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Dugin e A mudança urgente da geopolítica russa

Alexander Dugin acaba de nos brindar com a verdadeira guinada da geopolítica russa, e consequentemente no mundo, sobre a postura da nova guerra que está se iniciando no mundo, nas palavras que o mesmo lançou, e que eu endosso porque nos meus artigos anteriores já usei a expressão, estamos no começo de uma nova guerra, uma guerra entre globalistas contra os não-globalistas, que podem ser listados principalmente como sendos os conservadores. Mas a opinião declarada e frontal de Alexander Dugin indica que também a Rússia se junta dessa vez ao Brasil e aos Estados Unidos nesta tremenda guerra ideológica que é o globalismo e o fim das nações.

No blog do maior ideólogo russo, Geopolitica.ru ele escreve sobre a atual situação dos Estados Unidos e qual deve ser a postura da Rússia e de todos os players geopolíticos globalis; contra a América de Biden, contra o poder das big techs e dos democratas. Leia aqui


The main struggle is now clearly international. The globalists vs anti-globalists is today much more important than Russians vs Americans, or the West vs the East, or else Christians vs Muslims.
"A principal luta é agora claramente internacional. Os globalistas x anti-globalistas é hoje muito amis importante que Russos x Americanos, ou Ocidente contra Oriente, ou então Cristãos contra Muçulmanos." diz ele

Ele cita sobre o assassinato brutal de Ashley Babbitt, uma veterana militar que lutou nas guerras dos EUA, e que recentemente foi morta por guardas do Capitólio mesmo estando desarmada. Sua causa é entendida como a "primeira gota de sangue":

There are only two parties in the world: globalist party of Great Reset and anti-globalist party of Great Awakening. And nothing in the middle. Between them there is abyss. It wants to be filled with oceans of blood. The blood of Ashley Babbitt is the first drop.
Há apenas dois partidos no mundo: O Partido Globalista do Grande Reinício e o Partido Antiglobalista do Grande Despertar. E nada no meio disto. Entre eles há apenas o abismo que quer ser preenchido com oceanos de sangue. O sangue de Ashley Babbitt é a primeira gota.

Esta guinada de Dugin é apenas essencial, pois indica a evolução da sua própria compreensão sobre a geopolítica mundial que antes estava centrada num dualismo boboca entre Estados Unidos contra a Rússia, ou Atlantistas contra Eurasianistas como ele mesmo indicava no seu debate contra Olavo de Carvalho e no seu livro A Guerra dos Continentes, e ainda mais neste mesmo artigo ao qual me refiro.


A chamada "feroz" de Dugin pela união de todos contra um grande inimigo em comum que agora não se esconde mais, ao contrário, assume a postura de guerra, é significativa na medida em que insere o próprio Estado Russo no centro da disputa, disputa esta "por questão de princípios universais humanos", cujo alerta dado pelo próprio Dugin numa rede social afirma, "nós estamos chegando, nós vamos salvar a América".

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