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João Dória, COP26 e a feudalização das nações

Acontece entre os dias 31 e 12 de Novembro de 2021 a COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Este encontro é o mais importante sobre a tomada de políticas públicas de combate ao Aquecimento Global ou Mudanças Climáticas como os globalistas recentemente renomearam a sua agenda revolucionária. Procuraremos tratar de maneira mais profunda o que neste evento será tratado, porém, quero chamar a atenção neste pequeno artigo ao fato da COP26 ter chamado os governos subnacionais para participarem dos eventos independentemente dos governos nacionais. Este foi o caso de João Dória, governador de um estado brasileiro (São Paulo), que foi para este evento tomando posição radical pelo combate e redução dos poluentes, conforme noticia o próprio site https://www.saopaulo.sp.gov.br/ultimas-noticias/sp-estreia-na-cop26-e-reafirma-compromisso-com-as-metas-do-acordo-de-paris/ lemos a fala do governador:


“Estamos aqui para destacar a importância das ações realizadas pelos governos subnacionais. Estas ações devem ser acompanhadas com o aporte dos governos estaduais e do governo federal o mais fortemente possível, porque as cidades não são responsáveis por uma parte importante das emissões de carbono, mas também pelo fato de que as cidades são justamente os territórios onde os impactos dessas emissões são sentidos pela população”, disse João Doria.

O que João Dória entende de comportamento climático? Como o Estado é responsável pela poluição de maneira separada da Cidade? Se a cidade está contida no estado, ambos não devem ser tratados de maneira separada, o que indica um nível de cretinice imensa por parte deste pseudopolítico brasileiro.


São Paulo chega à COP26 para reafirmar seu compromisso com as metas do Acordo de Paris. Para isso, o Estado foi o primeiro na América Latina a aderir às campanhas da ONU por meio de decreto – Race to Zero e Race to Resilience – com o objetivo de reduzir e mitigar as emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE). As diretrizes para o novo Plano Estadual de Mudanças Climáticas serão apresentadas durante as reuniões, além dos resultados do Acordo Ambiental SP que conta com mais de 800 adesões voluntárias de empresas, indústrias, Prefeituras e associações.

Como que o Estado de São Paulo pode assumir uma meta de redução das emissões de gases do efeito estufa sem que isto afete a produção industrial do Motor Econômico Brasileiro? Como é possível atender aos apelos da Agenda Climática Globalista e não travar a Locomotiva Nacional? O que João Dória está propondo é a derrocada da Economia Brasileira e Paulista a fim de executar a Agenda Ambientalista da ONU que tem como finalidade causar a Revolução 2030, leia o artigo https://www.geopolis.com.br/post/voc%C3%AA-n%C3%A3o-ter%C3%A1-nada-revolu%C3%A7%C3%A3o-2030-ou-a-reascens%C3%A3o-do-comunismo onde descrevo de maneira mais aprofundada em que consiste alguns aspectos desta revolução ditas pelos próprios agentes que desejam ensejá-la, ou mais especificamente pela boca do Fórum Econômico Mundia.


“Nossa participação na COP deste ano é especial e marca a posição de São Paulo como um governo subnacional que respeita o meio ambiente e assume compromissos de combate às mudanças climáticas. Prova disse é a adesão do Estado as campanhas “Race to Zero” e “Race to Resilience”. Fomos o primeiro estado brasileiro a aderir oficialmente a essas campanhas por meio de um decreto. Seguimos com a meta de despoluir o Rio Pinheiros, reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2050, além de restaurar mais de 800 mil hectares de vegetação nativa em sintonia com o desenvolvimento das atividades produtivas do agronegócio. Estamos seguindo bons exemplos de outras potências mundiais como o Reino Unido, que tem sido um importante parceiro diplomático”, afirma João Doria.

Fora ações particulares, que em si mesmas não são más como despoluir o rio Pinheiros, o que me chama a atenção é o tratamento que João Dória faz com o Estado de São Paulo como um Governo Subnacional. Ora, já não é mais o Brasil o representante diplomático, mas o Estado de São Paulo quem realiza parcerias diplomáticas com países estrangeiros, ou seja, João Dória está levando a política regional ao mesmo nível da política nacional, e ainda fecha parcerias com o movimento globalista que intenta criar um governo mundial. Este fenômeno não é aleatório, ele em si mesmo é a implementação da agenda de esfacelamento das nações, de criar uma sobrevalorização dos governos regionais e locais em detrimento da soberania nacional. A Pandemia de Covid19 já teve isto como intento principal, no Brasil, tivemos o aval pelo STF das ações dos governos regionais e locais brasileiros, governadores e prefeitos, que adquiriram autoridade que antes de 2020 só pertencia ao Presidente da República, ao passo que o próprio presidente foi impedido pelo mesmo STF o direito constitucional que o seu cargo lhe permite de administrar o país e impedir o mesmo esfacelamento da soberania. Agora assistimos claramente um governador que representa uma unidade da federação de maneira independente do Estado Nacional Brasileiro. Este fenômeno de descentralização dos governos nacionais a fim de sobrevalorizar os regionais e locais dentro de um contexto de governo à nível global eu chamo de Neofeudalismo ou a Feudalização das Nações.


Atualmente quem mais defronta um governo mundial são os próprios governos nacionais, acrescento, de países que tem consciência antiglobalista, como é o caso do Brasil, Hungria e Polônia. A Pandemia de Covid19 fez com que no Brasil os governos locais e regionais ganhassem proeminência e atributos que somente o presidente poderia fazer em caso de decreto de Estado de Defesa e Estado de Sítio, para poder por exmeplo fazer o toque de recolher, impedir pessoas de circularem livremente nas ruas e praças, impedir as pessoas e participarem de eventos, familiares por inclusão. Mas agora vemos um governador globalista como é João Dória tomar para si a prerrogativa nacional da diplomacia e ir negociar com as nações e organizações mundiais na qualidade de representante de um governo "subnacional". Ora, a própria palavra subnacional já indica um neologismo revolucionário, é como colocar os paulistas como uma "nação" dentro de uma nação, como um povo subalterno a outro, algo como os uigures na China, ou os tibetanos na mesma China, ou ainda algo como chechenos na Rússia, os curdos na Turquia, ou mesmo como os escoceses no Reino Unido.


Visto isto, a situação em que o Brasil e as nações se encontram é absolutamente grave, pois estamos vendo o Brasil ser desmantelado como país, ameaça esta maior que desde as Revoltas do Período Regencial que ocorreu entre 1831 e 1840.


João Dória está destruindo o Brasil e o Estado de São Paulo, e entregando-os ao Governo Globalista.

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A Agenda do governador do Estado de São Paulo segue abaixo:


Agenda COP-26: 1º de novembro (segunda-feira)

Evento“The State of Sao Paulo to announce 10 Cidade Matarazzo initiatives that will make Sao Paulo a symbol of urban regeneration and Latin America’s leading green economy powerhouse.” Local: Marriott Hotel Endereço: 500 Argyle St, Glasgow G3 8RR Horário: 11h às 12h

Pré-lançamento do fundo Amazônia +10 Local: Marriott Hotel Endereço: 500 Argyle St, Glasgow G3 8RR Horário: 12h às 12h30

Cerimônia de Abertura do World Leaders Summit Local: SEC – The Scottish Event Campus Endereço: Glasgow, Scotland, G3 8YW Horário: 12h30 às 13h

Session 2: Cities – Statements: Overview of their current work on climate innovation and future trends and needs Local: SEC – The Scottish Event Campus / BLUE ZONE Endereço: Glasgow, Scotland, G3 8YW Horário: 14h às 15h

Lançamento do Livro “Acordo Ambiental São Paulo” Local: Marriott Hotel Endereço: 500 Argyle St, Glasgow G3 8RR, Reino Unido Horário: 17h30 às 18h30

Coletiva Imprensa e jantar com jornalistas Local: Waverley Room – Marriott Hotel Endereço: 500 Argyle St, Glasgow G3 8RR, Reino Unido Horário: a partir das 18h30

2 de novembro (terça-feira)

Evento “Water Scarcity and resilience:Partnership to identify solutions” Local: SEC – The Scottish Event Campus / Blue Zone Endereço: Glasgow, Scotland, G3 8YW Horário: 10h às 11h

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