O patriotismo brasileiro atual e o exército
- Thiarles Sosi
- 18 de fev. de 2023
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O patriotismo brasileiro atual e o exército:
O modelo conspirológico do próprio Villemarest pode resumir-se como se segue: “O KGB é uma continuação do partido, o GRU é uma extensão do exército”. Desde logo, por definição, o exército defende o Estado, o KGB defende o partido. O KGB é guiado pelo princípio “o patriotismo está ao serviço do comunismo”, enquanto que o exército é guiado pelo principio oposto “o comunismo está ao serviço do patriotismo”. A partir desta lógica de oposição entre GRU e KGB, na sua qualidade de mais secretos centros do poder bipolar na URSS (o exército e o partido), Villemarest construiu uma bem argumentada e fascinante narração da história do GRU. A Guerra dos Continentes, Alexandr Dugin
Fazendo um certo paralelo entre o exército soviético que considerava o comunismo como serviço ao patriotismo russo com o exército brasileiro, podemos observar o seguinte problema:
Parece que para o Exército Brasileiro o Comunismo, quer dizer, o Foro de São Paulo, e com este o PT que se aliou ao Partido Comunista Cubano e ao Chaves de Venezuela, bem como as FARC e outras entidades passíveis de serem "lisonjeadas", serve ao patriotismo nacional. O exército brasileiro, sobretudo representado pelo seu generalato, tem como pressuposto que as ideologias no Brasil servem em última instância ao mesmo objetivo que ele, o exército, defende, em tese, a soberania nacional e o bem-estar social do povo brasileiro. Se essa hipótese se mostrar verdadeira, quer dizer, do Exército e o seu Generalato enxergar o Comunismo latino-americano que quer tornar a América Latina num imenso bloco comunista à soviética, um prestante serviço à pátria, então teremos a mais imbecil casta guerreira que uma nação já teve.
Vários países perderam guerra por serem mais fracos, por terem pouco pessoal, por terem pouco patriotismo, são inúmeros fatores, mas perder uma guerra por achar que o seu contrário quer precisamente o mesmo que ele, e por isso mesmo obedecê-lo e servi-lo com toda a boa vontade, é uma situação tragicômica. Entre os muitos graves problemas que o Brasil enfrenta, este é um deles, há uma disputa feroz para ver qual problema será mais grave e desencadeará a debacle nacional, mas sem dúvida que a ignorância do Exército Brasileiro quanto à estratégia comunista de dominar o país e suas instituições por meio do patriotismo é uma deles.
O Comunismo é uma estratégia de poder global, suas ideologias são movediças como areia do deserto, e essa elasticidade é justamente para penetrar de maneira sórdida e silenciosa nos mais requintados escalões, da cultura e do estado. A Guerra de ocupação dos espaços compreende bem o que sejam os espaços. Mas analisando o Exército Brasileiro como instituição percebemos que este não possui um horizonte de atuação, não possui aquilo que se espera de um país-continente com um exército enorme e que recebe um dos maiores recursos financeiros do mundo. O exército brasileiro é mais uma empresa ou uma cooperativa que um exército de fato, numa empresa, não se questiona a estratégia dada por patrões, já numa cooperativa, é difícil entrar em plena concordância de estratégia futura, por isso as cooperativas tendem a ser bem modestas, mas um exército é feito de hierarquia e estratégia de longo prazo, não visa o lucro mas defender o país das novas ameaças que recaem sobre as nações contemporâneas. Qual é a estratégia do Exército Brasileiro para questões como:
Segurança alimentar
Globalismo
Internacionalismo do Direito
Intromissão na vida privada de cidadãos e de governantes por parte de burocratas do Fórum Econômico Mundial, bem como da Comissão Europeia
Desindustrialização em massa para entregá-la a países estrangeiros que até pouco tempo estavam na mesma situação que o Brasil
Guerra cibernética
Independência tecnológica
Destruição do idioma nativo
Preservação de uma memória história em comum do povo brasileiro, especialmente sobre sua juventude que cresce sem saber quem foi Joaquim Nabuco ou Duque de Caxias?
Há muitos outros problemas, mas não é bom denunciar a própria fraqueza, quando o adversário pode ignorá-la. Permanecer oculto ao máximo que puder as próprias fraquezas pode ser uma forma de defesa, seguindo o conselho de Suntzu que diz para fingir estar forte quando se está fraco. Mas o estado brasileiro está tão débil que já não se pode dizer ser fingimento, porque em diversos pontos já atingiu o nível para a debacle, entre elas a cooperação do Exército com o Foro de São Paulo para promover a agenda deste de tornar o Brasil um porto-seguro para a Agenda Comunista Internacional, Latino-americana e Global.
Seria enfadonho denunciar em pormenores a existência deste problema, primeiro porque não se possui mais as garantias legais de liberdade de expressão, claramente expressa na Constituição Federal de 1988 que o Exército Brasileiro jura defender; depois porque esta insegurança é assegurada pelo próprio Exército Brasileiro que enxerga no Foro de São Paulo os mais elevados votos pela soberania nacional, pelo bem-estar social do povo brasileiro, pela "saúde" das nossas instituições, etc., etc.. Contentemo-nos em não buscar respostas, é melhor não saber a verdade, já que ninguém está a fim de ouvi-la. Parece-me, portanto, que a visão do exército nacional para com as ideologias internacionalizantes que tomaram posse do país é a mesma que Alexandre Dugin argumentara na Guerra de Continentes: o exército e o partido são uma coisa só, servem-se mutuamente, seus interesses só mudam acidentalmente.



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