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Black Lives Matters para antes de você apoiar

Série de Artigos: O Brasil e as Ideologias:

Black Lives Matters para antes de você apoiar


Nos últimos dias vemos protestos nos Estados Unidos, no Brasil e no mundo a respeito de um escândalo que foi a morte de George Floyd, um negro morto cruelmente por policiais em Minneapolis nos Estados Unidos. A partir deste fato, terrível e infelizmente comum, iniciou-se protestos em todo aquele país e também pelo mundo a partir de fatos presumidamente semelhantes. Mas no Brasil, a ideia destes protestos é fomentar a ideia de que os negros que morreram no Brasil fora por causa do racismo. Ora, atribuir ao racismo a morte de todos os negros que morreram de forma violenta, é a mesma lógica para a morte de homossexuais, mulheres, índios, crianças, pobres. Mas você já percebeu que ela ignora a morte de policiais? De brancos? De ricos? E isto ocorre porquê? Por uma ênfase narrativa.


Não que não haja este tipo de violência específica, há e muita, mas o que acontece é que o mero ‘privilégio’ de um determinado grupo significa que atende a uma determinada narrativa política. Qual narrativa é esta? A narrativa de que há grupos étnicos, sociais que não são prejudicados ‘pelo sistema’ unicamente por pertencerem a tais classes, para isso vale tudo, até incluir como morte por racismo, todas as mortes de negros, incluir por feminicídio, todas as mortes de mulheres, mortes homofóbicas, todos os homossexuais mortos. Repito, aqui não quero dizer que não exista, mas que tais crimes são inflados para determinar uma agenda política classista.


Tal inflação é utilizada para trazer ao Brasil a mesma ideia de que existe tal tipo de racismo no Brasil. Mas tal racismo é importado, assim como a luta e reivindicações dessa agenda política, em outro artigo; O movimento Negro e suas incoerências, eu falo mais profundamente sobre isto. O racismo no Brasil não possui respaldo americano, pois neste país o racismo é produzido e não parte do mesmo drama dos negros nos Estados Unidos.

Esta coordenação em várias partes do mundo não é fruto de uma mesma situação que pode ser encontrada em vários lugares, mas uma coordenação político-midiática que em vários lugares do mundo possui representantes, neste caso, não trata-se de Movimento Negro porque não existe movimento negro internacional unívoco, existe o apadrinhamento de tais movimentos, onde eles existem, para trabalhar com as mesmas estratégias, reivindicações, mesmos problemas, mesmo que artificiais, por grupos político-econômicos que dominam e financiam a mídia.


Você não vê este movimento, por exemplo, obrigar emissoras como a Globo, a contratar negros tanto quanto brancos, você não vê a contratação de mestiços na globo que fuja dos estereótipos do movimento negro, como pessoas comuns que não possuem cabelo black power ou que não more nas favelas do Rio de Janeiro. Assim como você não vê, pessoas comuns que não sejam musculosas e fora dos padrões de beleza de homens musculosos ou brancos estereotipados ou negros estereotipados. Você não vê jornalistas, apresentadores e atores que não sejam estereótipos e cariocas, o que indica um certo preconceito regionalista. Em suas novelas, a Globo só contrata atores cariocas ou que se tornam cariocas, e mesmo em novelas que se passam no Nordeste, os atores são os mesmos, onde eles precisam mudar o próprio sotaque para parecer nordestinos, novamente trabalhando com estereótipos, isto sim, para mim, é sinal de preconceito tremendo.


Tudo isso para dizer que, infleizmente, o Black Lives Matters não se trata de um movimento sadio de reivindicações negras tais como houve antigamente, é apenas a fomentação de um processo revolucionário anticivilização.


Revolucionário pois reivindica uma mudança das bases da sociedade, ou melhor, uma quebra delas; anticivilização pois busca a desestabilização e fomentação de uma nova sociedade hierarquizada em novas bases.


Nessa nova sociedade, o nível mais elevado é uma casta inquestionável e inalcançável aos citados nas classes mais baixas. Nas castas mais baixas há aquelas sociedades que atualmente formam as bases da desestabilização da sociedade, por exemplo, o movimento negro, LGBT, movimento feminista, movimento indigenista, movimento terceiro-mundista, movimento neonazista, movimento sionista e anti-sionista, movimento comunista, movimento operário, movimento estudantil, movimento universitário, movimento classista, movimento ecologista entre milhares de outros. Todos estes movimentos podem ser chamados de “tribalista” porque cada um defende os interesses de seu grupo que ajuda fortalecer a uma macros sociedade não-tribal, mas globalista, porque engloba as várias tribos em torno de uma nova sociedade, para isso, é necessário derrubar as camadas intermediárias de base da civilização presente como: família, comunidade, cidade, nação, religião. A destruição da família e da sociedade de base como a cidade, implica em destruir os meios de subsistência dessas populações tornando-as dependentes de uma macropolítica mundial que abarque todas. A miserabilização das camadas básicas leva ao empobrecimento orgânico da sociedade, provocando a atomização dela, esta atomização, por sua vez, leva o indivíduo a buscar novas bases identitárias onde encontra lugar nesta nova sociedade, se o indivíduo possui pele escura, ele delega os seus fracassos à sua cor de pele, a existência de uma tribo antirracista por sua vez o recruta para uma luta que fomentará a criação de uma nova sociedade que demole esta, e constrói aquela, globalista.


É nesta perspectiva em que se encontra o Movimento Negro e é nessa perspectiva que se encontra o Black Lives Matters, como palavra de ordem de um investimento de engenharia social.


Este movimento não é espontâneo, antes você deve prestar atenção numa coisa: Se algo acontece em dois lugares ao mesmo tempo com o mesmo fenômeno, então este mesmo fenômeno não é espontâneo, mas coordenado politicamente. Então o que você deve fazer é o mapeamento de onde vem este movimento, de onde vem a mentalidade e a mente que coordena tudo isto. Não é apenas um movimento anticolonialista, mas um movimento que arquiteta construir um novo tipo de colonialismo.


Este novo colonialismo implica num novo tipo de escravidão, é a escravidão onde o homem básico e comum é escravizado e cooptado a criar e a alimentar tal sistema de escravidão com o seu trabalho. Ele será recompensado, terá todas as benesses de uma sociedade economicamente desenvolvida e pujante, isto é, ele terá o básico para viver e viver bem do ponto de vista material, mas a sua vida espiritual e intelectual terá sido toda delegada a uma casta superior que pensará por ele.



Não pense que tal tipo de sociedade não levará às maiores barbaridades, já que sua liberdade, pensamento e alma terá sido entregue às mãos de uma casta superior, você será não mais do que um gado, um cão de trabalho, que será considerado diante de um número segundo a utilidade ou não de tal neste mundo. Quando a sua presença se tornar um fardo superior ao benefício de te manter, será morto tranquilamente e sem quaisquer questionamento, pois você terá sido apenas um escravo inútil.


A nova escravidão é a que torna você numa peça de um jogo que eternamente se aprimora e fortalece, onde os níveis de liberdade são cada vez maiores para os mais elevados, e cada vez menores aos mais básicos.


O desenvolvimento progressivo da sociedade levará a uma hierarquização dos recursos, e estes por sua vez, cada vez mais destinados aos mais elevados de tal sociedade. Embora alguém possa questionar a viabilidade de tal sistema, dizendo que há muitos movimentos que desejam a nivelação da sociedade para o menos desigual possível, na verdade é bem ao contrário, desde que os movimentos revolucionários passaram a conduzir a história das nações, o poder de grupos para com os outros só aumentou; os empresários fortaleceram-se ainda mais, mas não o pequeno empresário, mas o grande empresário. As empresas tornaram-se de governos paralelos, empresas como Apple tornaram-se tão grandes e tão poderosas que ninguém pode acusar ninguém ali, pois a empresa tornou-se num santo intocado, que embora o seu poder se fortaleça cada vez mais, e por mais que possa haver corrupção entre os seus dirigentes e funcionários, é o que ela representa e significa que é importante, por isso ações contra empresas imperialistas se tornam fúteis e inúteis.

O novo imperialismo é capitaneado pelas empresas e por megaempresários que já não são donos dessas mesmas empresas, e cujas fortunas estão para além do bem e do mal, e para além das suas próprias empresas. Bill Gates não é mais dono da Microsoft, porque ele se tornou muito maior do que ela, ele possui sua fortuna transformada em tantas mais empresas que elas se tornaram em meios de poder e ação dele, por isso, a Microsoft se tornou numa mera arma nas mãos de Bill Gates. No caso de George Soros, são as milhares de ONGs que são alimentadas por ele e com o seu dinheiro no mundo todo e que ao seu pedido, promovem uma série de protestos “espontâneos” no mundo inteiro!


Para passar a impressão de que a opinião pública defende algo não é necessário gastar milhões para convencer o povo na base de que eles precisam defender isto, basta pagar a classe artística, atores, diretores de cinema e televisão, jornalistas, canais de rádio e TV, cinema, jornais, notícias, patrocinar estudantes em universidades, conferir bolsas, viagens, bons empregos para promover e defender determinadas agendas e pronto! Você já tem uma falsa opinião pública que em breve se tornará realmente! Por exemplo, se o povo não gosta de bolo de limão, mas um empresário muito poderoso e rico quer ganhar bilhões em vendas de bolo de limão, tudo o que ele precisa fazer é convencer os meios de comunicação em massa, as mídias, pagar atores, pagar artistas, pagar diretores, pagar jornalistas, pagar reportagens e etc.; de que todo mundo gosta de bolo de limão e que não gostar disso é estar fora daquilo que é aceitável socialmente, assim é fácil deixar constrangido aqueles que declaram publicamente que não gostam de bolo de limão, porque na cabeça de tal pessoa manipulada, todos gostam de bolo de limão, só ele que não! Além disso, há aqueles cuja personalidade é tão fraca que mesmo não gostando de bolo de limão vai convencer a si mesmo de gostar para estar no mesmo “nível” que as pessoas normal estão, ou seja, a mudança que aquele empresário quis promover inicialmente, e parecia inviável, agora se tornou numa cadeia produtiva formidável porque ele promoveu uma mudança social. Isto é o que acontece com absolutamente toda a propaganda comercial que passa por qualquer mídia social, primeiro ela é financiada pelos empresários que desejam promover a sua visão de mundo, depois ela causa a transformação social na sociedade imbecilizada.

As tribos modernas que ‘lutam contra o sistema’, na verdade lutam pela construção de um sistema que passa impressão de destruição, é na verdade o caos da construção, o movimento de pedreiros que está acontecendo. Quando as agitações humanas diminuírem é porque esta nova sociedade já foi levantada e tornou-se rígida. Assim será com a nova sociedade global que está em franca construção, durante este tempo há várias camadas de maior ou menor desenvolvimento, podendo passar a impressão de retrocesso ou de progresso a depender do local, porque os globalistas trabalham dialeticamente em várias possibilidades ao mesmo tempo, eles provocam crises e dão soluções a elas, essas soluções podem ser diferentes assim como as crises podem ser diferentes, são nas crises e não nas estabilidades onde os globalistas conseguem melhor realizar o seu trabalho.

O Black Lives Matters poderia ser um legítimo movimento nos Estados Unidos se fossem limitados a ele, mas como se mostrou no mundo inteiro com diferentes faces, níveis e resultados, ele tornou-se numa bala de canhão utilizada para promover crises e desestabilizar a sociedade que fica confusa entre combater e não combater, se combater de um lado e de outro aprimora a transformação da sociedade, se nega de todo, ajuda a crescer da mesma maneira, pois delega ainda mais poder a aqueles que desejam provocar o caos. Ou seja, todos estão inseridos numa guerra onde os antirrevolucionários já começam perdendo e muito!

Não pense que as reivindicações pararão, elas nunca pararão, pois o ser humano sempre está insatisfeito, e isso exigirá cada vez mais transformações na sociedade. Ora, a insatisfação humana é algo natural, mas no esquema revolucionário ela é a matéria-prima para a fabricação de leis e normas que regulem a sociedade para aumentar o poder exponencialmente de uma casta enquanto esta se auto-afirma como sendo a representante dos interesses dos “oprimidos”. Isto significa que o movimento revolucionário não terá fim e a nova sociedade será transformada em gado de condução para o abate, onde ele é guiado conforme a fome de seu estômago ou de seu ego pessoal pretensamente coletivo.

Por isso, antes de você apoiar o Black Lives Matters saiba o que está em jogo e sobre o que você está defendendo, pois invariavelmente você está no meio de uma guerra, e é necessário que você saiba qual o lado que você quer lutar.

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