza não queria, ou seja, agradar ao amante de sua esposa. Este tipo de sinceridade é algo que todo ser humano deve procurar, mas talvez não fosse conveniente que ela fosse sincera a maneira de querer revelar ao marido para comprar uma lingerie para poder usar com o seu amante, isto também seria imoral, e daria direito a ira ao marido, porque é um atentado contra a honra.
No entanto a ocultação das ideias mora nas relações humanas em geral atualmente como uma pandemia severa e diria, irremediável. Ela está presente em todos os produtos e subprodutos da chamada cultura de massa. Por definição a cultura de massa não pode ser honesta nem por um instante, pois ela não pode ser honesta e sincera ao ponto de revelar suas ideias e intenções ao grande público, pois a chance de levantar uma série de inimizades é imensa, por isso, a cultura de massa busca meios de balizar, de nivelar por baixo a opinião pública a fim de não levantar posturas mais defensivas radicais. A cultura de massa como imprópria para a honestidade, busca o nivelamento minimamente moral aceitável, nivelando a moral para mais baixo possível no qual nem grupos antimoralistas e moralistas contraponham-se ao debate. A ocultação das ideias não ocorre só na cultura de massa, também ocorre em toda forma de figura pública, no Brasil ela tornou-se numa lei absolutista, ninguém pode ser sincero com ninguém na vida pública, pois é pecado grave trazer à luz as suas ideias ‘radicais’ à vista de todos, como se ideias por si só fizessem qualquer coisa. Por exemplo; quando os candidatos políticos aparecem na televisão dizendo defender “mais saúde, segurança e educação”, eles não estão sendo honestos em 99,99% dos casos, primeiro porque é impossível você defender aquilo que não é passível de defesa, segundo que nem todos os candidatos concorrentes podem defender as mesmas coisas se não não faria sentido haver concorrência entre eles, há concorrência porque não defendem as mesmas coisas. Terceiro, se utilizam das mesmas palavras a fim de promover a auto-imagem, significa que nem as palavras e nem a auto-imagem é algo produzido por eles per si como fruto de um longo discernimento político das ideias, mas como um jargão publicitário a fim de estar no mínimo razoável moralmente aceitável, ou seja, é a presença daquele nivelamento por baixo, isto explica porque há a impressão de que todos os políticos são iguais e mentirosos, pois em certo sentido são mesmos, todos eles agem de maneira desonesta.
A desonestidade política pela ocultação das ideias ocorre por aquilo que expliquei anteriormente, a não radicalização do debate, mas também pela incapacidade dos políticos atuais de possuírem qualquer coisa que chamem de ‘ideias’. Quem tiver a paciência de assistir as sessões da câmara de deputados ou de senadores, vão ver que tudo o que eles falam é puramente demagógico, nivelamento por baixo, jargões de bom-mocismos, ou ideias que obrigam-lhes os partidos, com exceção de 2 ou 3 deputados e senadores, o resto trabalham em primeiro lugar para o seu bolso, em segundo para o partido. Eles sentem-se como sendo devedores de favores aos seus partidos mais do que ao público que elegeram-nos.
É importante destacar que são os partidos políticos que governam o Brasil e não outra coisa, os partidos são empresas de interesse privado cujos interesses são eminentemente econômicos, são os substitutos das velhas oligarquias que governaram o Brasil nos últimos séculos.
Mas é importante notar que nem todos os partidos estão formulados naquela ordem que vemos comandar o Congresso Nacional, esses partidos podem ser movimentos políticos de ordem muito mais forte e oculta do que você pode imaginar. Por exemplo: o Movimento Negro, Feminista, LGBT, Indigenista, Ecologista, Comunista, Fascista, Nacionalista, Positivista entre outros… podem ser muito mais marcantes do que os mais de 30 partidos que governam o Brasil atualmente, porque eles possuem uma organicidade que vai para além dos interesses econômicos de que os partidos políticos são requerentes. Porém, ainda é importante frisar que mesmo estes movimentos políticos partidários que são externos aos partidos-empresas do Congresso vivem ainda na superfície daquele nivelamento por baixo que expliquei, pois a finalidade deles é atrair todos os pertencentes àquelas supostas classes a fim de participar de um movimento político, por exemplo, o Movimento Negro tem como finalidade atrair todos os negros, por isso, o seu discurso vai ser nivelado para o mais baixo aceitável para que todos os negros queiram fazer parte do movimento, neste caso, trata-se da cor da pele, ou ainda a bandeira LGBT; ela nivela por baixo para que todos os membros de tal movimento queiram fazer parte, no caso, é o interesse sexual, o indigenista, o fato de ser índio, ecologista, defender a natureza, feminismo, em defesa das mulheres, nacionalista, em defesa da nação, positivista, em defesa da ciência, comunista, em defesa da igualdade, e etc… a lista é muito extensa. O nivelamente desses movimentos é superior ao dos partidos políticos e de seus membros, mas ainda está longe de ser considerado honesto, pois todos eles trabalham para outros esquemas de interesses ainda mais profundos e que estão ocultados à população propositalmente a fim de não provocar ‘radicalismos’.
Uma das camadas mais profundas da política atual, é o seu caráter revolucionário, a revolução é algo que começou de maneira contundente na Revolução Francesa, em 1789, desde essa época a existência de um movimento revolucionário tornou-se patente, surgiu desde esse tempo a que tornou-se clássica divisão entre Esquerda e Direita. Mas a Revolução de 1789 foi resultado de uma revolução das ideias que começou desde a Renascença, quando homens anticristãos queriam criar um sistema que rivalizasse com a Igreja Católica a extirpasse da sociedade, por isso coisas como “Europa”, “Nação e Raça” tornaram-se nas novas formas de identificação humana, baseadas num nivelamento por baixo das relações humanas, assim, nações antes unidas pela fé católica, passaram a rivalizar-se umas com as outras como inimigas, o que vai culminar com o surgimento do Protestantismo, que foi uma tentativa de nacionalizar ou partidarizar as igrejas para cada nação e grupo sob os aspectos que chamassem-lhes em comum, por isso a Igreja Cristã, antes unida sobre prismas da Tradição, Escritura e Magistério, para que ganhassem as igrejas sustentação num novo esquema de divisão de igrejas pelo aspecto dos interesses grupais, tornou-se necessário o nivelamento por baixo da doutrina cristã, no caso protestante o nivelamento foi para a Sola Scriptura, Sola Fide, que mais tarde vai traduzir-se “minha bíblia, minha igreja”, ou “meu Jesus segundo o meu evangelho”. O caráter revolucionário da República atual é coisa velha que já perdura 6 séculos de evolução demagógica, as novas intelectualidades foram apenas criando formas de nivelamento por baixo que justificasse tais divisões artificiosas.
Este nivelamento por baixo vai provocar no século XX o chamado Relativismo das Ideias, que já não são apenas uma forma de ocultação delas, mas a sistematização racional dessa ocultação, tornando cada vez mais obscura e sombria os interesses humanos nas relações sociais. Tornando também penosa a averigauação e conhecimento dessas mesmas ideias em sua máxima extensão. O relativismo irá desenvolver-se concomitantemente ao surgimento da cultura de massa, daí tem-se não apenas a ocultação das ideias, mas a ocultação da própria verdade, negando aos espectadores a capacidade de discernimento, pois é negado-lhes todas as formas de averiguação, por um lado há a cultura de massa, por outro lado, há a sistemática científica da ocultação de idéias como modelo de manipulação da mentalidade e comportamento, ou seja, a cultura de massa é aquela mulher que quer manipular o marido para que ele beneficie o seu inimigo, o amante de sua esposa.
A ocultação de ideias é uma arma eficaz para esconder os efeitos mais precisos das ações políticas, isto explica o porque de haver pouco debate esclarecido no Brasil e o povo em geral não sabe do que trata-se as discussões em plenários e rodas políticas. A falta de entendimento do público é não só resultado como efeito dessa abordagem pouco luminosa de debater ideias, debater pelo raso, pelo nivelamento inferior, que certamente causa aversão nas pessoas em comum a respeito da política. Por outro lado o efeito da aversão política do brasileiro leva-o a diminuir o seu julgamento político dos representantes políticos, que só dialogam por meio de linguagem inferior e pouco didática e honesta.
Também ocorre a falsificação do que está envolvido a respeito das discussões políticas, quem e porque apoia tais ideias. Assim, o esquema revolucionário no brasil avançou nas últimas décadas a mercê da ignorância popular da vida política e do real funcionamento dos mecanismos políticos. O povo brasileiro é um povo de fraca leitura política, e por isso é ingênuo pela obscuridade dos termos usados pelos candidatos políticos que em sua maior parte são falsos e demagógicos cuja finalidade é esconder os interesses.
Agora, vamos para uma terceira fase da nossa investigação, a questão esotérica na política.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam que na política não há religião, ou não mistura-se com a religião, isto não trata-se apenas de uma lenda como também num aspecto de nivelação de ideias, relativismo e ocultação. Pegue tudo o que falamos até aqui e monte você o quebra-cabeça; se quem domina a opinião pública é a classe política vigente, e essa classe domina não só a cultura de massa, como também os quadros políticos eleitoreiros, como organizações sociais que estão nas camadas mais profundas da sociedade, com qual finalidade fazem isso? A resposta é Revolução, Revolução com R maiúsculo, pois o que eles estão jogando não é a política do dia, mas o futuro da humanidade a longo prazo. A longo prazo, tudo deve ser mudado, desde os aspectos mínimos aos máximos da vida humana, a sociedade deve ser reerguida, mas não do nada com nada, isto é impossível, mas provocando mudanças por todos os lados pressionando as correntes políticas que servem a este esquema fortalecendo e intensificando o mesmo movimento. O movimento revolucionário não é unificado, ele possui várias vertentes que ora se combatem, ora se unem, mas todos eles possuem em comum uma sede de mudança que é dogma doutrinário. Este dogma compreende um aspecto metafísico importante na vida humana, o desejo de evoluir.
Este desejo de evolução é dogmático na vida humana e é explorado a exaustão pelas categorias filosóficas e religiosas. Mas assim como o movimento revolucionário é diverso em sua abordagem, também as correntes filosóficas que alimentam-nas são, e sobretudo as religiões.
Cada religião possui em certo sentido, um esquema de evolução, pois em tese, religar-se ao Supremo indica uma evolução intrínseca e extrínseca do homem em seu viver. No caso do cristianismo esta evolução chama-se Salvação e Santidade, nela os discípulos de Cristo buscam assemelhar-se a ele. Mas em religiões gnósticas, por exemplo, tudo é duvidoso e por isso nada é fixo. Também há o ateísmo que é uma forma religiosa de não querer conhecer o Deus Cristão, uma aversão à vida espiritual de busca de santidade, tanto que para isso, os incrédulos buscam justificar que não precisam acreditar em Deus para serem pessoas boas, como se Deus fosse realmente alguém que fica no ouvido ensinando a fazer coisas boas, porque o ser humano é mal. Não, Deus ensina o homem a fazer coisas boas porque o ser humano foi criado bom, então fazer coisas boas é natural, fazer coisas más é antinatural, é demoníaco. O pecado que a Igreja Católica tem sempre diante dos olhos dos fiéis não é uma parte essencial do homem, mas um defeito imposto, a espinha de satanás de que fala São Paulo em suas cartas, imposta pelo homem ter pecado contra Deus, este pecado é portanto uma desordem interna da alma humana e de sua natureza que compreende todas as dimensões de seu ser, inclusive a vida social.
Daí que a importância moral da honestidade intelectual faz-se necessária ao homem cristão por definição, pois ele é obrigado a assistir a si mesmo como um jogador ativo no jogo da vida. A busca da verdade implica em primeira instância a sinceridade consigo mesmo, inclusive na vontade de pecar, pois a espinha de satanás faz-se presente na vida humana. Ao realizar isso, o homem está no primeiro passo pela busca da verdade, não de uma verdade filosófica, mas verdade na realidade, realidade na unidade, unidade de si mesmo como um ser ao mesmo tempo feito, em construção, em construção, apresentar-se-á a Deus como artífice, esta é a postura do cristão diante de si e dos demais.
Portanto a evolução cristã é muito bem definida como a busca da verdade.
Por outro lado, temos as religiões pós-renascença que buscaram superar o cristianismo e suas formas de subsistência: da Sagrada Escritura para os gurus filosóficos como Karl Marx, da Sagrada Tradição para as ‘igrejas nossas de cada dia nos dai hoje’ do protestantismo que funciona como uma espiral doutrinária contrária ao catolicismo (Enquanto o Catolicismo evolui sua compreensão da Palavra de Deus progressivamente, no sentido positivo, porém nunca em geral, apenas na compreensão dos membros individualmente, por isso faz-se a figura de uma espiral ascendente e não um cone, por exemplo. Por outro lado, o protestantismo negando a veracidade da realidade como sendo aquela que manifesta o visível de Deus Invisível, torna sempre obscura a Palavra de Deus que exige sempre novas e novas interpretações que funcionam como rupturas de uma reta entre ponto A e B, que ora regride, ora anula-se, formando um aspecto caótico que quando muito é formado por constelações doutrinárias incompletas por si.) e, por fim o Magistério, o Magistério já não é mais algo deixado por Cristo para assegurar a Via Sobrenatural da Graça da Unidade Cristã e do entendimento sugerido pelo Espírito, mas agora ela é fruto das especulações intelectuais individuais e protestáveis intermitentemente e auto-anulantes, ou seja, é o protestantismo no campo das ideias e especulações sociais e filosóficas. Como a humanidade tende a querer aquilo que oferece certa unidade a uma visão de mundo, ou seja, a uma Macrovisão, então as doutrinas filosóficas que seriam apenas especulações do provável e verossímel tornam-se nas verdades absolutas da realidade. É dessa maneira que o marxismo adquire status de religião, e também a ciência, pela sua aparente universalidade de respostas.
A ciência tal como entendemos hoje, não é mais do que especulação da realidade tanto quanto um livro de ficção, pode conter verdades, mas pode conter coisa que são meramente hipotéticas. Mas a ciência foi elevada ao status de religião incubida de ensinar e divulgar a verdade, ao passo que a religião tornou-se em espaço de especulação, como se todas as religiões fossem comparáveis entre si, como se todas buscassem as mesmas coisas. Porém, o caráter da ciência é esotérica se pensarmos em profundidade.
A ciência nasceu na sociedade ocidental como sendo um dom de Deus, ela era inseparável, não tratava-se de um modelo de raciocínio, mas um dom de Deus para a alma humana e para a alma cristã de modo especial, pois por meio do batismo e do crisma, dois sacramentos que infundem indelevelmente dons do Espírito de Deus na alma humana, tornando-a assim partípice da vida divina pela graça. Portanto, por meio dos sacramentos, o cristão tem acesso livre e direto a Deus por meio dos dons, a Ciência com C maiúsculo é um deles, por isso a investigação da verdade na Igreja não só era necessária, como requisito para a salvação humana, implicando em pecado contra o Espírito Santo não buscar a verdade da vida, foi assim que a Igreja Católica reconheceu o esforço de alguns homens em busca da verdade fora do cristianismo, como Platão e Aristóteles. A busca da verdade verdadeira é a definição angelical de “Paz na Terra e aos Homens de Boa Vontade”, o que é esta “boa vontade” se não o desejo de buscar a verdade? Ao passo que a ilusão da vida em busca de uma auto-hipnose e mentira alimentada desonestamente ao longo de dias, anos, vidas, gerações e séculos compreendem o desejo da mentira, fruto não virtude humana, mas do pecado humano, e por isso mesmo, demoníaco. Então temos a definição dos Filhos da Luz e dos Filhos das Trevas de que fala o bispo Carlos Viganó para o presidente Trump. A mentira que perdura ao longo de gerações e séculos não pode ser entendida de maneira alguma como força meramente humana, pois uma mentira não pode durar mais do que uma vida, ainda mais mentiras relacionadas a própria vida do homem e, sendo a ciência a mestra da verdade, também ela não poderia cegar os homens de um sincero desejo de busca da verdade e encontrar per si, a mentira ou a confirmação dela. Por isso, é evidente que trata-se de uma realidade para além da ciência, e para além da vida do próprio homem, apenas os seres angelicais podem viver e coordenar para além da vida das gerações humanas o que pretende-se fazer no futuro e uma extensa manipulação da verdade para promover a mentira. Dito isto, saibamos que apenas os anjos, santos ou demônios, podem conduzir a humanidade rumo a uma finalidade coordenada em comum.
Se o homem não entendeu ainda que estamos no meio de uma guerra espiritual, da qual até a física manifesta-se não raramente, não entendeu absolutamente nada. Apenas a ação demoníaca pode explicar a perpetuidade da mentira da ciência como um ente separado do Espírito Santo ao longo dos últimos séculos. O demônio alimenta o ego humano para que ele queira aquilo que seu coração deseja, mas não concede-se por temer a verdade, então o homem chamado à ciência, dado aos próprios sentimentos de aversão em conhecer o Deus Cristão, acaba por criar dentro do seu imaginário esquemas filosóficos inteiros para distanciar-se de Deus, as vezes ele recupera-se no fim da vida, quando reconhece que fez isso não por uma busca sincera da verdade, mas a busca de um conforto na mentira.
A mentira não precisa ser cabeluda para que o homem reconheça-a como tal, ele sabe e sente que é mentira, pois a verdade é parte essencial da vida humana, mas para enxergá-la precisa-se de uma disposição para tal.
A ciência jamais poderia ser a condutora da humanidade, pois ela não é uma entidade física per si, não a ciência tal como ensina os nossos doutores atuais. Ela é apenas a justificação para as linhas de investigação da alma humana. Essa ciência não pode ser ainda a condutora da humanidade, pois ela não é uma pessoa acessível a todo homem, mas para cada cientista em particular, ela confere um pedaço insignificante segundo o interesse daquele cientista naquela ciência, por isso, ela torna-se em algo abstrato incapaz de dar respostas concretas. Quem dá respostas concretas é o homem, e não a ciência, portanto, a ciência humana é uma ferramenta humana, não um deus; ela avança tanto mais quanto o homem que detém-na avança. A ciência como entidade supra-humana detentora da verdade e que ensina ao homem o que ele busca em seu interesse particular é claramente uma religião esotérica, pois a ciência é incomunicável a todos os humanos ao mesmo tempo, o homem mediano é obrigado a ceder a sua inteligência para confiar na palavra dos cientistas, tal como o piedoso confia nas bençãos do padre. Assim é aqueles que dizem-se ateus mas que confiam na ciência, como pode confiar na ciência!? Ciência do quê e para quê? A ciência de Albert Eistein não era a mesma de Isaac Newton, que muito menos era a de Aristóteles… acreditar na ciência é o mesmo que acreditar na lua, é algo ridículo, pois ambas não são alvos de debate se são reais ou não, elas são evidentes e ninguém discute sobre sua existência. Agora acreditar num universo que surgira por si só, é tão didículo como acreditar em potes de ouro no fim do arco-íris, algo inanimado não pode surgir por si só, precisa de uma mente detentora da plena potencialidade dele para executá-lo em sua alta performance.
O esoterismo na ciência atual é algo deprimente, deprimente como as pessoas substituíram aquilo que era verdadeiro alvo da fé, para algo que não é digno de fé, mas de ser certo ou errado, por isso diz-se que o Temor a Deus é o príncipio da Sabedoria, pois quem não teme nada, caminha para o nada, pois não sabe do perigo que está a sua frente, mas se teme, tem a atenção sempre a sua frente, buscando aprimorá-lo para evitar consequências desastrosas. Não refiro-me a condenação eterna, refiro-me a alma humana perder a sua unidade interior, que na ausência da busca da verdade, caminha para o inferno do caos, onde nada mantém-se, nada sustenta-se, nada perdura-se. Uma ciência que busca a verdade sem acreditar numa, é uma falsa ciência e como tal, conduzirá o homem para a sua própria ruína eterna, pois ela é a ferramenta da mente humana e não uma entidade pessoal a comunicar o seu poder. Muitas pessoas acreditam nisso e ao mesmo tempo não acreditam em um Deus que ensina o que é certo e o que é errado! Como isso é possível?
Mas o que o esoterismo possui de tão errado e desastroso para que o homem que nela afunda-se não saiba sair dela sem uma profunda mudança de mentalidade? A resposta é simples, o esoterismo provoca no homem a sensação de um possível acesso à verdade e a compreensão da realidade da vida e do mistério da existência. Como essa verdade não pode ser comunicada ligeiramente a todos de uma vez, ela é comunicada em hierarquias, por isso, quem entra numa sociedade esotérica, entra num universo inteiro já formulado, do qual ele não tem acesso, mas apenas a iniciação. Este processo iniciático o levará na escada da hierarquia, fazendo-o subir sempre mais e mais. A hierarquia é suficientemente grande para que cem anos de vida não sejam suficientes para percorrê-la, como o homem morre antes de conhecê-la, significa que sempre há o que compreender dentro daquele grande esquema, grandes verdades e dogmas inacessíveis, e que o homem iniciado deve superar-se. A compreensão da verdade, quase sempre leva a imortalidade da vida, por isso, o desejo de participar de uma sociedade esotérica que prometa a importalidade na sua escala máxima é algo presente no íntimo de cada um dos membros, ainda que veladamente.
Agora é importante frisar; existem milhares de religiões e sociedades esotéricas diferentes, mas mil vidas não são suficiente para conhecer qual delas seja verdadeira. Porém algumas sociedades esotéricas não possui o caráter da imortalidade da alma humana, mas da SOCIEDADE HUMANA, e isto traz todo a diferença da paisagem em questão; se uma sociedade esotérica promete a imortalidade da sociedade, isto é, seu pleno desenvolvimento, promete a plena felicidade da raça humana. Mas essa felicidade plena é enganadora, pois ela atende-se para uma única dimensão do ser humano, a dimensão social, por isso, essas sociedades esotéricas buscam o nivelamento para baixo das relações humanas e sobretudo o caráter individual. A felicidade plena da sociedade humana é impossível tal como a revelação da verdade para os iniciados; como que a humanidade inteira será plenamente feliz, se ela é composta por indivíduos que morrem, adoecem e somem? Essa felicidade é pura abstração demagógica que só serve para alimentar os anseios dos membros por essas sociedades manipuladas.
O esoterismo implica na suposta verdade escondida que vai sendo revelada aos poucos para aqueles que forem merecedores dela. Aqueles que forem dignos serão salvos, aqueles que forem indignos, serão condenados ao esquecimento. Por isso o cristianismo, sobretudo a Igreja Católica condena toda forma de esoterismo, pois toda a doutrina católica é revelada às claras, não possui nada de oculto que apenas os iniciados possuem.
Algumas pessoas pensam que os padres são uma especie de iniciados na vida esotérica do catolicismo, mas isso não é verdade, o padre é alguém que recebeu um sacramento para realizar sacramentos. No caso, os fieis leigos não podem transmitir todos os sacramentos, porque isto pertence ao sacerdócio de Cristo. Uma pessoa não pode atribuir-se a si mesmo o sacerdócio, ele precisa ser iniciado no sacramento da Ordem, que por sua vez é conferido por outro sacerdote, no caso, o bispo. O bispo está numa hierarquia superior ao padre, mas ele não possui por causa disso conhecimento maior que o padre, (que o mesmo padre não pode conhecer por ser de ordem inferior), e nem se quer o leigo. Assim sendo, um leigo pode ter muito mais conhecimento da doutrina católica do que um bispo, padre ou cardeal, e se brincar até do papa! Então, a Igreja Católica é a sociedade privada mais democrática que existe, pois toda a sua doutrina está disponível para quem quiser estudá-la e compreendê-la. Até alguém de fora dela. Isto não ocorre em praticamente nenhuma outra religião, onde o caráter esotérico ou gnóstico está quase sempre presente entre os seus membros.
O papa não é alguém com acesso a conhecimentos que outras pessoas não estão acessíveis por causa da sua hierarquia por obra esotérica, isto é, de dogmas e doutrinas específicas somente a ele acessíveis. No máximo, a limitação das pessoas em compreender o papel do papa é apenas o fato de apenas ele ser papa e não as 7 bilhões de pessoas mo mundo, ou seja, é por uma limitação da realidade.
Toda a doutrina cristã foi deixada por Cristo e este disse claramente: “Tudo o que eu disse a vocês as escondidas, devem dizer nos telhados para todos ouvirem”, ou ainda, “não há nada oculto que não venha a ser revelado”, “tudo o que eu ensinei disse nas sinagogas”, “conhecereis a verdade e a verdade libertar-vos-á”… Jesus não ensinou nada para que apenas um grupo tivesse acesso. O fato de Jesus não pregar para todas as pessoas do mundo inteiro naquela época é pelo fato de humanamente ser limitado ensinar qualquer coisa a alguém. No entanto, Jesus deixou bem claro o caráter aberto do seu desejo de transmitir seu conhecimento; ele disse que enviaria o Espírito Santo, que é o Espírito da Verdade, o Espírito Santo ensinaria TUDO O QUE ELE QUERIA ENSINAR e não pode por causa da limitação da vida humana, ou seja, o Espírito Santo cura aquilo que doutrina esotérica nenhuma é capaz de sanar, a limitação da vida humana, sendo o Espírito Santo Deus mesmo presente, e sendo Ele a Verdade, então toda a verdade torna-se acessível ao homem no curso de sua própria vida! Agora a verdade não é apenas o desejo humano, nem um ideal a alcançar-se, mas uma Pessoa que comunica-se na alma humana, nela a sua Ciência é um dom de sua presença, ou seja, é Ferramenta Divina de contato com o homem, nesse caso, é o próprio Deus que eleva o homem na iniciação, isto é, na participação da vida verdadeira.
Ao contrário das doutrinas esotéricas, o catolicismo dá todo o conhecimento necessário para a salvação humana aos homens, coisa que não ocorre entre os iniciados esotéricos, onde nem que está na mais alta hierarquia ainda vivo consegue ter acesso ao ‘todo’.
Jesus um dia explicou aos fariseus que eles examinavam as escrituras sagradas julgando encontrar nelas a verdade, e que eles faziam bem nisso, mas ELE MESMO ERA A VERDADE, era dele que as escrituras falavam, portanto a verdade é algo vivo e que haje na história humana, é o próprio Cristo. Ora se a verdade é uma pessoa, e essa pessoa é Deus, é Cristo, é o Espírito Santo, então não adianta entrar numa sociedade esotérica para ‘encontrar a verdade’, pois tudo o que elas podem oferecer é uma suposta cosmovisão tanto quanto a ciência oferece, o marxismo oferece, panteísmo oferece, entre outros. Isto implica numa incompatibilidade entre a fé cristã católica e o esoterismo.
Então temos duas correntes distintas, uma que diz que a verdade é uma pessoa e que é inteiramente acessível a todo ser humano, o Catolicismo, a outra corrente diz que a verdade é uma incógnita e que somente a iniciação nas ‘ciências ocultas’ pode revelar a verdade suprema. O fato do homem poder ter acesso a uma doutrina por inteira, a católica, tem uma certa atração por aquela que aparentemente velada manifesta-se nas sombras. Uma manifesta a luz, a outra as trevas! Por isso, tem-se que as doutrinas esotéricas são todas ocultistas e por isso demoníacas em quaisquer de suas manifestações e formas.
O trabalho do esoterismo não é limitado aos iniciados, os seus membros agem na sociedade aplicando ‘as verdades’ recebidas, fazendo com que todos sofram as consequências de suas ações. Por exemplo, a maçonaria, ela coordena todas as lideranças políticas no mundo inteiro, desde o vereador de uma pequena cidade, até os presidentes de países, ministros, deputados, intelectuais, professores, doutores, cientistas, empresas, mídias. Assim, eles tem o domínio da vida pública de todos os países em que eles tem interesse, ou seja, o mundo inteiro.
Tendo o domínio sobre a vida pública das nações, em especial do Brasil, onde todos os presidentes praticamente eram maçônicos, a maçonaria controla as possibilidades. Não que ela controle tudo, mas por ser uma sociedade esotérica, nada do que discute-se ali dentro sobre o futuro da sociedade humana é revelado para fora dela, quando a maçonaria decide internamente sobre o futuro do país, os de fora só conhecem os seus efeitos e não os debates.
A especulação maçônica e de outras sociedades esotéricas na vida política e social do Brasil e do mundo não é segredo para ninguém, e por isso mesmo elas representam nem se quer a parte mais oculta da política brasileira, mas apenas uma parte mais profunda do que a dos partidos políticos, ou dos rostos que são divulgados para as eleições, ou dos movimentos políticos. Também o esoterismo é uma forma de nivelar para baixo a verdade dos fatos, manipulando-os para finalidades mais ocultas, para o mínimo aceitável pelos membros tão díspares que compõe-as internamente.
Chegando a parte final desta investigação, podemos saltar para os finalmente conclusivos: Onde está a camada mais profunda da política atual que lidera o mundo? A resposta já foi dada anteriormente, é a corrente política das trevas, pode parecer ridículo colocar nestes termos, mas o princípio que rege a política atual é a de ocultação da verdade e dos interesses íntimos dos seus componentes, nivelando o discurso externo ao grande público, conforme a especialidade e do seguimento de público, para baixo no mínimo aceitável. Isto faz com que você escolha um candidato que manifesta-se segundo o que foi-lhe autorizado a manifestar, coisas como “ser a favor de mais saúde e educação” que são tão teatrais que deixaria Romeu e Julieta com vergonha.
O princípio demoníaco rege a política atual tanto nos esquemas da mentira, da ocultação de verdades e de interesses, quanto ocultação da finalidade conclusiva de suas ações políticas e chegando na instância mais profunda, que é a destruição da religião cristã, de Deus, da humanidade mesma, e por fim do Universo criado, isto é, em último grau de ocultação, é o próprio demônio, o adversário de Cristo que manipula a humanidade para que ela destrua a si mesma e o mundo criado por Deus.
Todos os políticos que não trabalham para Cristo na política trabalham unicamente como escravos do demônio, não digo isso por demagogia, é porque é mesmo, quem não trabalha com Cristo, trabalha contra ele, e, quem trabalha contra ele, trabalha pela perdição das almas em último grau!
Toda a política brasileira é permeada pela ação demoníaca, a começar pela falta de interesse no bem comum por parte dos candidatos, por outro lado a falta de busca do conhecimento na verdade, de uma sinceridade e honestidade a respeito do que quer fazer, leva esses candidatos a não exergarem um palmo para além do nariz.



Comentários