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O Brasil é uma árvore

Atualizado: 21 de dez. de 2021

1ª Série de Artigos: O Brasil e as Ideologias

O Brasil é uma árvore


Eu sintetizarei melhor a comparação do Brasil como uma árvore, mas eu creio que isso seja muito além de metáforas ou linguagens conotativas e denotativas, trata-se de uma expressão poetizada e que expressa bem a realidade subjetiva sobre o Brasil que vou procurar explicar melhor a seguir:


O Brasil é uma árvore com raízes, tronco, galhos, ramos, folhas, flores, com frutos e sementes:

  • As raízes do Brasil são a Língua Portuguesa, A Igreja Católica, As 3 Raças (Negra, Branca e Vermelha), a Civilização Ocidental, o Império Luso-Brasileiro, a Família Paternalista, entre outras;

  • O tronco do Brasil é a Nação, mas a nação aqui é entendida como a confluência das raízes com as outras partes da nação. Mas sem sombra de dúvida que uma árvore pode sobreviver sem galhos, ramos e folhas, mas não pode viver sem raízes, porque se elas forem arrancadas ou apodrecidas, o tronco torna-se oco e apodrece, ao mesmo tempo, o tronco e as raízes precisam da respiração; da oxigenação e gás carbônico que provém das folhas.

  • Os galhos são as ramificações pela qual se divide a nação, elas podem ser cada um dos grupos humanos que eu chamei de “Tribos” porque simbolizam muito mais do que meras comunidades humanas, eu diria que são manifestações diferentes do que é ser brasileiro, o que explica o termo “Brasilidade” que semelhante ao termo “Cristandade” significa a totalidade de um corpo maior com vários membros, o primeiro é o da nação brasileira que é múltipla por natureza, a segunda é o do Corpo Místico de Cristo que não por acaso é comparado a um corpo, ou a uma árvore, ou ainda a uma família; a mesma comparação cabe ao Brasil. Estes ramos podem ser identificados como sendo os estados, as regiões, os tipos humanos distintos como os caboclos, os cafuzos, os mulatos, os mamelucos, os indígenas, os negros, os fulos, os brancos, os sertanejos, os pantaneiros, os do Agreste e os seringueiros, os dos Cocais e os do Mangue, os das montanhas, das Minas, os caipiras e os do Vale do Ribeira, enfim, são inúmeros ‘tribos’ que não por acaso foram batizadas de “Brasis” sintetizando assim a multiplicidade natural e nativa da própria nação brasileira que só possui comparação análoga com a Própria Igreja Católica que se considera a Igreja Universal, Total, Global, Mundial para toda a humanidade, ainda que se manifeste de diferentes formas em cada lugar que esteja presente, mas sua alma é a mesma porque é uma só, o Espírito Santo e apenas um Senhor, Jesus Cristo, uma só cabeça visível, o Papa, ainda que com múltiplas particularidades, as dioceses com os seus bispos. Assim também é o Brasil que é uma só nação para todos esses tipos humanos distintos porque sua alma é uma só, a universal, o senhor é o mesmo, o Império, uma só cabeça para a nação, o governante ou chefe de Estado, ainda que com os seus particulares, os governadores em seus estados!

  • Ramos são as regiões ou microrregiões, são os próprios tipos humanos e culturas específicas de cada lugar do Brasil, porém a um nível menor que as macroculturas que se apoiam sobre o Brasil em regiões e estados. Estes ramos podem ser tão antigos quanto a nação, mas também podem ser novos e até alheios a ela como os comunistas. Os ramos podem ser considerados também as cidades de influência maior, quando formam redes de integração e relações íntimas.

  • As folhas são as cidades, vilas e comunidades diversas como aqueles guiadas pela ideologia, ou pela cultura local, ou por comunidades religiosas que são muito importantes para a formação histórica do país.

  • Por fim as flores são as manifestações externas e sentimentais da nação que são múltiplas e coloridas por causa da grande diversidade, o que explica a grande variedade de festas, eventos, e manifestações culturais de folclore e comemoração. Por exemplo, as Festas Juninas que são um tipo de floreio da nação brasileira, mas que é comemorada de diversas formas pelo país inteiro. Um outro exemplo de floreio é a festa folclórica do Boi-Bumbá ou Bumba Meu Boi que é comemorado de diversas formas pelo país. Nem sempre esses floreios são saudáveis como os de diversos blocos de carnaval que são meramente comerciais e nada folclóricos, ao contrário, onde se em geral prega a banalidade mórbida.

  • Os Frutos são as próprias pessoas, os seus trabalhos, as suas produções, o seu modo de ser e viver, as singularidades das famílias e das pessoas em particular. A variabilidade da vida humana, a variabilidade de situações e credos.

  • As sementes são os próprios novos cultivos que vão surgindo de geração em geração, as novas pessoas, os novos movimentos, as novas ramificações, as novas idéias.

Porque o Brasil é uma árvore? A explicação está nas suas raízes: assim como algumas raízes são maiores e outras menores, outras surgem a partir de outras, assim também são as raízes do Brasil, algumas são menores, outras são dependentes de outras, outras são imensas e fundamentais para a nação, semelhantes à tubérculos que são a fonte de nutrição para a ‘árvore’ Brasil. Quais seriam esses tubérculos da nação brasileira e que sem os quais o Brasil não poderia viver? Eu já citei alguns, mas vou sintetizá-los novamente numa lista a seguir:

  • Igreja Católica; O Brasil foi construído pela Igreja Católica em vários sentidos: pela educação católica que catequizou os índios, os negros e os colonos que para cá vieram. Pela construção de Igrejas, Escolas e povoações, as vilas e cidades se formaram, e as comunidades aldeães ao redor se desenvolveram e ajudaram a avançar o território para o interior. Praticamente todas as cidades do Brasil se formaram ao redor de igrejas católicas, com colégios de catequese, e algumas fazendas ao redor. Mas este é o aspecto externo da construção, outro aspecto mais profundo e interessante foi o da penetração cultural que os religiosos católicos fizeram, eles foram penetrando na cultura dos índios assimilando aquilo que era bom, filtrando o que era ruim, transformando cosmovisões, reorganizando as aldeias e colocando a própria igreja como um meio intermediário das relações. Através das missões, onde os evangelizadores católicos construíram aldeias católicas com novas formas de organização política, estas aldeias de missões transformaram-se em verdadeiros pontos de civilização nascente comparáveis ao surgimento das civilizações da Mesopotâmia, Indo, Levante, Ilhas Gregas, Rio Amarelo e Azul, Lácio, Delta do Nilo, Vale do México, etc. Não que não houvesse já o surgimento de civilizações ou pré-surgimentos significativos já no Brasil e na América do Sul, mas eu me refiro aqui a um começo de civilização, a uma construção a partir do zero, ou melhor, a partir de bases distintas (que são estas mesmas que eu estou explicando) para formar uma nova, uma que surgisse a partir do índio ou que tivesse a colaboração íntima dele nesta nova sociedade. Esta sociedade é uma católica, não apenas católica no sentido religioso e doutrinário, mas católica no sentido de universal, estendida, abrangente. Não por acaso muitas das civilizações se formaram ao longo dos rios, sobretudo as antigas, isto também ocorreu no Brasil Colonial, onde a civilização surgiu de maneiras múltiplas em diversos rios quase que concomitantes como São Francisco, Contas (Bahia), Grandes do Sul e do Norte, Paraíba do Norte e do Sul, Tocantins, Araguaia, Paraguai, Uruguai, Paraná, Tietê, Amazonas, Jequitinhonha, Pardo (Bahia e Minas), Pardo (Rio Grande do Sul), Solimões e Negro, etc. Por meio da construção civilizacional dos religiosos católicos a tônica da civilização foi integrando ou permitindo a integração de índios e colonos. É verdade que muitos dos que vieram da Europa para o Brasil nos primeiros séculos, vieram com o espírito europeu, mas assim que se deparavam com um tipo de liberdade moral da qual não estavam habituados, logo foram tornando-se “bárbaros” tanto quanto os nativos, em certos aspectos até mais, o que levou ao surgimento de tipos humanos ainda mais “bravos” e “selvagens” do que os próprios indígenas a tal ponto desses parecerem santos diante destes “miscigenados”, estes miscigenados eram chamados de “brasis”, que compunham uma infinidade de tribos genuinamente brasílicas porque nem indígenas, nem europeias, mas brasílicas á medida que surgiram da combinação humana impossível de se dar de outra forma, algumas dessas tribos da “brasilidade nascente” receberam nomes específicos: Bandeirantes, Caipiras, Cangaceiros, Cabras da Peste, etc. A esses grupos humanos distintos devemos a expansão do território. A Igreja Católica teve o trabalho de evangelizar não apenas os indígenas como também os brasis. Sem este empenho seria impossível o estabelecimento da civilização no atual Brasil, assim como toda civilização pré-cabralina ou pré-colombiana era destruída pelas tribos bárbaras. Se analisarmos as civilizações que surgiram na América como a Asteca, ela só sobreviveu até a época da chegada dos espanhóis porque escravizava as nações “inferiores”, os próprios Maias que formaram uma civilização sublime, foram submetidos ao jugo asteca, na época dos espanhóis os maias já haviam se tornado outra vez em índios seminômades e camponeses, suas cidades já estavam em ruínas há mais de séculos! Isto para mostrar que a construção da Civilização precisa de um trabalho de violência para surgir e para se manter, digo violência não no sentido ruim, mas no sentido de fazer força, porque a civilização é por natureza algo frágil e que está sempre sujeito a destruição por forças, por isso a manutenção da civilização é construída mediante a força dos seus membros, as vezes essa força implica em guerra, as vezes em união, assim também foi na história do Brasil em geral. A Igreja Católica também instalou os valores na sociedade nascente, sem os quais todas as outras bases da nação brasileira não teriam resistido.

  • Língua Portuguesa; a língua dos malvadões portugueses levou a unificação dessa complexidade humana sempre crescente e caótica chamada Brasil, mas a língua só conseguiu ser difundida pela Igreja Católica. Durante os 3 primeiros séculos da construção da civilização brasileira, o português era língua secundária nas relações, a língua franca variava conforme a região; Guarani, Tupi, Tucano, Caraíba, Nheengatu e etc. O fortalecimento da língua portuguesa se deu provavelmente na época das grandes minerações em Minas Gerais no século XVIII e principalmente com as reformas promovidas pela família real com a sua chegada! O português ainda lutaria para dominar completamente como uma rainha entre as línguas faladas no Brasil até o fim do Império do Brasil!

  • A união das raças; O choque de humanidades no Brasil gerou uma terceira mista das duas, esta mestiçagem tornou-se na base cultural predominante no país que tendeu não só na união íntima de pessoas de etnias diferentes, como também de culturas diferentes, educações diferentes, níveis sociais diferentes, e até religiões diferentes. Mas a Igreja Católica novamente surge com o protagonismo da criação desse modelo miscigenado, embora tenha levado posições um pouco aversas no começo, depois passou a ser incentivada mediante a uma conversão dos costumes, da libertinagem e poligamia para o casamento monogâmico. É um tradição entre os intelectuais brasileiros definir a nação como sendo a união das 3 raças: Branca européia, Negra africana e a indígena americana. Esta união que Darcy Ribeiro define como sendo de 3 matrizes culturais são a Lusa, a Africana e a Tupi definiu as

bases culturais do que hoje chamamos Brasil. Eu concordo com tal ideia, mas eu diria que ela é muito mais complexa do que essa mera tripartite racial. Na minha opinião, dado a tudo o que se pode ver e analisar quanto as interações humanas que se formaram no Brasil ao longo da história não só durante os 500 anos de formação que por si só já seria o suficiente, mas de interações ainda mais antigas e cientificamente comprovadas; aqui não se deu a união simples de 3 raças, mas de todas as raças humanas. Não apenas o encontro de duas humanidades, mas o encontro de múltiplas humanidades em diferentes tempos. Não apenas a união de várias línguas, mas de muitas delas (por ramos) se não por todas (dos troncos linguísticos) do mundo. O Brasil não apenas foi o resultado do encontro de humanidades com suas raças, línguas, nações, tribos, religiões e complexidades próprias como também foi o surgimento de uma própria com suas “raças”, línguas, “nações”, “tribos”, religiões e complexidades distintas que tornariam invariavelmente impossíveis a unificação sem a presença de um fator unificador chamado Igreja Católica-Império Luso-Brasileiro. Eu defini este fator unificador como sendo um único porque todos sabemos que a Igreja Católica se confundia e estava intimamente unida ao Reino Português, o Reino Português não apenas era um reino de cunho medieval, era um Império pela sua expansão global, sendo o primeiro império verdadeiramente global da história da humanidade porque todos os ditos impérios mundiais anteriores foram limitados ao que eles chamavam de “Mundo” que era eminentemente um mundo menor do que aqueles que os portugueses e espanhóis assinalaram existir depois. A Era das Grandes Navegações foi um marco histórico na história da humanidade e o Brasil esteve na síntese desse marco, como sendo a confluência e causa dessa etapa, aqui se manifestou melhor do que em qualquer outro lugar da América aquele “choque de humanidades”. Mas eu devo explicar também o termo Império Luso-brasileiro, este nome existe por dois motivos; um para sintetizar o Império colonial Português propriamente dito e, por extensão o Império do Brasil que surgiu no século XIX como rompimento com este mesmo Império. Mas eu quero acrescentar também outro significado que alguns atribuem este termo Luso-Brasileiro que considero correto; o fato de que os habitantes cidadãos do Brasil eram também cidadãos portugueses a tal ponto de diversos nomes chamados de portugueses pela historiografia tradicional terem e serem concomitantemente brasileiros, isto porque não havia o conceito de nação brasileira formada como temos hoje, na época brasileiro era português tanto quanto o paulista é brasileiro, isto só mudou quando o Brasil rompeu definitivamente com Portugal em 1822. A íntima união entre portugueses e “brasileiros” foi tão forte na formação não só do Brasil como do próprio Império Português que alguns chamam de Império Luso-Brasileiro porque os brasileiros tiveram participação gloriosa conjunta aos portugueses europeus na formação, construção, expansão e manutenção desse mesmo império, a tal ponto de que quando o Brasil rompeu-se com Portugal inaugurando um Império próprio, simplesmente todos os domínios portugueses, sobretudo a África, desejaram se unir ao Brasil para fazer parte deste império, mas o Brasil recusou por necessitar do reconhecimento da comunidade européia (que nesse sentido sempre foi muito unida para combater forças políticas externas a ela, herança da Cristandade!) da qual dependia basicamente todo o seu comércio exterior na época por vendas de tabaco, café, açúcar e outros produtos considerados “ouros”. A tese de um Império Luso-Brasileiro se confirma na própria história do Brasil, donde ridiculamente muitos ainda acreditam que os brasileiros eram subjugados cruelmente pelos malvadões portugueses que os escravizava, coisa absurda, desde o início a maior força dos portugueses na conquista do ‘Continente Brasil’ era a Civilização e Catequização, a força militar de expansão foi liderada pelos próprios ‘homens da terra’, as defesas, as guerras, as conquistas foram realizadas por homens cidadãos ou não portugueses nascidos em grande parte no Brasil mesmo, de maneira que as conquistas da terra foram “brasileiras” se considerarmos o local de nascimento, mas “portuguesas” se considerarmos com quem e para quem os mesmos lutavam, a saber lutavam pela e para a Civilização Cristã, para a Nova Civilização, Nova Cristandade, Nação Portuguesa, Igreja Católica que no fim das contas era a mesma coisa. A leitura de um jugo escravocrata português é fruto da propaganda republicana e até do próprio império brasileiro quando este rompeu com Portugal, a figura da “libertação” precisava ser criada no imaginário popular, para isso era necessário justificar um “heroísmo” colossal diante da luta pela emancipação. Mas sem sombra de dúvida que os maiores estragos vieram com os republicanos que destruíram totalmente a imagem do Brasil anterior a ela, de tal maneira que o Brasil antes de 1889 era o mal em forma de nação, ao passo que o país passou a existir de “verdade” a partir da “proclamação” da república em 15 de Novembro de 1889, só houve um pequeno problema, literalmente falando, essa república foi proclamada por meia dúzia de generais e políticos a contragosto de toda a nação brasileira, a república “legitíssima” proibiu a divulgação da verdadeira história por 103 anos, criou a imagem de uma república heroica aclamada pela nação brasileira como uma imploração por liberdade do país que era escravizado pelos poderosos, resta saber quem? Se quem era escravizado eram os negros escravos que foram libertados mais de 1 ano antes da proclamação da república? Se quem tomou o país foram os militares positivistas e os cafeicultores paulistas ‘prejudicados’ pela libertação dos escravos? Ah… já entendi a escravidão que eles se referiam, a nação brasileira foi libertada de quem os havia libertado para voltar a ser escrava dos mesmos que as escravizavam, para o bom entendedor isto basta! A mesma destruição da imagem da primeira república brasileira que já não era das melhores foi reforçada por Getúlio Vargas, outro que queria construir uma nova imagem de Brasil totalmente separada do fragmentado Brasil de antes! Quantos rompimentos históricos não houve desde então? O Brasil é um país que vive desde a Independência, mas sobretudo desde a República numa reinvenção ad infinitum de sua imagem a tal ponto de nunca conseguir se estabilizar; em 2003 o país passou por uma nova imagem criada pelo Partido dos Trabalhadores, o PT do Lula criou a imagem de que pela primeira vez o Brasil teve um governo de pobres para pobres, pela primeira vez o Brasil estava “livre e independente” porque agora era o “Povo no Poder”, imagem igualmente falsa, já que foi na época do PT que os bancos e grandes empresas do Brasil cresceram como nunca antes na história deste país, o Brasil tornou-se num país financeirizado e dependente dos bancos, pode vir a crise que for, eles estarão intactos. O PT entregou o Brasil inteiramente para o Capitalismo Financeiro Mundial do qual o do Brasil é mero empregado. A pobreza que o PT diz ter destruído voltou imediatamente depois que ele saiu, mágica? Não, na verdade nunca acabou com a pobreza, mas conseguiu maquiar algumas situações angustiantes que milhões de brasileiros se encontravam. Mas sem sombra de dúvida que o PT não desenvolveu o Brasil em suas estruturas, de tal forma investiu o dinheiro público que quando a bonança do país acabou, não houve nenhum aproveitamento dessas estruturas, seja porque não foram criadas ou porque não foram concluídas, ou seja, pura incompetência! Mas atualmente outra imagem procura-se construir, a imagem de um Brasil liberto do mesmo PT e da Esquerda Brasileira, é a luta do Povo Brasileiro encabeçado por uma ‘Direita’ contra o Estabelecimento Burocrático esquerdista. Mas podemos voltar no tempo e fazer um mapeamento seguro e considerável da história do Brasil e afirmar categoricamente que o Império Português, Luso-brasileiro, e Brasileiro eram essencialmente o mesmo! A única variação real aí é abordagem política e conceitual que se queira dar por pura conveniência.

  • O Ocidente; Outra herança de Portugal e da Igreja Católica para o Brasil e que forma a base da nação brasileira, é a Civilização Ocidental, A Igreja Católica juntamente com Portugal trouxe para o Brasil toda a riqueza do Ocidente. Mas eu diria que o Ocidente foi trazido para o Brasil como um pão sem fermento que foi misturado aos ingredientes diversos e que por sua vez foi assado no forno continental de sol tropical. Todas as bases do Ocidente foram usadas para edificar o Brasil como instrumento facilitador, ao invés da Igreja construir uma civilização do zero, ela já teve a experiência de 1 mil anos para construir na Europa e no Oriente Médio, portanto ela já era experta em construir civilizações, para o Brasil ela usou a sua experiência da Cristandade para construir o Brasil, usou a experiência do declínio romano para construir uma nova, usou a experiência das tribos germânicas para construir uma nova Civilização, uma nova Cristandade, uma nova Nação, um novo Ocidente! O Brasil é o Ocidente estendido, é a Cristandade estendida, é a Civilização Cristã Ocidental em sua configuração máxima, um Ocidente Ultimato, um Ocidente do Ocidente, um Ocidente Universal, Ocidente Globalizante, Ocidente de todos os Ocidentes, Ocidente da Humanidade, Ocidente da Terra, Ocidente da Esperança ou Esperança do Ocidente, Cristandade da Humanidade, Cristandade de todos os povos ainda que derrubada no meio do caminho.

  • O Império Luso-Brasileiro; falar sobre isso por agora pode parecer tarefa penosa, mas é a oportunidade de explicar-me melhor sobre o que é o Império Luso-Brasileiro. O Império Luso-Brasileiro pode ser entendido como sendo o Império Português enquanto entidade construída, mantida, alimentada e sustentada em grande parte pela confluência de poder entre cidadãos portugueses nascidos na Europa e no Brasil, claro que inclui-se os portugueses de todas as províncias além mar, mas não há dúvidas de que o Brasil teve protagonismo fundamental a tal ponto do Império Português nem se quer existir ou se sustentar sem este apoio e braço direito chamado Brasil. Quando do fim da União Ibérica, Portugal teve não só que conquistar a sua independência, mas como também reconquistar todos os seus domínios. A historiografia tradicional republicana e marxista simplesmente ignora esta etapa que foi fundamental na história do Brasil; foi na União Ibérica que o Brasil ultrapassou os seus limites portugueses e se tornou continental, os “brasis” passaram a migrar para as mais diversas regiões do país, foi nessa fase que o Brasil apresentou o seu maior progresso territorial, é verdade que não existia uma nação brasileira, mas a sociedade nascente no Brasil sob os comandos dos Filipes e das “aventuras de infinitos romances e narrativas épicas” os brasis conquistaram boa parte do continente a tal ponto de no fim da Era Filipina o Brasil já ser maior do que qualquer província americana. Quando Portugal se separou da Espanha em 1640, havia de retomar todo o seu império, coisa que seria impossível se não houvesse uma confluência de nacionalidade, se os homens com todas as suas variabilidades do Brasil não se sentissem parte deste projeto de nação chamado Portugal, certamente que o Brasil não teria por livre vontade se reassociado e unido ao Império Português, não por acaso o Brasil tornou-se logo depois da sua reintegração ao Império Português num Principado, o Principado do Brasil. O país foi elevado de uma simples colônia (no período anterior a União Ibérica) para um legítimo filho de Portugal, os príncipes portugueses eram antes de Reis, Príncipes do Brasil! A partir desse momento o Brasil passou a reconstruir o Império Português conjuntamente à Portugal Europeu, concepção da época, e a reerguer no mundo o glorioso Império Português de outrora, dessa vez com um Brasil maior e protagonista de maneira a este império poder ser chamado de Luso-Brasileiro ou Luso-Brasílico para uma acentuação mais precisa ao tempo.

  • Família e Paternalismo; A família cristã é a base da sociedade brasileira, poupada os sermões sobre a hipocrisia de muitas famílias do Brasil desde o princípio, tem-se que o símbolo da família é um dos fatores primordiais para qualquer nação. Como já expliquei, na minha opinião o que gerou no Brasil o machismo, foi na verdade um deslocamento dos trabalhos desempenhados por homens e mulheres em terras brasileiras; devido a constituição mais frágil das mulheres, elas não poderiam fazer parte das tarefas da construção da nação que constituía-se basicamente de guerra, expedição, trabalho pesado e escravo. A agressividade da vida em terra fez com que a afetividade masculina fosse se perdendo diante de uma sociedade bruta e selvagem, onde a poligamia e a fornicação eram ‘direitos naturais’ dos desbravadores da terra. Há uma certa semelhança nesse fator histórico num exemplo bastante atual como do caso dos caminhoneiros, todos sabemos que o índice de prostituição e traição entre caminhoneiros é altíssimo, esses homens viajam pelo país inteiro e vivem longe de suas famílias, não é rara as vezes em que eles constituem “famílias paralelas” com várias esposas que não se conhecem em vários lugares do país, filhos bastardos que não sabem da existência um do outro, casos fortuitos e não relatadas às mulheres, as vezes as mulheres sabem da existência de outras, mas ainda assim convivem pacificamente com a ideia de ‘dividir’ o marido porque possuem dele o sustento e a sua presença ainda que por apenas alguns dias, a afetividades desses homens em geral é bastante limitada e eles não possuem uma presença tão grande na vida dos filhos, mas a vida ‘aventureira’ é a vida deles. De onde vem este espírito aventureiro um pouco desligado da responsabilidade familiar? Certamente que vem da vazão masculina cultivada no imaginário popular desde os tempos das expedições e guerras constantes para o domínio da Terra do Brasil.

  • Simbiose da Natureza; A Natureza tornou-se no Brasil a sua fronteira de exploração e descoberta, as interações humanas sempre voltaram-se para o domínio da natureza, dessa relação surgiu as mais distintas relações entre homem e natureza, algumas de natureza mística, outras materialistas, algumas mais distantes e outras mais próximas. No Brasil, a variabilidade dessas relações não poderia ser diferente, poderíamos chamar a complexa relação do homem do Brasil com a natureza de uma simbiose que gerou na maior parte das vezes uma relação íntima, ora dolorosa, ora amorosa. Esta simbiose não é nem de longe a de cunho ‘místico’ panteísta ou Nova Era, é uma relação de artífices humanos para com as possibilidades da natureza, o homem é moldado pela natureza ao redor e ao mesmo tempo molda-a conforme a si mesmo, dessa relação atritosa e não harmoniosa puramente, o homem produz um substrato da existência de ordem quase metafísica, mas sempre civilizacional ou pelo menos ordenado ao bem comum do homem individual e sociedade. Essa relação pode ser flagrada nos pescadores dos mangues, dos habitantes do Pantanal, dos ribeirinhos da Amazônia, dos sertanejos e etc.

Esta árvore do Brasil é manifestada até no mapa que o país se formou, quem não enxerga no mapa do Brasil o desenho de uma árvore? O Sul é raiz e tronco, o Centro Oeste e o Sudeste são os galhos e ramos diversos, o Nordeste o Norte são a Copa da árvore com muitas folhas, flores, frutos e sementes diferentes que tornam volumosa esta árvore!

A árvore do Brasil é ainda associada ao Pau-Brasil, o país recebeu o nome de uma árvore ou nomeou uma árvore. Muitas pessoas acham ruim o fato do Pau-Brasil ter sido um fator simbólico importante para o país, a historiografia tradicional atribui à árvore o nome do país, é o mesmo que atribuir à Castanha do Pará o nome do Pará! Coisa absolutamente ridícula, mas que é aceita sem questionamentos pelo mundo à fora. Antes de procurar dar a minha visão sobre este fato, quero mostrar o quão rica é a simbologia do Pau-Brasil para a história do Brasil, juntamente com ela procurarei dar o meu melhor para sintetizar a nova opinião da historiografia recente:


Quando os portugueses chegaram no Brasil, encontraram o pau-brasil ibirapiranga, uma árvore que dava uma tinta vermelha ótima para tingir os tecidos de roupas, logo tornou-se uma atividade econômica importante para os primeiros exploradores. Muitos criticam que esta atividade destruiu a mata-atlântica, mas na verdade o que foi devastado foi unicamente o pau-brasil porque era a única coisa de valor que se podia extrair das terras brasileiras na primeira metade do século XVI, nem de longe foi responsável por acabar com a mata atlântica de uma vez, isso é algo absurdo, nem hoje em dia com toda a tecnologia consegue se devastar um bioma em poucos anos só para extrair uma madeira. O nome pau-brasil não foi por causa da “cor de brasa” como alegam, isto pode ser visto até como uma justificativa interessante, mas todos sabemos que o pau-brasil era chamado de pau-pernambuco, o mesmo nome que dera nome ao estado de Pernambuco, e então? Se uma madeira tinha variados nomes que foram usados para nomear lugares, como pode o nome ‘brasil’ ter pegado tão rapidamente? Não foi o pau-brasil que deu o nome ao Brasil, mas o Brasil que deu o nome à árvore.

Havia uma lenda medieval sobre a “Ilha Brasil”, uma ilha paradisíaca que ficava para além do mar do Atlântico, porém a localidade dessa ilha era incerta, incerto também era o seu tamanho, mas dizia-se ser uma terra de delícias onde tudo crescia e a sensação de paz era enorme. Quanta associação ao Brasil de hoje! Ainda hoje o mundo inteiro enxerga o Brasil como um paraíso tropical, o que dirá naquela época da descoberta? O que dirá quando eles encontraram uma terra paradisíaca tão vasta e cheia de delícias que recobrou no imaginário popular da Europa a ideia de Ilha Brasil, a terra paradisíaca, os homens nus e a vida simbiótica com a natureza deve ter reforçado isso ainda mais. De fato, os portugueses nomearam o Brasil com vários nomes, “Brasil” por ocasião da Ilha paradisíaca era uma delas. Antes da Era das Navegações, os europeus acreditavam piamente que o mundo era limitado até as “índias” cujas dimensões eles não sabiam ao certo porque nunca foram, não sabiam da existência do Japão por exemplo. Para os europeus antes das grandes navegações, todas as terras que existiam para além mar eram apenas ilhas, ilhas grandes e pequenas, porém ilhas, não podiam prever de forma alguma e desacreditavam completamente a existência de continentes, muito menos um continente que era metade da Terra, no caso, América! Tanto foi assim que o primeiro nome do Brasil foi Ilha de Vera Cruz, o segundo foi Terra de Santa Cruz; Ilha era o primeiro nível de terra menor que se podia encontrar para além do “único” continente de então, que era o que ficou conhecido depois como “Velho Mundo”, “Terra era o segundo nível de terra encontrado para além do Velho Mundo e que era dado para ilhas com tamanho superior a estas ilhas, eram verdadeiros países, países no sentido de grande faixa de terra contínua, este era o caso da Islândia (Terra do Fogo e do gelo), da Inglaterra (Terra dos Anglos ou Terra dos Ingleses), Groenlândia (Terra Verde), Terra de Baffin e Terra Nova (Canadá), Nederlândia ou Holanda (Países Baixos ou Terras Baixas), assim também a Terra de Santa Cruz (País de Santa Cruz de Cristo)!Quando descobriram que tratava-se de um continente, para o espanto dos europeus, trataram de dar nomes para toda esta terra que inicialmente era a costa do Brasil! A costa do Brasil ainda era muito inexplorada e os diversos exploradores davam variados nomes para o “continente” de então: Novo Mundo, Terra Nova, Nova Lusitânia, Terra dos Papagaios, Terra do Ocidente, Terra do Brasil, Terra Austral, Pernambuco! entre outros nomes, o Brasil era diverso até nos nomes desde o começo, até que os portugueses decidiram dar um basta nessa bagunça e chamaram-na à terra, um homem que pudesse estudar a Costa do que ficaria conhecido como Brasil futuramente, este homem chamava-se Florentino Américo Vespúcio, um italiano que estava a serviço dos reis católicos portugueses e espanhóis, ele fez as viagens expedicionárias, estudou e mapeou a costa e deu o seu nome de “Novo Mundo” ou “Novus Mundus” como deixara registrado em seus escritos, mais tarde, após sua morte, o continente recebeu o seu nome em sua homenagem, América de Américo.


Brasil seja pelo nome de uma planta, seja pelo nome de uma terra mítica, carrega o sentido da nação no seu nome (em ambos os sentidos da origem) como veremos: Se o Brasil é nome de planta, ela torna a imagem do Brasil a de uma árvore que surgiu e constitui-se semelhante a uma árvore, mas também uma árvore que precisa ser cultivada e podada, cultivada com bons adubos e podadas os galhos e folhas secas ou doentes que fazem a árvore calejar e não produzir bons frutos, flores e sementes para as novas estações. Seja pela planta, o Brasil também é uma nação cultivada e cuja árvore é trabalhada por aqueles que dela vivem e fazem parte, os brasileiros. Alguém já se perguntou porque chamam-se “brasileiros” os que são do Brasil? Assim como o padeiro é o que faz pão, seringueiro que extrai das seringueiras, madeireiros que trabalham com a madeira, brasileiros são os que trabalhavam para a exploração do pau-brasil, mas então porque chamam-se brasileiros o povo de uma nação cujo nome gentílico é de uma profissão? Porque assim como os brasileiros exploradores do pau-brasil, os povos do Brasil são trabalhadores que constroem a nação, eles são brasileiros no sentido de serem eles mesmos parte da nação e ao mesmo tempo cosntrutores dela, isto reforça o sentido civilizador da construção do Brasil; o país é fruto de uma construção constante da civilização ao longo da história. O Brasil é entre as nações da Terra, o terreno rejeitado pela história, uma terra mítica e esquecida da qual ficou abandonada até que Deus ordenara aos seus Construtores para vir nela e construir, fabricar, edificar o Brasil semelhantes as pedrinhas que Jesus usou para edificar a sua Igreja. Semelhante à Igreja de Cristo construída pela Pedra Angular que é o Próprio Cristo e pela Pedra Base que é o Príncipe dos Apóstolos, Pedro (Cefas), o próprio Cristo é quem constrói a nação brasileira, que é nesse sentido, semelhante a uma embarcação, uma nação-igreja, comparação essa também válida para a própria Igreja Católica que é a Barca de Cristo, a Nova Arca de Noé. O terreno rejeitado pelas nações, tornou-se na mais encantadora de todas elas pela grandeza das riquezas naturais provocando uma atração para todos os que dela deixaram-se seduzir. Outrora esta terra dominada pelo demônio da concupiscência que levava os povos americanos a Guerra Infinita veio as Caravelas de Cristo, os soldados de Cristo saltam em seus cavalos, dessa vez cavalos feito barcos, e lançam uma nova cruzada, dessa vez não em terras mouras, para além mar, não contra os gentis, mas contra o domínio de satanás, o ‘paraíso terrestre’ fora tomado por Cristo e a terra paradisíaca da concupiscência transformara-se na Terra de Santa Cruz do Brasil. Ora aí vemos uma outra dinâmica; parece que o nome do Brasil gira em torno de um Madeiro, ora o madeiro “brasil” vermelho feito sangue, ora o madeiro ‘Cruz’ banhado no verdadeiro Sangue de Cristo! A Terra do madeiro brasil torna-se agora também e ao mesmo tempo de maneira mais excelente a Terra do madeiro de Cristo em cujo lenho derramara o seu sangue para salvar a humanidade! Para reforçar esta imagem o Cristo ressuscitado surge como redentor da humanidade no alto de uma montanha sobre a “Porta do Brasil” o Rio de Janeiro. Mais um vez é outro madeiro que cria o símbolo da abertura universal do Brasil, a Porta, o madeiro porta surge como um instrumento para a passagem de um destino, dessa vez o país construído feito árvore ou com árvore “brasil” e tornado agora país construído e levantado para erguer a remissão dos pecados do homem como “santa cruz de Cristo”, agora também é levantado como madeiro feito ‘porta’ para acolher todos os que abraçam a fé em Cristo e o seu sangue derramado na Cruz com a madeira do Brasil, Brasil de sangue de Cristo, seja pelo verdadeiro sangue dos mártires que aqui deram o seu sangue, seja o sangue do próprio Cristo que prevera todos estes que eram seus e precisavam ser resgatados, seja pelo sangue derramado por causa da violência dos domínios da barbárie da ignorância e da maldade, é o Reino de Cristo que conquistou os domínios “tranquilos” de satanás, assassino desde o princípio. Essa Porta de Cristo Redentor no Rio de Janeiro foi construída no Morro do Corcovado para querer dizer que “Cristo atrai a todos para si”, mas o que poucos até hoje não perceberam é que este mesmo Cristo está virado para o Oriente e não para o Ocidente, como que para dizer que “Eu o Cristo, em minha terra, a Terra de Santa Cruz construída sobre o madeiro do Brasil, derramei o meu sangue por toda a humanidade, transformei esta nação sanguinária em meu exército contra o mundo que jaz no maligno, venham todos vós que estais cansados, os do Oriente venham e descansem, eis que atraio todos a mim, os do ocidente e do oriente!” A imagem do Cristo Redentor do alto de uma importante montanha do Brasil que simboliza a “porta do Brasil ao mundo” parece remeter aquilo que o próprio Cristo disse: “Quando eu for levantado, atrairei todos a mim, assim como a Serpente de Moisés no deserto levantado do alto do madeiro no ponto mais alto para que todos pudessem ver, assim será com o Filho do Homem!” é verdade que Jesus referia-se à sua entrega na Cruz, mas ninguém pode negar o símbolo que dele repetiu-se no Brasil muitos séculos depois, evidentemente que Cristo previra isto também.

Assim como Cristo utilizou do madeiro da Cruz para atrair a todos do mundo, os do Ocidente e do Oriente, também utilizou do madeiro do Brasil para a todas as nações atrair, os do Ocidente e do Oriente!

  • O Brasil é o país com a maior população descendente de africanos fora da África;

  • Com a maior população descendente de italianos fora da Itália;

  • Maior população descendente de judeus do mundo;

  • Maior população descendente de japoneses fora do Japão;

  • Maior população descendente de portugueses e ibéricos fora de Portugal e da Ibéria;

  • Maior população descendente de libaneses fora do Líbano; igualmente de Sírios e árabes em geral, na casa das milhões de pessoas;

Desde 1500 pelo menos, sabemos que pessoas do mundo inteiro, ora à força, ora por livre vontade, vieram para o Brasil para construir suas vidas, e, construir o Brasil, utilizando do madeiro do “Brasil” para a construção. O Brasil tornou-se assim, de maneira mais excelente do que em qualquer outra nação, a confluência de humanidades e civilizações para a formação, construção de uma nova, nova humanidade ou nova civilização construída sobre bases mais universalistas que qualquer outra nação ou império de cunho “globalista”, porque esta foi construída sobre bases universalistas católicas de tal maneira que universal e católico aqui significam no fundo a mesma coisa, é aquela Nação-Igreja, construída sobre a “rocha” e o “madeiro” do Brasil, pela Terra e pela Riqueza do Brasil, pelo trabalho e sangue de homens que tingiram a terra, tingiram este madeiro, tingiram a nova nação nascente, assim como a nova vida fora trazida do sangue derramado da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Se o Brasil é a Terra mítica do Hy Brasil, a Ilha paradisíaca do Atlântico que levantara as aspirações dos corações humanos? Então temos outra reflexão a realizar-se, que vou tentar explanar logo a seguir:

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