Como baratear os produtos brasileiros no mercado nacional e internacional?
- Thiarles Sosi
- 8 de jul. de 2020
- 3 min de leitura
Como baratear os produtos brasileiros no mercado nacional e internacional?
Entre as coisas que estão sendo discutidas pelos conservadores e por aqueles que sentem o perigo de ter dado tudo para a China, tornando-a na “Fábrica do Mundo”, está o famigerado boicote aos produtos chineses, não mais do que justo e necessário, num momento onde o mundo depende inteiramente dos produtos chineses para a própria manutenção da saúde pública é um absurdo.
O boicote aos produtos chineses deve vir da inteligência dos brasileiros, não dá para simplesmente abandonar tudo o que vem da China inicialmente, mas antes faz-se necessário incentivar o mercado interno comprando produtos brasileiros que sejam o mais barato possíveis no mercado, a fim de fomentar a concorrência, sabe aquele salgadinho de marca que tu compras por frescura e que ainda vem do exterior? Pare de comprar, compre de pequenas empresas nacionais que empregam no interior, aliás é por falta de patriotismo, coisa que nos Estados Unidos tem de sobra, que pequenas empresas industriais no Brasil falem por causa das concorrentes internacionais que se achegam volumosamente sobre a nação e levando o dinheiro embora. Não sou contra as empresas internacionais, acho que deve haver concorrência mesmo para melhor a qualidade das brasileiras, porém, falta patriotismo quando por marca um brasileiro abandona as pequenas empresas para alimentar as gigantes multinacionais apenas para “fazer parte do grupo”.
Porém, a minha intenção é elencar o óbvio para tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado nacional e internacional, já que para que o boicote surja efeito, é preciso que os produtos brasileiros sejam bons e baratos:
Imposto único sobre os produtos, fora a redundância de impostos em diferentes níveis;
Imposto zero para produtos frutos da criatividade e inovação;
isenção de impostos para empresas de pequeno porte que estejam nos estágios iniciais de arrecadação de lucro e financiamento de projetos;
impedimento de compra de empresas startups por megaempresas monopolizadoras;
proibição de compras de empresas estratégicas por parte de uma que forme monopólio de tal maneira que quebre a concorrência;
investir pesado em infraestrutura e trasporte intermodal;
produção de energia barata e abundante, vindo da exploração de petróleo, gás, água, eólica, bagaço de cana, entre outras, energia abundante e barata;
descentralização e fomentação industrial em pequenas e médias cidades com isenção fiscal, diminuição de tributos para empresas que migrem para o interior. Para aqueles que gostam do meio-ambiente, diminuição de impostos para a proporção de investimentos feitos para diminuir os danos ambientais; incentivo à sustentabilidade se faz assim, se cobrar impostos e ainda exigir uma pesada legislação ambiental é uma filha-da-putice;
Impostos para produtos e serviços devem ser voltados para os municípios que os produzem, e não irem de maneira alguma para a União, Brasília não tem nada haver com o que se fabrica em Ribeirão Preto ou Londrina…
A lei deve incentivar a criatividade, não puni-la como vem fazendo com todos os trabalhadores, e os fomentadores de crédito deveriam oferecer linhas aprazíveis para os pequenos empreendedores, não mergulhá-los numa dívida;
Os produtos chineses são mais baratos justamente por haver um investimento pesado em tecnologia, matéria-prima, impostos, inovação, leis, salários, descentralização, zoneamento industrial adequado que fomente um barateamento absurdo. Em tese no Brasil deveria poder igualmente ser barato e até mais, já que o Brasil é produtor de matéria-prima para a China. A única coisa que o Brasil não possui em vantagem é uma coordenação adequada para a industrialização, e mão de obra barata e abundante na mesma proporção que a chinesa, porém, há muita gente no Brasil que pode ser colocada na rota da mão de obra, se a indústria brasileira oferecer melhores meios para os trabalhadores nela viverem, são quase 100 milhões de pessoas no Brasil cujos trabalhos e produtividade estejam muito abaixo da capacidade. Se toda esta gente tivesse suas capacidades de trabalho e geração de riqueza para si e para as empresas, e consequentemente para a nação, o Brasil em poucos anos tornaria-se das maiores verdadeiras potências econômicas mundiais e pararia de ficar no vai e vêm do mercado financeiro. É a força de trabalho que faz a riqueza do país, não valorização de ações no mercado financeiro.



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