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Brasil x Estados Unidos: Semelhanças e diferenças 2

1ª Série de artigos: Brasil e as Ideologias

Brasil x Estados Unidos: Semelhanças e diferenças parte 2

Mapeando as características nacionais


Quero trabalhar melhor a afirmação de que o Brasil é Centralizador, Conservador, Improvisador, Católico, Miscigenador e Fraternizador:

  • Centralizador, o Brasil tende a centralização não porque é esquerdista ou socialista, mas porque o país foi surgido numa educação imperial, primeiro com os portugueses, em seguida com a Espanha dos Filipinos, em seguida pelos portugueses dos Bragança, depois como um Império próprio no século XIX, e já quando o Brasil tornou-se numa república o caráter centralizador e imperial continuou ainda que tenha se criado a Federação a imitação dos Estados Unidos, coisa que não deu certo evidentemente até hoje! Por não ter dado certo a federação, a centralização desordenada e republicana criou no Brasil a instabilidade política sucessiva ao longo de todo o século XX, chegando ao século XXI passando por um novo modelo de centralização imperialista, mas dessa vez de ordem marxista com o ‘sistema democrático’ Tucano-Petista. Usando a comparação da árvore, o Brasil passou a ser governado por uma e outra folha, as vezes uma folha verde, outras vezes uma folha seca, essa folha (grupo, oligarquia, entidade, comunidade) passou a controlar o tronco e a partir de uma tirania do tronco para toda árvore.

  • Conservador; apesar de parecer contraditório que o brasil seja centralizador e conservador ao mesmo tempo, ele é conservador nos seus costumes, não aceitando ou tolerando reformismos que abalem a lei natural como a vida, família, e propriedade. A razão para tudo isso é que o Brasil sempre teve um temor reverencial e piedoso quanto as Leis Divinas e quanto as Autoridades Constituídas, coisa que é muito comum em todas as sociedades tradicionais pelo mundo, isto só é uma exceção nos Estados Unidos e nas sociedades por ela imitadas em que as autoridades só são respeitáveis desde que atenda aos seus interesses. Por isso no Brasil a visão macropolítica tende a ser positiva para o cargo de líder máximo da nação, mas não aceita fraqueza de ação, a atitude do governante deve ser sempre positiva e nunca tribalista, coisa que nos Estados Unidos é o contrário, por isso que no Brasil todo presidente que possui um discurso tribalista tende a ser ignorado, mas aquele cujo apelo é para a nação acaba angariando os votos, caso é de Bolsonaro! Mas voltando a refletir como na comparação da árvore, desde o Brasil república o país passou a ser governado por grupos específicos que não possuíam visão nacional, apenas uma visão grupal. As folhas passaram a disputar o governo do tronco (imperio) para dominar a árvore (nação) segundo os seus interesses grupais.

  • Improvisador; o Brasil é uma nação de improvisos, vive de improvisos, vive da falta de planejamento, é um país que não faz planos para o longo prazo, só enxerga a imediatez dos efeitos, por isso que idéias liberais ou marxistas não conseguem apoio, pois não possuem respaldo na imediatez (aqui não julgo a eficiência dos dois modelos), por isso é um país suscetível a exigir progresso rápido e imediato e também por isso tende a cair em discurso populista, demagógico, e fascista como ocorreu com Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Lula e Dilma. A exceção dos últimos tempos foi a eleição de Jair Bolsonaro, mas veja só, a eleição dele foi improvisada e o seu governo também o é atualmente!

  • Católico, o Brasil é um país profundamente católico, a catolicidade está em toda a macro e microvisão do país, porque a Igreja Católica foi quem construiu o Brasil e não o “Império Português” como dizem por aí, foi a Igreja Católica quem criou a síntese das raças e culturas, as bases que permitiriam o surgimento de uma civilização “global” dentro do Brasil. Veja só, a Igreja Católica teve muitas experiências de construir civilizações ao longo do tempo, a Civilização Ocidental é uma delas, e se o Brasil é da Civilização Ocidental é também da Civilização Católica no sentido de Universal e Católica ao mesmo tempo, isto explica o caráter globalizante do Brasil, explica também sua capacidade de abrigar todos os povos e culturas desde que estas aceitem a ‘miscigenação das almas’ num imenso corpo para um bem maior, isto é a nação-igreja, uma nação de Corpo Místico de Cristo. O Brasil é por assim dizer, uma espécie de nação-igreja, coisa que a Igreja Católica tentara criar no Império Romano, mas não conseguira, depois criara a “Cristandade” na Europa como um primeiro esboço para a Nação-Igreja Universal, mas também não conseguira, pois havia ainda todo o mundo para conquistar e evangelizar para além da Europa. O Brasil é por isto, a última e única tentativa bem sucedida da Igreja Católica de construir a sua Cristandade Universal e Nação-Igreja Católica, mas se foi bem sucedida na construção da nação, na miscigenação e no sentimento de fraternidade, fracassou por uma série de golpes contra ela como por exemplo o golpe do Marquês de Pombal que matou a catequese jesuítica, aquela que estava a frente da construção deste imenso projeto de Cristandade Universal e que foi golpeada por esse mesmo motivo, reduzindo o Brasil de então de uma Cristandade Universal Nação-Igreja Católica para uma Fornecedora de Matérias primas para Portugal, sobretudo ouro, coisa que continuou a ser até os dias de hoje!

  • Miscigenador; como expliquei no item anterior, por causa da Igreja Católica a miscigenação tornou-se numa lei natural no Brasil e a sociedade não mais passou a ser dividida em raças e cores, mas em esquemas muito mais complexos e íntimos como famílias, clãs, posses, status social. No brasil a miscigenação é uma lei natural, coisa que nos Estados Unidos é algo absurdo, já que lá natural é preservar ao máximo suas origens não se misturando. No Brasil a origem e sustentação do país dá-se nessa mistura pois faz parte da essência mesma do que é ser brasileiro, um miscigenado (não apenas racialmente como se pode pensar) total (racial, cultural, íntimo, filosófico, político e etc.). Por esta característica de misturar tudo e todos, ideologias segregacionistas fazem e fizeram um grande mal a nação, por exemplo a ideologia eugenista no fim do século XIX provocou o racismo contra os negros e índios, a ideologia nazista provocou o preconceito contra os não brancos-alemães, a ideologia marxista provocou a cisão social entre as raças, classes sociais, homens e mulheres, pais e filhos, e provocou a rachadura religiosa quando estas mesmas ideologias abraçaram a teoria darwinista cuja doutrina ensina que há uma seleção natural onde os melhores sobrevivem. Devido aos desvios sociais e econômicos de séculos no Brasil, mas que possuíam alguma harmonia porque os ricos possuíam deveres quanto aos pobres por caráter moral, houve então uma segregação social e racial que só foi crescendo a medida que o país foi se tornando menos católico como hoje o é! Também houve o republicanismo que dividiu o país em partidarismo grupais, o positivismo institucional que empobreceu a síntese cultural.

  • Fraternizador; o Brasil é essencialmente fraternizador e a raiz disto está na Igreja Católica que criou e obrigou a sociedade surgida no brasil a ser fraterna, mas fraterna não de maneira igualitária como a ideia marxista sugere, mas a fraternidade como a de irmãos mais velhos que cuidam dos mais novos, irmãos mais fortes que cuidam dos mais fracos, este relacionamento provocara a diferença nas relações sociais entre “as tribos” brasileiras, esta diferença era de respeito de reverência ainda que tenha provocado muitos problemas. Com o rompimento do Império do Brasil e da educação católica, houve também o rompimento do Estado Brasileiro com a Igreja Católica, por isso, o Estado Brasileiro foi tomado por uma tribo (a dos republicanos) e com ela a relação de fraternidade (no sentido de responsabilidade para com o próximo) foi rompida e o estado brasileiro passou a ficar dependente de qual tribo está no poder e por sua vez dos interesses que a esta mesma tribo convém. Um exemplo muito prático disso foi a situação dos escravos libertados em 1888 pela Lei Áurea, a situação social, econômica e financeira deles não chegou a ser resolvida porque quem cuidava do destino deles e que seria a futura Rainha Imperatriz do Brasil a Princesa Isabel, foi golpeada ainda no reinado de seu pai o Rei Imperador Dom pedro II pela tribo dos republicanos que defendiam os interesses de outra duas tribos; a dos cafeicultores paulistas e a dos militares positivistas (que até hoje assolam o Brasil com suas formidáveis ignorâncias). O resultado desta catástrofe política e social foi que os escravos libertos ficaram marginalizados sem emprego, sem terra, sem sustento, e com isto nasceram as favelas do brasil e das suas grandes cidades!

Mas agora quero acrescentar uma sétima base que não possui respaldo com a nação norte-americana, mas cuja estrutura é base fundamental para a identidade nacional brasileira: Paternalista.


O Brasil é um país paternalista e por isso tende a ver o governante nacional como um pai, essa visão vale para um pai amoroso como também para um pai severo, porque pais as vezes são amorosos e as vezes severos. Isto explica a obediência brasileira às ditaduras, também explica como populistas ganharam multidões (como Getúlio e Lula), também explica certa frieza e cautela quanto aqueles que não possuíam igual apelo popular como Floriano, Deodoro da Fonseca, Juscelino e Fernando Henrique. Mas a raiz dessa visão paternalista do governante nacional não provém do presidencialismo e do republicanismo, muito menos do positivismo e do marxismo, veio da monarquia católica brasileira. A Visão que a nação tinha dos reis e imperadores brasileiros era de de filhos diante do pai. Quem sentiu este ‘amor filial’ pela primeira vez foi Dom João VI de Portugal quando junto com as cortes portuguesas vieram para o Brasil fugindo das guerras napoleônicas e assim, aportaram em Salvador, Bahia, o calor humano era tão grande que João VI nem queria sair de lá para ir ao Rio de Janeiro, a capital do Principado do Brasil! Mas chegando no Rio teve outra confirmação deste amor humano profundo pelos reis católicos portugueses, ainda que estes nunca tivessem pisado no Brasil antes. Mas a permanência de Dom João VI no Brasil só fez o amor e o apego mútuos crescer formidavelmente a ponto de El Rei não querer mais voltar para Portugal mesmo depois de resolvida a crise napoleônica. Porém a pressão era grande devido a revolução liberal que estava vigente em Portugal, ele teve que voltar, mas deixou seu filho que se tornou no novo pai da nação, e pai de uma nação independente e imperial! A visão paterna de Dom Pedro I se confirmou também nas imperatrizes de tal forma que quando da morte de Dona Leopoldina o povo chorou a morte da “Mãe dos Negros” como os próprios negros e escravos a chamavam! Mas foi com Dom Pedro II que a visão de um Pai se concretizou de tal maneira que Dom Pedro II era a síntese, o Império, o Tronco e a Nação se confundia com ele mesmo, porque ele agregava em si tudo o que o país procurava ser naquele momento, isto explica até suas simpatias pelo republicanismo (uma das folhas golpistas!), mas sempre reconheceu que a monarquia era o melhor para o Brasil e que essa mesma monarquia muito estava ligada a ele mesmo, tanto foi assim que ele renunciara a uma guerra civil para ter o Brasil em mãos aos republicanos ingratos que não apenas o expulsou do país, como também proibiu a sua volta até sua morte, como se fosse a pior espécie de bandido, nem o Lula foi tratado desse jeito!


A visão paterna provém da fé católica, mas também possui características brasileiras próprias como o fato de que eram os homens no Brasil que saiam em direção ás matas, florestas, rios, minas, montanhas e exploravam, conquistavam, e enriqueciam a família com suas conquistas, fossem dignas ou não, fazendo assim uma desigualdade entre as relações de pais, mães, filhos, maridos e mulheres, não foi um patriarcalismo de cunho classista ou sexista como apregoam os marxistas, mas um patriarcalismo construído por situações sui generis num Brasil selvagem que precisava ser domado e civilizado, parte da brutalidade da terra endureceu também os homens que dela se apropriou, e isso gerou disparidades nas relações humanas notáveis que até hoje ressoam suas sombras em forma de violência doméstica.

A alta periculosidade da vida pública brasileira obrigou as mulheres a ficarem mais escondidas dentro dos casarões, enquanto os homens eram os “guerreiros’ que enfrentavam o tenbroso mundo das ruas e fazendas, onde a valentia se fazia necessária como manifestação de força e poder. Isto criou uma disparidade entre o mundo das mulheres, doméstico, e o mundo dos homens, a sociedade.


Outras mazelas o paternalismo tem deixado na vida brasileira, como a ideia de que o Estado precisa bancar a vida pública e o desenvolvimento social, coisa que é exatamente o contrário nos Estados Unidos, onde o indivíduo é quem tem que tomar a iniciativa da própria ascensão e progresso social. No Brasil o cidadão médio se vê no direito, e por deveras injustiçado, em exigir do Pai Estado o seu sustento e progresso social; educação, moradia, tratamento médico, transporte, faculdade, auxílio econômico, alimento, segurança, e outras coisas mais. Nos Estados Unidos não é assim, eles sabem que quem sustenta o Estado são os indivíduos, por isso, estes tem liberdade e primazia sobre aqueles, é claro que disso pode resultar em desvios importantes, mas sem sombra de dúvida que gera uma sociedade economicamente mais pujante e saudável, e é aqui que quero chegar; o único motivo pelo qual há brasileiros querendo transformar o Brasil num Estados Unidos e creem piamente que esta é a solução para o país, é o fator econômico, os pró-anglo-saxonistas acreditam que apenas copiando o modelo americano todos os problemas do Brasil seriam solucionados, quando na verdade a mera transplantação do modelo estadunidense para o brasileiro além de inviável, intransponível, impossível, traria agravamento dos problemas para o país tanto quanto o comunismo, positivismo e outras abordagens macrossociais políticas.


Como expliquei de maneira metafórica, os Estados Unidos são uma pirâmide construída de baixo para cima, o Brasil é uma árvore com raízes já estabelecidas e cujo tronco é único comum para toda a nação. O que os pró-anglo-saxonistas desejam é construir uma pirâmide de cima para baixo num país que é árvore, este é o problema. Os modelos brasileiro e americano são quase incomparáveis se a gente se aprofundar bem, pois ambos foram formados a partir de matrizes completamente diferentes.


O problema é que os pró-anglo-saxonistas são semelhantes aos marxistas e liberais, acreditam que o único problema do Brasil é não ser: Estados Unidos, Comunista, ou Capitalista de Livre Mercado respectivamente. Eles acreditam que meras fórmulas ideológicas são capazes de abarcar toda a complexidade de um sistema nacional como o do Brasil, é evidente que tal tipo de pensamento só reforça a criação de Tribos Novas que reiniciarão disputas de poder continuamente sem haver um fim.

Os pró-anglo-saxonistas são em sua maioria protestantes e por isso mesmo se entende que se envergonham da história do Brasil, quando o fazem ignoram a essencialidade do papel que a Igreja Católica teve na formação das bases nacionais. Eles ignoram assim como o fazem em relação à Civilização Ocidental, à Cristandade, às Universidades, Escolas, Mosteiros, Bíblia, Leis, literatura, Ciência e tudo o mais; eles acreditam piamente que tudo isso existiria de qualquer jeito por mera evolução natural histórica, fruto de uma pseudovisão darwinista, de positivismo e naturalista que por sua vez justificou a colonização e imperialismo de exploração européia à África e Ásia nos fins do século XIX e século XX devido à “supremacia branca”. Ora, nem de longe a tal da colonização portuguesa e espanhola no Brasil criou um monstro imperialista como foi o Império Britânico cujo único objetivo era se enriquecer o mais rápido possível diante de todas as riquezas dos povos inferiores dominados. O desprezo com que a Inglaterra dirigiu o mundo foi algo de dar até dó, não agregou absolutamente nada de profundamente importante, nada de uma visão mística, evangelizadora, de uma filosofia integradora, antes semeou o preconceito racial no mundo inteiro, e declarou a utilidade econômica dos povos e nações, cuja ideia permeia até hoje sobre o mundo.


A visão liberal está atrelada à visão anglo-saxônica, a Grã Bretanha conquistou e governou o mundo com a finalidade única de estabelecer comércios e se enriquecer, atualmente boa parte das grandes empresas mundiais pertencem às famílias de empresários britânicos que ostentaram poder e fortuna desde os tempos do Imperialismo britânico. Ora, é esse tipo de visão que os pró-anglo-saxonistas tem do mundo anglo-saxão, veem um progresso econômico liberal e totalmente desvinculado das responsabilidades sociais nas sociedades vigentes, para eles os pobres devem se virar sozinhos, e se os ricos os explorarem devem esperar a vinda de outros ricos menos exploradores. É evidente que este tipo de visão não é cristã e muito menos católica porque vive longe da caridade. O princípio cristão católico é o da subsidiariedade, que é a justa distribuição das riquezas e da autoridade, justa não quer dizer igualitária, quer dizer que a riqueza e a autoridade são ordenadas para um bem maior que é o de alimentar e prover as necessidades de todo um corpo, para os católicos trata-se do Corpo Místico de Cristo que é também a sua Igreja, assim a riqueza serve para os fiéis membros deste corpo como um meio de amar ao próximo como a si mesmo, de nutrir e prover em suas necessidades porque assim fazendo para aqueles que são menores e que mais precisam, fazem ao próprio Cristo que é Grande e Pequeno nos seus membros. A subsidiariedade implica em deixar o que cada um pode e consegue fazer por força de seu potencial, isto é, não roubar suas capacidades e nem inibindo sua vocação; por exemplo, livre iniciativa para os indivíduos, propriedade privada para indivíduos, famílias e associações que é o terreno para se estabelecer aquela livre iniciativa, delegar assuntos de interesse público que não podem ser tratados pela sociedade civil organizada a um governo local como o município, e a partir disso ir delegando à instâncias maiores semelhantemente aos galhos de uma árvore que vão se unindo a outra maior e maior até se chegar ao tronco que é o corpo principal da nação, o corpo central encabeçado pelo chefe de Estado e Governo.

Os pró-anglo-saxões veem o Brasil como um país fracassado que precisa ser totalmente demolido para ser reconstruído do zero, em suma, são semelhantes aos revolucionários, porque não se apoiam nos símbolos nacionais para unificar e construir a nação. Em parte isto possui uma explicação; os republicanos destruíram a imagem do Brasil anterior à República com a finalidade de convencer e manipular as massas de que o novo Brasil republicano era a evolução máxima do país para um país de progresso e felicidades plenas, ideia que foi encabeçada pelos positivistas (Ordem e Progresso na bandeira, lembre-se), o novo Brasil era uma máquina que deveria ser governada pela ciência e que chegaria ao pleno progresso da humanidade, progresso este totalmente voltado para as ciências, é evidente que tal visão era meramente utópica, pois não existe um progresso social máximo a alcançar, não exite uma evolução científica máxima a chegar, não existe um paraíso técnico a ser alcançado, tudo isso são meros fetiches de uma época em que se acreditava que a ciência divorciada da fé levaria a humanidade ao seu fim último, isto é, a Salvação Eterna. Ora não existe salvação pela ciência empírica, uma vez que a Salvação Eterna só é possível na Vida Eterna e esta apenas é conferida por uma Religião que dita seja verdadeira e que leve o homem a sua plena felicidade, mas esta felicidade só pode ser alcançada para além da vida terrena limitada e cíclica, isto é claro e evidente uma vez que sabemos que a vida do homem é limitada. Falar algo em “Progresso da Humanidade” de modo puramente científico é demagógico, pois se todo homem morre, e não existe vida eterna, não existe uma lei que conduza à vida eterna, a ciência é meramente um instrumento humano e nunca possui um limite que leve ao seu fim último, então não será a humanidade inteira que será salva e viverá eternamente nos braços do “Progresso”, mas um pequeno grupo humano que usufruirá num futuro infindável e inalcançável, portanto, o progresso científico será uma meta a se alcançar sem nunca alcançar. Será uma eterna corrida sem jamais completá-la, será fadiga inútil dos homens presentes em prol de uma felicidade humana plena futura que não chegará. Quem não percebe que esta é a mentalidade de todas as ideologias que governam a humanidade atualmente? Nazismo, Fascismo, Socialismo, Marxismo, Comunismo, Esquerdismo, Liberalismo, Ecologismo, Feminismo, Capitalismo Financeiro, Positivismo e etc.? Todas as ideologias que governam o mundo atualmente tem em comum a sua ideia de progresso pleno da humanidade por meio da Ciência, coisa que é absurda e ridícula, ninguém que pense nisso seriamente acredita nisso. Porém, este fetiche leva a humanidade a se fantasiar de progresso e vida eterna por meio da ciência e das ideologias que a defende, isto explica o pânico causado pela pandemia de Covid-19; de repente as pessoas se viram diante de uma barreira maior do que elas, de um problema que a “ciência” não consegue dar respostas tão rápidas e eficientes quanto deveria, em suma, a humanidade está percebendo que a ciência não é um deus infalível, ele é um boneco feito de opiniões de quem os manipula, assim é toda a ciência, ela é um instrumento e não um deus a se adorar. Os verdadeiros deuses da ciência são os homens que manipulam a mente das massas com a ideia de um progresso ascendente, o caráter futurista da ciência e das ideologias que governam o mundo atualmente dão autoridade presente aos homens do poder e das ciências sobre algo que eles veementemente não possuem, isto é, o domínio das ciências plenas e do progresso plenos. Quem disse para os nossos belíssimos cientistas atuais que a ciência deles é benéfica? Quem disse para eles que a ciência que eles trabalham é um progresso a diante na história? Quem disse aos nossos atuais governantes que o que eles pretendem fazer chama-se progresso? Quem disse que a humanidade evoluiu para além do que ela foi há 100 anos, Mil anos, 10 mil anos, 100 mil anos, 1 milhão de anos atrás? Houve maior acúmulo de registros da humanidade, isto é verdade, mas não um acúmulo do conhecimento, quem sabe o que produziu em conhecimento a humanidade inteira há 100 anos atrás? E há 10 mil anos? E há 2 milhões de anos? Nada, ninguém pode medir tal coisa, quem pode medir todo o conhecimento humano acumulado no ano de 2019? E agora em 2020 quando surge um novo problema à humanidade, problema este que já ocorreu milhares de vezes e muitissimamente pior em outras épocas, quem sabe plenamente o que a humanidade no passado fez para lidar com estes problemas? Como foi lidar com o desespero em não saber como combater um problema? Eles não sabiam da existência de vírus e bactérias, mesmo assim sobreviveram, mesmo assim superaram, porque sobreviveram e como superaram? Não seria obra magnífica de um conhecimento que estava oculto a eles? Eles não sabiam da existência dos anticorpos e das vitaminas, mas tinham confiança no sobrenatural e em Deus, ou pelo menos, em algum deus providente, ora a situação de uma humanidade que se apoia numa ciência que é algo feito de opiniões arbitrárias é muitissimamente pior que uma humanidade pagã que acreditava na providência divina, porque mesmo sem saber quem é o deus verdadeiro, o seu nome, seu pensamento, mas intuíam sua existência de forma que contavam com ele para superar grandes e graves problemas, cada povo com sua maneira, fosse mais ou menos correta. Mas para aqueles que creem na Bíblia (como eu), este Deus providente revelou-se à humanidade em Abraão e por fim em Jesus Cristo de maneira plena, porque era Ele mesmo. É interessante notar que nos evangelhos dizem que “Na plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho à Humanidade para redimi-la, salvá-la e dá-la a Vida Eterna que é Viver com Ele”, em poucas palavras evangélicas podemos encontrar todas as respostas que hoje nos assolam: Qual foi o ápice da humanidade? Foi no tempo da Encarnação do Verbo de Deus, 2 mil anos atrás! Qual é a felicidade plena humana? Ter os seus pecados perdoados, e viver com Deus na bem aventurança. Qual será o pleno progresso da humanidade? Viver a vida eterna nos braços de Deus. Ao invés da utopia ideológica é a Vida Eterna dada e crida numa pessoa que acredita-se ser o Filho de Deus, aquele que possui o Pleno Progresso, Felicidade e Vida nas mãos e que há dar a quem Ele quer. A plenitude da humanidade já fora alcançada (não sob a forma como os próprios homens a veem, pois o evangelho refere-se a uma plenitude metafísica, psíquica, cultural) há 2 mil anos atrás a humanidade já estava preparada e ansiosa para receber o Messias! Quando os pró-anglo-saxonistas anseiam por um Brasil idêntico aos Estados Unidos eles anseiam o progresso científico e a plenitude técnica da nação como uma máquina de riqueza, coisa claramente torpe e de baixo nível e que se choca às milhares de ideologias que afloram pela humanidade e que apregoam possuir a chave para o “progresso e felicidades plenas do homem”. Esta ideia de progresso e felicidade plenas trazida pela ciência empírica e pela tecnocracia foi tão enraizada na mentalidade política do brasileiro que ela foi imposta na bandeira nacional positivista (Ordem e Progresso) e no seu lema pátrio (Brasil, País do Futuro); com ela o Brasil passou a ser eternamente o país do futuro, futuro que nunca chegará pois não há um futuro estacionado que se torne presente chamado “Ordem e Progresso”. Esta mentalidade pueril só pode levar o país para um eterno caos de disputa de poder ideológico que é o que ocorre hoje em dia. Dito isto, temos um país que virou palco das disputas revolucionárias por todos os lados políticos.

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