Nova Industrialização Brasileira
- Thiarles Sosi
- 19 de jun. de 2020
- 12 min de leitura
Atualizado: 16 de ago. de 2021
1ª Série de Artigos: O Brasil e as Ideologias
Nova Industrialização Brasileira
Dizem que o mundo pós-pandemia não será o mesmo, é verdade, não será, se o Brasil souber aproveitar a grande oportunidade que está porvir, poderá se tornar no centro de um novo mundo, para isso o Brasil precisará reformular a sua visão de nação perante o mundo. Uma dessas etapas se chama ‘Nova Industrialização’, e vou explicar o porquê:
Como todos sabem, a história do Brasil é permeada de oligarquismos sabotadores que sempre procuraram manter o status quo de seu poder sem provocar no entanto as mudanças pelas quais as sociedades humanas evoluíram nos últimos séculos, isto fez com que as classes ricas do Brasil sempre fossem atrasadas perante as discussões do que ocorria no mundo, foi dessa forma que a escravidão foi anulada tardiamente, a industrialização foi tardia e a sina de país agrícola foi mantida ao longo de toda a primeira república e até hoje! Embora o Império tivesse o desejo de industrializar o país, houve uma grande resistência pro parte das oligarquias cafeeiras escravocratas e retrógradas, por isso, foi instaurada a república a fim de preservar o Brasil das mudanças advindas do progresso científico e tecnológico, ainda que eu tenha críticas a esses termos, sobretudo o’progresso’, mas convinha ao Brasil adotar políticas de industrialização e modernização dos seus meios de produção, coisa que só começou a ser feita por Getúlio Vargas de forma igualmente monopolista e/ou oligárquica, porém, foi a partir daí que o Brasil começou tardiamente a se industrializar, mas essa industrialização vai ser moderada e freada muitas vezes sempre que as oligarquias rurais, sempre poderosas, se opuserem a isto. Mais tarde vai vir também o impedimento industrial por causa das potências industriais que não querem a concorrência de países pobres industrializados, pois os seus produtos são mais baratos devido à mão de obra, o Brasil vai respeitar esta oligarquia industrial internacional e abdicar de possuir suas próprias indústrias, é a era das nações industriais procurarem os seus pujantes mercados consumidores, mais tarde essas empresas vão abrir filiais nos países pobres para dominar desde dentro os seus mercados, criando oligarquias empresariais internacionais dentro das nações pobres, é o caso do Brasil, coisa que foi acelerada e tornada tradição veemente por Juscelino Kubitschek, quando as indústrias automobilísticas internacionais foram trazidas para o Brasil, ao passo que as indústrias nacionais foram falindo ‘progressivamente’. O contrário disso ocorreu na Coréia do Sul, onde a indústria nacional foi apoiada desde o início e hoje este mesmo país é uma potência industrial formidável com muitos conglomerados empresariais nos mais diversos ramos de alta tecnologia e totalmente nacionais com presença mundial como Samsung e Hiundai. Não quero entrar no mérito se foi bom ou ruim, pelo fato de uma ditadura ter dominado o desenvolvimento da Coréia do Sul, porém é de se notar que a ‘ditadura’ militar brasileira que durou 25 anos e controlou a economia inteiramente como uma verdadeira ditadura socialista não foi capaz de promover a indústria nacional exceto por elefantes brancos estatais que serviram para inchar o Estado Brasileiro e que hoje é fonte de prejuízos sem fim para o país, prejuízo este pago pelo bolso do contribuinte que gasta metade do ano para pagar os impostos aos governos. Após o fim da década de 1970 políticos americanos e chineses trocaram carícias para abrir o mercado chinês, ao passo que o Brasil que era um aliado, lê-se lambe-botas, foi deixado de lado como um cachorrinho qualquer, coisa aliás que deixou marcas no complexo de vira-lata brasileiro que hoje é antiamericanista quase por definição. A valorização da China como novo polo de investimentos do Ocidente tendo um imenso mercado ocidental chamado Brasil, foi um verdadeiro baque para os políticos baba-ovo brasileiros que acharam que apenas puxando o cabelo do saco dos “ixteites’ iria fazê-los voltar os seus olhos para o país e torná-lo num país desenvolvido quando este É O DEVER DELES MESMOS FAZEREM ISSO! Em poucas décadas, 4 para ser exato, a China passou de uma imensa bolha soviética miserável para a segunda potência capaz de desbancar os Estados Unidos, se tornando numa concorrente direta, ou melhor, numa imensa pedra no sapato dos ‘ixteites’. Hoje as nações asiáticas concentram a tomada econômica mundial, e a China está liderando isto criando a sua “Nova Rota da Seda” que significa o seu golpe de morte para com todo o Ocidente, pois esse é o plano da ‘nova China’; a criação de um novo polo de desenvolvimento que isole o Ocidente do ‘futuro’ do desenvolvimento e progresso humano, ou seja, eles querem que o Ocidente se torne num novo e eterno quintal tecnológico. É NESSA PERSPECTIVA QUE SE ENCONTRA O BRASIL ATUAL, se o Brasil não tomar as rédeas de seu futuro AGORA, se tornará num quintal de um futuro Oriente em plena construção na China de Xi Jinping.
Com o golpe de morte que a China está criando para o Ocidente, o lugar do Brasil no futuro do planeta é ser uma ‘fazenda feliz’ para os chineses, lembremos que aquele país possui 1,4 bilhões de pessoas e que aumentará ainda mais. Esta fazenda feliz precisa produzir não só alimentos abundantes e baratos como também matérias-primas para as indústrias chinesas como minério de ferro, manganês e depois o nióbio, grafeno e infinitos outros. Ou seja, a China pretende transformar o Brasil na SUA COLÔNIA, sugando suas riquezas para a China como um dia já foi sugada pelos europeus! Se analisarmos as preocupações dos empresários brasileiros em relação à China, veremos que sua única preocupação é vender produtos agrícolas para os chineses, vender minérios e matérias-primas para a indústria chinesa o mais barato possível para poder obter lucro, ou seja, a lógica utilizada no Brasil é a mesma dos escravocratas cafeeiros do final do século XIX que derrubaram o Império, portanto, retrógrados oligarcas ruralistas promotores do subdesenvolvimento brasileiro. Não há a preocupação em desenvolver as bases industriais do Brasil para ficar o menos dependente possível da indústria internacional, antes ao contrário, procuram aumentar esta dependência cada dia mais, [e só vermos algum político brasileiro tecendo críticas à China e logo vêm um nevoeiro de protestos por parte dos baba-ovos pró-chineses e anti-americanistas, ou seja, a nova definição de vira-lata brasileiro deve ser para aquele que é doido para vender caçamba para a China e não querer vender para os ‘ixteites’ por que tem raivinha pelo passado explorador e imperialista]. Esta triste realidade pela qual passa o Brasil o colocará de novo para trás no futuro, ou seja, de novo vai ficar para trás, e dessa forma o país do futuro vai ficando sempre para o futuro…
Mas se os planos da China estava indo muito bem, e a pandemia do coronavírus era parte deste plano, não tenha dúvidas, por outro lado, os globalistas não contavam que houvesse tanta resistência num país insignificante e desconhecido chamado Brasil. De repente, eles veem uma multidão de pessoas desobedecendo as ordens da OMS mesmo com a mídia, governos estaduais, ministros do governo federal, prefeitos, empresas, juízes e funcionários públicos globalistas infiltrados conduzindo a nação ao completo isolamento cuja finalidade é a quebradeira (breakdown) e o falecimento das economias nacionais (lockdown), fazendo assim, com que a China se torne na ÚNICA ECONOMIA restante deste mundo pós-pandêmico e que por sua vez, por causa disso, financiará a retomada da economia mundial sobre novas ordens, ordens chinesas e globalistas, onde TUDO pertence a eles, inclusive empresas, mídias (lembremos também que a Globo, que morre a passos lentos, e a Band, falida por natureza, estão sendo financiadas pelo capital chinês), governos (a China está negociando diretamente com só governos estaduais e municipais como o “dado” João Dória, cujo governo se tornou num pária à nação. A lógica é muito simples, uma vez que a economia brasileira quebre, o país precisará de dinheiro para se reerguer, por isso, os governos estaduais como o João Dória contam com o dinheiro chinês para reerguer os seus estados depois da crise, então não importa se a economia quebrar por agora, pois os chineses irão comprar tudo e levantar depois, com uma diferença, TUDO PERTENCERÁ A ELES e é assim que o Brasil se tornará na fazenda feliz mais rápida do que se podia imaginar, pois os chineses não contavam que os governadores do Brasil fossem tão ávidos por gorjetas desse jeito… sabe como é né, melhor 1 pássaro na mão do que 1000 voando…
A resistência antiglobalista brasileira, a princípio desnorteada pela gripezinha de Bolsonaro, foi aos poucos adquirindo formalidades conjuntas, mas essa formalidade conjunta foi interpretada por um dos órgãos do Globalismo brasileiro, o Supremo Tribunal Federal, que na verdade, deveria se chamar Supremo Tribunal para todos os fins do Movimento Globalista Mundial como uma facção criminosa, uma formação de quadrilha altamente perigosa para a democracia, sim, é verdade, pois estes antiglobalistas lutam contra o sistema de aparelhamento do Estado para a criação de uma Nova Ordem Mundial! A criminalização de toda opinião contrária a construção desse mundo novo é necessária para a própria construção pacífica no Brasil dessa sociedade, enquanto a inteligência do povo vai sendo corroída pela mídia, as escolas matam metade dos neurônios, e os idosos fiquem a mercê do que não fazer para morrer ainda mais rápido ontem.
A constituição não precisa ser protegida, ela precisa, ser seguida. Está claro que a existência de um supremo tribunal federal indica uma deformidade moral sem tamanha na classe política brasileira, pois ela não é minimamente capaz de respeitar as leis por si mesma e levar a cabo os interesses do povo.
Mas essa resistência não só ocorre no Brasil, ela já ocorre em vários lugares do mundo, onde o Black Lives Matters está sendo usado como manobra de minimização desta resistência. Esta resistência ocorre no Japão que já está fomentando a retirada de suas empresas da China o que indica um grande sinal de mudança futura da diplomacia mundial. Também os Estados Unidos que já estavam em Guerra Comercial, agora estão ultrapassando a barreira comercial e entrou efetivamente na guerra diplomática, tendo ambos os países acusando-se mutuamente pela crise da pandemia, coisa absurda e teatral na verdade. Esta resistência está sendo levantada pelos países anglo-saxônicos formidavelmente, por exemplo a Austrália que se viu subornada pelos chineses pela sua política ‘acusatória’ perante a crise. E agora a Índia que está prestes a entrar num confronto bélico com o vizinho por N questões. Porém, estes países todos, outros irão se juntar, estão traçando uma nova política de resistência que não é meramente a de bloqueio ou castigo dengoso para com a China, é na verdade a coordenação de uma política de reavaliação e resistência a política da “Nova Rota da Seda”, ou seja, é a busca por salvar o Ocidente e seus aliados do Golpe de Morte que estava sendo orquestrado sem objeções pelos chineses. A resistência brasileira, no entanto, não caminha nesse caminho de rompimento e reavaliação das relações diplomáticas, pois os generais globalistas do exército, mídia, classe empresarial covarde e retrógrada, e classe política brasileira faminta de gorjetas gordas dificultam a tomada de decisão de Jair Bolsonaro que foi eleito para barrar a compra do Brasil pelos chineses, coisa que ele não só não combateu, como FORTALECEU desde que entrou, a explicação só pode ser essas belas influências inteligentíssimas. A China seguiria tranquila com o seu plano, se não fosse a própria crise provocada pela pandemia, pois ela pôs nos olhos da resistência e daqueles que nada entendiam de geopolítica o que significa dar o braço e a perna para aqueles que querem te engolir.
Neste sentimento fica a pergunta; o que fazer? Como livrar o Brasil deste problemão e ainda sair ganhando (se é possível dizer nestes termos) com a nova mudança diplomática que o mundo está passando e vai passar, onde haverá uma reconfiguração? A resposta não é pequena e nem simples, sente-se na sua poltrona:
Antes é preciso ter em mente o que espera o mundo para as próximas décadas, a primeira delas é uma nova Guerra Fria. Esta nova guerra fria, que na verdade nunca acabou, apenas se transformou, resultará na disputa entre duas superpotências, Estados Unidos e China, mas também entre dois blocos, o Nacionalista e o Globalista. Há uma vantagem para os globalistas, pois eles dominaram a máquina política de todas as nações e de todos os organismos internacionais, eles também dominam todas as grandes corporações e fundações que dominam a economia mundial desde o durex que você compra para colar seu fone de ouvido fabricado na China até no respiradouro também fabricado na China que seu avô precisa para não morrer de coronavírus que por sua vez também foi fabricado na China! Mas a longo prazo, os nacionalistas possuem uma vantagem pela organicidade de suas formações, pois os globalistas só contam com a militância paga por meio de ONGs e promessas esdrúxulas de justiça social, já os nacionalistas possuem a própria nação em questão. Se há pessoas no Brasil que não são patriotas, mas não há meia dúzia entre eles que sejam globalistas convictos, apenas por ignorância sobre o real debate público mundial. Alguns poderão objetar dizendo que não passa isso no jornal ou nas novelas, claro, eu respondo, qual canal você assiste? Globo? Que possui esse nome por ser uma emissora GLOBALISTA!? Mas é claro que tu não ficarás sabendo, meu querido, não pode ficar sabendo, pois é necessário ainda décadas de aprofundamento das políticas, até chegar o ponto de se tornar irreversível. Alguém poderia perguntar qual é o ponto irreversível e se ele é possível de chegar, já que parece filme de ficção científica? Bem, eu respondo que o ponto irreversível é o ponto tecnológico, que eu chamo de RELÓGIO TECNOLÓGICO, é quando a tecnologia vai se desenvolver tanto que ela tornará o homem escravo dela para toda a sua vida, pois TUDO, absolutamente tudo estará sobre o seu controle, desde o nascimento, ao casamento, ao atendimento médico e por fim morte, antes disso, ainda dá tempo para impedir, porém, as grandes empresas do mundo inteiro já trabalham para isso, todas elas (e elas já não respondem mais por si, pois os seus donos abdicaram de serem os titulares de sua ideologia, elas se tornaram apenas em ferramentas para poderosos caciques e pajés ocultos) desenvolvem ferramentas de manipulação psicológica, tecnológica, judiciária, midiática e cultural para moldar o novo homem. Isto é muito pior do que ficção científica, é real e já esta aí, irrefutavelmente, é só vermos a crise do coronavírus, a unicidade de discurso no mundo inteiro, a uniformidade da linguagem, termos, expressões, debates, objeções, informações, comportamentos, tudo está sendo encaminhado para esta uniformidade, palavras como lockdown, breakdown, isolamento social, quarentena, máscaras, Fique em Casa entre outras se tornaram em carmas religiosos quase exorcisistas. Se você ainda não percebeu que isto já é o começo da nova Gerra Fria, está perdido, está fora do debate, está fora da realidade da política atual, pois é isto o que ocorre sem inquietações. A disputa atual é no campo das ideias e dos conceitos, mas já está se mudando para conflitos bélicos, o clima entre Índia e China está esquentando a cada dia mais e o pano de fundo é esta crise, pois a Índia culpa a China de querer prejudicá-la inteiramente, a China por sua vez reclama alguns territórios e pretende sufocar a Índia em sua própria região, o subcontinente indiano.
O Brasil não tem condições de lutar contra nenhum país atualmente, pois o país está quebrado e o exército mais perdido que camelos na Ántartida, mas através das lideranças antiglobalistas que há atualmente como os conservadores, sobretudo, mas também alguns católicos e evangélicos é possível convencer o governo brasileiro de Jair Bolsonaro a tomar algumas atitudes contundentes para frear ou pelo menos diminuir a força do domínio globalista. Uma dessas medidas é abrir as claras quem são os inimigos, expô-los claramente para que o povão saiba quem são, isto obrigará o povo ao debate. Bolsonaro deve pautar o debate político, ele é quem representa, supostamente, os interesses da nação brasileira, é de interesse do povo saber o que está acontecendo no país, em seu governo e no mundo, se ele não abre o jogo, fica difícil que a população comum saiba apoiá-lo futuramente. Não adianta planejar tudo as escondidas contra os inimigos quando estes estão corroendo a sua imagem constantemente, pois apenas o público engajado é quem está correndo atrás de saber e compreender, se não fosse pela meia dúzia de influenciadores digitais pró-bolsonaristas para esclarecer o que está acontecendo ao seu público engajado politicamente, ele já teria perdido todo o apoio. Para piorar a situação, estes mesmos influenciadores estão sendo alvo de perseguições por parte da ‘justiça’ brasileira, e o Bolsonaro por enquanto tem supostamente uma ‘carta na manga’, não sei se essa manga é uma fruta ou se é alguma estratégia, mas está demorando para se mostrar.
Tendo isso em vista, o mundo entrará numa nova guerra fria e isso exigirá do Brasil uma postura. A postura que o país pode assumir é a de liderança e de centro de uma nova política mundial. Pois o mundo antiglobalista irá procurar uma nova china para substituí-la, a chave para o Brasil está aqui; ele pode ser a NOVA CHINA!
Para não ser injusto, antes da China ser eleita como a fábrica do mundo, era o Brasil o principal candidato, mas a ditadura militar brasileira, que bem poderia ser chamada de ditaburra militar, sabotou com a sua política positivista que de uma hora para outra tornou-se antiamericanista, esse americanismo brasileiro foi fruto do debate esquerdista-comunista no Brasil durante o regime militar, pois embora o regime militar supostamente combatesse o comunismo, mas não combateu o comunismo no debate público, esta por sua vez dominou as universidades, mídias, empresas, escolas, seminários e etc, pelo país, fazendo com que o debate nacional fosse unicamente esquerdista, como a direita brasileira foi morta durante o regime militar, eles não puderam contrapor ao debate anti-americanista, o resultado disso foi que o maior país comunista do mundo, a China, foi eleita a fábrica do mundo, enquanto que o maior aliado entre os países pobres dos Estados Unidos foi deixado de lado, isto ocasionou na catástrofe chamada Brasil que está há 50 anos atrasado no mundo.
Portanto, o que está em jogo é a possibilidade de uma nova industrialização pela qual o mundo irá querer fazer para substituir a fábrica chinesa, esta fábrica já possui um forte candidato, a Índia, mas pode ser a oportunidade do Brasil recuperar o que perdeu há 50 anos atrás, a sua INDUSTRIALIZAÇÃO PLENA! Por isso os conservadores do Brasil, que haviam desaparecido há décadas e que ressuscitaram nos últimos anos, podem e devem pressionar por este movimento, o movimento de nova industrialização do Brasil.



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