Crítica ao Pró-Anglossaxonismo Brasileiro
- Thiarles Sosi
- 22 de ago. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de out. de 2021
Brasil e as Ideologias: Crítica ao Pró-Anglossaxonismo Brasileiro
O Pró-Anglossaxonismo é a ideia de que o mundo anglo-saxão é o ápice da evolução da sociedade humana. A ideia de que o modelo inglês e norte-americano deve ser imitado e seguido a risca para ser uma sociedade desenvolvida.
Mas esta visão cai no mesmo erro de doutrinas sociais de pretensão universalista e escatológica como os marxistas, fascistas, liberais, nazistas e outros. Lembremos que os Estados Unidos acreditou que o fim da União Soviética representou o fim da História, coisa cretina de se dizer, nunca que a história pode ser finalizada sobre os termos de disputa política de hegemonia. Quantos impérios surgiram e caíram no mundo desde que este se entende por humano? Incontáveis, mas vamos falar de alguns que se relacionam diretamente com o mundo atual: Babilônia, Pérsia, Grécia, Assíria, Egito, Roma, França, Portugal, Espanha, Inglaterra, União Soviética e agora, os Estados Unidos; também hoje os Estados Unidos estão enfrentando um trabalho de sobrevivência não política, não hegemônica, mas cultural, civilizacional, existencial mesmo.
A atual disputa política é entre duas civilizações: Uma construída e outra desejada, a construída é a Cidade de Deus, a desejada é a Cidade dos Homens. De certo modo a Cidade de Deus é atualmente defendida pelas nações, coisa que outrora era ao contrário, um obstáculo à Cidade de Deus. As nações outrora negavam o cristianismo como modo de salvaguardar a sua existência ante a uma força supranacional que é a Igreja Católica, hoje porém, são essas mesmas nações, uma vez cristianizadas que agora lutam para preservar a Cidade de Deus. Ao passo que em todas as nações, grupos que são contra a Cidade de Deus e as Nações, desejam criar uma nova civilização humana que abarque todas as sociedades humanas, porém dois tipos delas são excluídas: A Cristã e a Nacionalista. Este impasse faz com que uma nova e eminente guerra fria esteja se formando aos poucos no mundo atual (com a Pandemia do Coronavírus Covid-19 está ficando cada vez mais evidente, pois até então os céticos quanto ao globalismo diziam que não existia o tal movimento globalista que se pretendia construir uma nova sociedade global onde não haveria espaço para Deus e nem para as suas leis, portanto, apenas dando origem à Cidade dos Homens.).
A Cidade dos Homens é simbolizada pela Babel ou Babilônia, e de lá para cá ela representa a ascensão e queda dos impérios mundanos. A diferença de cada um deles, foi que cada um engolia o que o outro construía de forma a criar uma pirâmide civilizacional no tempo e no espaço humano, tendo este mesmo tempo e espaço mudando-se constantemente na mentalidade, na forma e na linguagem, mas cujo espírito é sempre o mesmo; aquilo que São Paulo chama de “Mistério da Iniquidade”, não é outra coisa que não esta atuação da Cidade dos Homens na História mesma. É a Cidade dos Homens que vai matar Jesus na vã esperança de que a intervenção divina seja apagada nos corações como outrora foi no Éden. Mas a Cidade de Deus, assim como o próprio Cristo, vai ressuscitando na História e nos corações humanos, pois esta Cidade é na realidade o Mistério da Salvação que assim como o da Iniquidade age e vive no mundo, com uma pequena diferença, no entanto, o Mistério da Salvação tem promessa de êxito, ao passo que o da Iniquidade já possui o seu fim predeterminado. Esta derrota professa à iniquidade humana que sobrevive mediante à própria iniquidade humana e não possui outra fonte de alimento, exceto a intervenção demoníaca que alimenta a fantasia utópica mediante ideias estapafúrdias chamada pelo apóstolo São Paulo de “Vãs Doutrinas” que seduzem os homens pela facilidade aparente de conforto psicológico o suficientemente grosso para desenvolver-se nele, em seu coração guiado ainda pelos sentimentos, o cimento e os tijolos com que ele mesmo vai construindo essa Torre de Babel, a Cidade dos Homens.
Por isso a busca por imitar este ou aquele modelo de sociedade, transplantando-o para o Brasil é um erro grotesco que não atende ao real apelo das nações atuais. O nacionalismo se define como a busca das nações pela valorização de suas raízes e valores internos. Tendo isto, abraçar um modelo criado pelos anglo-saxões pelos anglo-saxões e para os anglo-saxões é uma grosseria infantil.
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