COP26: Revolução do Império Ecológico e o Fim dos Combustíveis Fósseis
- Thiarles Sosi
- 8 de mar. de 2022
- 11 min de leitura
COP26: Revolução do Império Ecológico e o Fim dos Combustíveis Fósseis
Entre os fins de outubro e primeira dezena de novembro, aconteceu a Copa 26 sobre Mudanças Climáticas. Em sua resolução e encontros foram propostas várias estratégias de curto e longo prazos para mudanças globais no consumo de combustíveis fósseis.
Façamos um comentário sobre a COP26 e o que poderemos esperar para os próximos anos a partir de suas discussões.
Documento final reflete “interesses, contradições e momento da vontade política do mundo hoje”, afirma secretário-geral da ONU; Índia e China pedem ajuste do texto, documentando “redução” em vez de “abandono” do uso de carvão; evento de duas semanas trouxe outras conquistas como compromissos na redução de desmatamento e emissões de gases de efeito estufa.
O chefe das Nações Unidas destacou que o acordo é um passo importante, porém não será suficiente. Ele reafirmou a necessidade de acelerar as ações climáticas para manter viva a meta de limitar o aquecimento global em até 1.5 graus Celsius.
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O presidente da COP26, Alok Sharma, afirmou que as delegações poderiam dizer “com credibilidade” que mantiveram o objetivo de 1.5 grau Celsius ao alcance, mas que “seu pulso é fraco”.
Segundo ele, as promessas só sobrevivem com ação rápida. Alok Sharma adicionou que se forem cumpridas as expectativas será possível aumentar a ambição até 2030 e fechar a lacuna que resta. Sharma concluiu dizendo que Glasgow fez história.
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Uma emenda de última hora solicitada pela China e Índia modificou o texto preliminar sobre a redução do uso de carvão. Os países pediram que fosse documentado “redução gradual” do recurso no lugar de “eliminação”, como na proposta inicial.
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A conferência apresentou anúncios encorajadores. Entre os destaques, líderes de mais de 120 países, representando cerca de 90% das florestas do mundo, se comprometeram a conter e reverter o desmatamento até 2030.
Houve também uma promessa sobre a redução de metano, liderada pelos Estados Unidos e pela União Europeia. Mais de 100 países concordaram em reduzir as emissões do gás de efeito estufa até 2030.
Enquanto isso, mais de 40 países, incluindo grandes usuários de carvão como Polônia, Vietnã e Chile, concordaram em abandonar o minério, um dos maiores geradores de emissões de carbono.
Cerca de 500 empresas de serviços financeiros globais concordaram em levantar US$ 130 trilhões - cerca de 40% dos ativos financeiros mundiais – para alcançar as metas estabelecidas no Acordo de Paris, incluindo limitar o aquecimento global a 1.5 grau Celsius.
Com relação ao transporte, governos e empresas assinaram compromisso para encerrar a venda de motores de combustão interna até 2035 nos principais mercados, em 2040 em todo o mundo. Pelo menos 13 nações também se comprometeram a acabar com a venda de veículos pesados movidos a combustíveis fósseis até 2040.
Veja o leitor que essas informações que são oficiais são absolutamente graves e catastróficas, porque implicam na diminuição do consumo de energia no mundo voltada para a manutenção dos transportes, funcionamento de energia elétrica de muitos países, diminuição do gás que serve para aquecer as casas, a água e cozinhar a comida de muitos países de cujo inverno é rigoroso. Os países que participaram de tal empreitada na COP26 se comprometeram a acabar com o uso do carvão como a Polônia, outros como EUA decidiram diminuir o gás metano, que é liberado pelo gado, portanto afetando a produção de carne global também, e depois também decidiram que até 2035 encerrarão a venda de veículos de cuja combustão seja a base de combustíveis fósseis, o que quer dizer que o seu carro e o seu caminhão, em menos de 15 anos não terá valor, pois não terá combustíveis para ele, e o que haverá serão carros elétricos.
Mas quero traçar também a seguinte observação: Se todos os carros forem substituídos por energia limpa e renovável, resta saber onde haverá tanta energia limpa e renovável para que os países, especialmente da Europa e América do Norte, possam usar para manter o seu padrão de vida? Simplesmente não há recursos, o que significa que haverá diminuição do consumo de energia, porque a meta deles não é manter o padrão de consumo, e sim diminui-lo. Pense bem, não é somente o seu carro que vai ter que ser elétrico, a fábrica também terá que ser elétrica, o funcionamento de toda a cidade terá de ser elétrica de energia renovável, e como não há, por isso mesmoq ue megabilionários como Bill Gates e Ellon Musk estão na Corrida Energética para dominar a produção de energia limpa global. Se isso se concretizar, e está se concretizando, haverá uma crise energética pelos próximos anos, crise esta que justificará o abandono da energia fóssil, única maneira do povo perder este benefício à força.
Por ora escrevo este artigo em 8 de Março de 2022, e foi iniciada desde os dias 24 e 25 de Fevereiro a Operação Militar da Rússia em território ucraniano.
Vemos as seguintes notícias:
EUA impõem proibição de todas as importações de petróleo e gás russo – Biden. Dados da Agência Tass.
Agência Tass: O preço do gás na Europa no fechamento das negociações diárias na bolsa de valores caiu abaixo de US$ 1.700 por 1.000 metros cúbicos. m no contexto dos resultados da reserva pela Gazprom da capacidade de bombeamento através do gasoduto Yamal-Europe, de acordo com os dados da bolsa ICE de Londres. O preço futuro de abril no hub TTF na Holanda caiu para US$ 1.685 por 1.000 metros cúbicos no final do dia. m, ou €147,5 por MWh (com base na taxa de câmbio EUR/USD atual, os preços da ICE são apresentados em EUR por MWh). Em geral, o custo do gás por dia diminuiu 10,9%. Anteriormente, o preço do gás na Europa superou o máximo histórico registrado no dia anterior, tendo subido para US$ 2.279 por 1.000 metros cúbicos. m, ou € 198,56 por MWh. Mais tarde, em leilões noturnos, a Gazprom primeiro reservou volumes adicionais de bombeamento de gás da Polônia para a Alemanha através do gasoduto Yamal-Europe na noite de quinta para sexta-feira, e depois para o dia inteiro em 4 de março. O crescimento das cotações de câmbio do gás é observado no contexto do fato de que os EUA, a UE, a Grã-Bretanha e vários outros estados anunciaram a imposição de sanções contra várias pessoas jurídicas e físicas russas após o presidente russo Vladimir Putin em 24 de fevereiro anunciou uma operação militar especial na Ucrânia em resposta ao apelo dos líderes das repúblicas de Donbass por ajuda.
Também vejamos:
A Polônia, que é dito um país "conservador" aqui no Brasil, está inteiramente do lado da OTAN, até aí é compreensível, já que a Polônia sofreu muito nas mãos dos comunistas soviéticos, que São João Paulo II ajudou a derrotá-los, mas donde sairá tanto dinheiro assim para ajudar a Ucrânia para um plano de recuperação pós-guerra? Para entendermos esta coordenação complexa, precisaremos de fazer um mapeamento da COP26 para este conflito forjado pelos globalistas: Desde o ano passado eles estão dizendo que haveria uma crise em 2022 no fornecimento de energia, sobretudo proveniente de Carvão, gás e petróleo, estamos vendo qual é a crise agora!515:21
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A infraestrutura danificada durante o bombardeio da República Popular de Donetsk (DPR) é rapidamente restaurada, mas às vezes à custa da vida útil dos serviços de reparo. Isso foi afirmado na terça-feira pelo chefe do DPR Denis Pushilin no ar do canal de TV Rossiya-1 . "Socorro, todo o suporte está sendo fornecido, os serviços estão funcionando prontamente, o fornecimento de eletricidade e gásestá sendo restaurado, mas muitas vezes ao custo de suas vidas (funcionários do grupo de reparo - nota TASS)", disse ele. Pushilin acrescentou que ontem um dos funcionários foi morto durante os trabalhos de reparo em um dos distritos de Donetsk e outros três ficaram feridos.
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Brasileiros apresentam na COP26 agenda com caminhos inovadores para a Amazônia
Mais de 400 instituições da sociedade brasileira, incluindo ambientalistas, cientistas e bancos privados, levam para Glasgow o documento “Uma Concertação pela Amazônia.
A apresentação da agenda de desenvolvimento para a região acontece nesta terça-feira, 09 de novembro, na Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP26, e será feita pela copresidente do Painel de Recursos Naturais da ONU, Izabella Teixeira.
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COP26: Dia da Energia aumenta o coro pelo fim do uso de carvão, gás e petróleo.
Compromisso para zerar o uso de carvão foi assinado por 77 partes, incluindo países que antes não haviam declarado apoio; sociedade civil pede mais ambição e eliminação de todos os combustíveis fosseis; engajamento do G20 e de outros países que financiam o carvão é visto como fundamental
Dentro dos pavilhões, a principal reunião do dia começou com apelos do presidente da cúpula, Alok Sharma, reforçando os pedidos do secretário-geral das Nações Unidas para que o mundo elimine o uso do carvão.
Ele anunciou a Declaração Global de Transição para Energia Limpa, um compromisso para acabar com os investimentos em carvão e eliminar seu uso até 2030 nas principais economias e em 2040 nos demais países. O documento também busca aumentar o uso e assegurar uma transição justa para energia limpa.
O compromisso foi assinado por 77 partes, incluindo países como Polônia, Vietnã e Chile, que prometem acabar com o carvão pela primeira vez. Alok Sharma afirmou que isso ajuda a impulsionar o mundo a zerar emissões e que mais pode ser feito, especialmente por meio de alianças e coalizões.
No entanto, a declaração não teve a participação dos maiores financiadores de carvão, como China, Japão e Coreia do Sul, embora tenham se comprometido no último ano em eliminar financiamento externo para geração de carvão até o final de 2021.
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Jing Zhu também anunciou que um grupo de governos e instituições financeiras públicas em todo o mundo, incluindo os Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Reino Unido, se comprometeram a encerrar o apoio direto ao setor de energia de combustível fóssil até o final de 2022.
A iniciativa promete o fim do apoio direto a projetos internacionais de combustíveis fósseis “exceto em circunstâncias limitadas e claramente definidas que são consistentes com um limite de aquecimento de 1,5°C e os objetivos do Acordo de Paris”.
Aqui vemos claramente este projeto que visa acabar com todos os combustíveis fósseis até 2040. Para se ter uma ideia, o Brasil é o país com mais matriz de energia limpa do mundo, em torno de 50%, para que o Brasil elimine todo seu consumo de energia proveniente de combustíveis fósseis, o país teria que pelo menos dobrar a sua capacidade energética em energia limpa, e o Brasil já está saturado de energia limpa, além do que, esse ano de 2021 foi um ano de seca, e a produção de energia ele´trica ficou no limite, encarecendo os custos de sua produção e distribuição, com a mudança de energia, a produção terá que ser muito maior para sustentar veículos, fábricas e outras mais, então de onde virá toda essa energia? Haverá grande encarecimento, porque além da energia, terá de ser feita todo um investimento que para as empresas pode ser de igual valor à própria instalação da planta, como troca de maquinários, instalações, readaptações, aumento dos custos, troca de matérias-primas e etc., isto pode ser uma catástrofe para um país de baixo capital de investimento como o Brasil que está todo ano no limite de sua capacidade, investindo muito abaixo dos demais países desenvolvidos para manter a sua produção e competitividade. Sem contar, também, a própria pordução agrícula brasileira totalmente dependente dos combustíveis fósseis, tanto para o plantio quanto para armazenamento e distribuição para portos, mercados, searas e etc.;
O Brasil é um país que não pode aceitar este regime de transição de energia proposta na COP26, porque sua economia possui muitas dependências dela, é um país com forte vocação agrícola e não pode simplesmente fazer o investimento necessário para essa transição, pois necessitaria para isto dele mesmo fazer uma Revolução Industrial inteiramente nova, mas esta revolução é o nome e interesse de Glasgow, da Cop26, do Fórum Econômico Mundial, do The Great Reset e da Quarta Revolução Industrial, que na verdade bem se poderia chamar de anti-industrial.
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Especial: Paísees lusófonos rumo ao combate às alterações do clima
Fala oficial do Governo Federal Brasileiro:
Brasil anuncia subsídios para redução de gases de efeito estufa; Guiné-Bissau, São Tomé e Cabo Verde entre Estados que compartilham do drama das nações insulares; Angola e Moçambique relatam ambições quanto ao uso de energias renováveis.
“Atualmente, o Governo Federal conta com linhas de crédito e investimentos que, somadas, superam a casa dos cinquenta bilhões de dólares. Esse montante é oferecido para projetos “verdes”, em áreas como conservação e restauração florestal, agricultura de baixas emissões, energia renovável, saneamento, transporte e tecnologia da informação. Esses recursos vão impulsionar a economia, gerar emprego, e contribuir para consolidar o Brasil como a maior “economia verde” do mundo.”
O líder brasileiro disse que ficou a cargo do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, anunciar a nova meta de redução de gases de efeito estufa a ser subsidiada em 50%.
Como se não bastasse a diminuição dos combustíveis fósseis, há também o que eles querem é diminuir a própria produção de gás carbônico e metano, o Brasil que possui uma das maiores agropecuárias do mundo será fortemente pressionado a diminui-las também gradualmente, e isto pode ser um movimento perigoso de colapso global na produção de alimentos.
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COP26: Mais de 100 países se comprometem com o fim do desmatamento
Segundo dia da Cúpula dos Líderes Mundiais é marcado por um acordo para salvar e restaurar as florestas do planeta até 2030; presidentes do Brasil e da Rússia enviam mensagens de vídeo para firmar compromisso durante reunião em Glasgow, na Escócia.
Na última década, quase 40 vezes mais dinheiro foi usado para práticas destrutivas do que para a proteção das florestas e agricultura sustentável. Na COP26, o compromisso assinado por mais de 30 instituições financeiras, de US$ 8,7 trilhões, prevê mudar esse quadro.
Ainda no evento desta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que seu país está comprometido em garantir a manutenção da biodiversidade, em proteger terras indígenas e em reduzir o risco de doenças.
A proposta do governo americano é de apoiar a recuperação de 200 milhões de hectares de florestas até 2030.
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Vendas de carros elétricos na Europa já representam 10% da cota de mercado
Durante a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP26, 24 países entres eles Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia, e várias fabricantes de carros como Ford, Mercedes e Volvo firmaram um acordo para acabar com a venda de veículos movidos a combustíveis fósseis até 2040.
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Setor de transportes, responsável por 25% das emissões globais, apresenta soluções para um futuro mais sustentável; revitalização exige investimento em formas alternativas de transporte coletivo e combustíveis; primeiro esboço de decisões da COP26 pede mais engajamento nacional; ONGs relatam frustração e destacam excesso de palavras versus poucas ações efetivas.
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Peri Dias afirma que a mudança de hábitos de locomoção, especialmente nas cidades, além de ajudar no combate ao aquecimento global ainda pode tornar o trajeto mais agradável.
“A gente tem a oportunidade de construir cidades e sociedades mais inclusivas, mais justas, mas gostosas até. É gostoso você poder se locomover de uma maneira agradável também ao invés de ficar preso no trânsito. É nisso que a gente tem que pensar quando pensa em aquecimento global. E sim, limitar os combustíveis fósseis é essencial. Sem limitar o uso de petróleo, gás e carvão e seus derivados a gente nunca vai chegar à limitação do aquecimento que a gente precisa que é de 1 grau e meio”.
Interessante que você não vê essa gente andando de ônibus, andando de bicicleta, andando a pé, você só os vê andando de carro próprio, dos caros, de aviões que poluem mais do que qualquer coisa, de navios e etc. Essa gente toda teve que ir com meios de transportes poluentes até Glasgow para dizer que é mais gostoso você andar de bicicleta nas cidades. Se as pessoas quisessem andar de bicicleta, elas andariam, elas não gostam de bicicleta, e é por isso que cada uma quer ter seu carro.
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Fim dos combustíveis fósseis
Um mundo livre de transportes movidos a combustíveis fósseis pode estar se aproximando.
De acordo com debates desta quarta-feira, veículos elétricos, navios de transporte que usam apenas combustíveis sustentáveis e aviões que voam com hidrogênio verde podem sair do universo da ficção em breve, já que muitos governos e empresas relataram estar investindo para que se tornem realidade.
Mais de 100 governos nacionais, cidades, estados e grandes empresas assinaram a Declaração de Glasgow sobre Carros e Ônibus de Emissão Zero. O texto prevê encerrar a venda de motores de combustão interna até 2035 nos principais mercados e em 2040 em todo o mundo. Pelo menos 13 nações também se comprometeram a acabar com a venda de veículos pesados movidos a combustíveis fósseis até 2040.
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