Análise Geopolítica de 14 de Setembro de 2021
- Thiarles Sosi
- 14 de set. de 2021
- 9 min de leitura
Pauta: A Aliança MDB-Bolsonaro e o Silêncio dos Conservadores, Cortes Supremas da América Latina avançam agenda revolucionária, Oligarquia Metacapitalista avança;
A Aliança MDB-Bolsonaro e o silêncio dos Conservadores
A Estratégia de Bolsonaro de dialogar com os seus inimigos quando estes não querem diálogo é assassinato de seu próprio governo. Recentemente foi divulgado um vídeo do Marinho, humorista da Jovem Pan, a se fazer de palhaço perante uma "corte" medonha de senhores septuagenários na melhor das hipóteses, completamente acachapante. Neste vídeo ficou claro que o maior palhaço foi o Movimento Conservador que insiste em ver no diálogo com o coração comunista do Brasil representado pelo MDB do Michel Temer como uma grande estratégia para a normalização da vida sócio-política nacional, coisa absolutamente ridícula. O que irá acontecer será um abafamento das perseguições aos conservadores por um momento, apaziguamento dos ânimos entre os Três Poderes para até segundas estratégias, enquanto isto, o descumprimento da lei normaliza-se e é assegurado pelas próprias instituições. A cabeça de um Alexandre de Moraes, ao invés de ser retirada de cena por agir contra a lei, é apenas silenciado como um "acordo político entre as oligarquias", representado por esta carta de Bolsonaro à nação, colaborada, segundo ele mesmo, com o Michel Temer. Será exatamente a mesma coisa que aconteceu na época do Impeachment da Dilma Rousseff, ou seja, serão apaziguados os ânimos a fim de que o "radicalismo" não vença e imponha o debate. Neste caso, a entrada de Michel Temer é para assegurar que o poder não saia do Socialismo Fabiano disfarçado de Democracia. É para salvar o Foro de São Paulo e não o Movimento Conservador que o MDB entrou em cena, o que não era de se esperar é que quem chamasse para isto fosse o próprio Jair Bolsonaro. Isto quer dizer que ele mesmo não tem poder algum, não tem apoio de nenhum dos grupos que compõem o alto escalão dos três poderes, nem mesmo das Forças Armadas, e isto explica o porque o dia 7 de Setembro foi jogado na lata de lixo por baixo de uma cortina de apaziguamento que de estratégia não tem nada, exceto para salvar o modus operandi comunista disfarçado de "Defesa do Estado Democrático de Direito" e "Instituições Democráticas".
Por sua vez, o STF publicou uma nota oficial sobre a decisão de mandar um pedido de impeachment a um de seus ministros dizendo:
Nota Oficial (dia 20 de Agosto de 2021)
Nota divulgada pelo STF ressalta que o Estado Democrático de Direito não tolera que um magistrado seja acusado por suas decisões, que devem ser questionadas nas vias recursais próprias.
O Supremo Tribunal Federal, neste momento em que as instituições brasileiras buscam meios para manter a higidez da democracia, repudia o ato do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, de oferecer denúncia contra um de seus integrantes por conta de decisões em inquérito chancelado pelo Plenário da Corte. O Estado Democrático de Direito não tolera que um magistrado seja acusado por suas decisões, uma vez que devem ser questionadas nas vias recursais próprias, obedecido o devido processo legal. O STF, ao mesmo tempo em que manifesta total confiança na independência e imparcialidade do Ministro Alexandre de Moraes, aguardará de forma republicana a deliberação do Senado Federal. Brasília, 20 de agosto de 2021.
Então faço a pergunta: Qual é a estratégia? Estratégia ou sobrevivência política até final de 2022? Enquanto isto, tudo o que os conservadores dizem é uma defesa desta estratégia, ou uma rendição com ares de "já sabíamos que seria assim, não poderia ser diferente". Aplicar a lei no Brasil exige que se tenha o apoio do establishment, não temos uma democracia!
Cortes Supremas da América Latina avançam agenda revolucionária
No México dia 9 de Setembro, a Suprema Corte declarou inconstitucional formas punitivas à prática do aborto. Conforme reportagem da Acidigital informa:
A decisão da SCJN invalida parte de um artigo da Constituição de Sinaloa, que afirmar que “o Estado tutela o direito à vida desde o momento em que um indivíduo é concebido”. Sinaloa tornou-se, em outubro de 2018, o 19º estado mexicano a proteger a vida desde sua concepção, em sua Constituição. Até a decisão da SCJN de 9 de setembro, 23 estados incluíam em suas constituições disposições para defender a vida humana desde a concepção.
O atual presidente do México é um esquerdista e cujo partido, o Movimento da Regeneração Nacional (Morena), foi quem impugnou na Corte Suprema daquele país pela decisão afirmada agora neste dia 9.
Conforme relata a reportagem:
Em diálogo com a ACI Prensa, Rodrigo Iván Cortés, presidente da Frente Nacional pela Família, qualificou a sentença da Suprema Corte como uma “infâmia” e incentivou os mexicanos a “expressar nossa rejeição”.
Cortés explicou que “a Suprema Corte de Justiça da Nação só tem a faculdade de invalidar uma porção da normatividade. Não pode ordenar a mudança das leis, ordenar a criação de novas leis. Não pode fazer isso, não está dentro das suas faculdades”.
Assim vemos uma outra corte suprema de um país católico como é o México sendo audaz na propagação de uma agenda revolucionária por meio do ativismo judicial, atributo não conferido pela própria lei mexicana. A mesma coisa que ocorre no Brasil com o Supremo Tribunal Federal.
Somente nos três primeiros anos do governo de López Obrador, o MORENA conseguiu que o aborto livre a pedido até a 12ª semana fosse descriminalizado nos estados de Oaxaca, Hidalgo e Veracruz...
O padre José Manuel Suazo Reyes, porta-voz da arquidiocese de Xalapa, no estado mexicano de Veracruz, questionou a “estranha coincidência” de que, neste 9 de setembro, a Suprema Corte declarasse inconstitucional a proteção da vida desde a concepção e que, ao mesmo tempo, Marcelo Ebrard se reunisse com Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos e conhecida promotora do aborto. “Fazendo as contas?”, questionou o sacerdote.
Já nos Estados Unidos, Bispos católicos de Wisconsin conforme reportagem também da Acidigital defendem a objeção de consciência pela tomada de vacinas, portanto, são contra vacinas obrigatórias: https://www.acidigital.com/noticias/centro-de-bioetica-elogia-bispos-dos-eua-por-respeitar-consciencia-sobre-vacinas-48847
Na sexta-feira, os cinco bispos de Wisconsin emitiram um comunicado sobre a vacinação. “Encorajamos a tomar a vacina contra a covid-19 porque é a forma mais eficaz de combater o vírus. Somos todos moralmente responsáveis por proteger as nossas vidas e as vidas dos outros. Este é um imperativo da lei natural que valorizamos em nossa fé”, escreveram os bispos. “No entanto, a Igreja também valoriza seu ensinamento sobre a santidade da consciência. Ninguém deve violar a santidade da consciência obrigando uma pessoa a fazer algo contrário à sua consciência”.
As vacinas contra a covid-19 foram testadas ou produzidas usando linhas celulares derivadas de bebês abortados há décadas. Tanto a Santa Sé como a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) disseram que, apesar disso, a recepção das vacinas é moralmente permissível quando os receptores não têm outra opção ética, devido à gravidade da pandemia.
Na verdade possui sim, outras alternativas, mas a Agenda Globalista firmou bases desde antes do surgimento da Pandemia de Covid19 que a única solução plausível para o combate à pandemia seria uma vacina, porque não se trata de combate à vacina, mas de um projeto de identificação e demarcação global por meio das vacinas, conforme podemos averiguar na matéria feita por Geópolis, leia: https://www.geopolis.com.br/post/certificado-digital-id2020-global-e-carteira-de-vacina%C3%A7%C3%A3o-no-brasil Lá há a apresentação de documentos da ONU que desde pelo menos 12 de Setembro de 2019 realizou a Global Vaccination Summit, e também o ID2020, projeto de criação de Identidade Digital para toda a população mundial que casa com a Carteira Digital de Vacinação Global proposta agora em vários países.
Enquanto, isto, porém, o Papa Francisco junto com alguns bispos, incluindo o Dom Cláudio Hummes (figura conhecida no Brasil) grava um vídeo de campanha pela vacinação global, adotando e cedendo ao discurso político e globalista revolucionário 100% conforme o vídeo abaixo:
https://youtu.be/kHBjoUotfBQ "Infelizmente agora oficialmente o papa, o Vaticano e uma boa base da Igreja Católica, ou que dela dizem fazer parte, abraçou o Globalismo e a sua ideologia totalmente. Neste vídeo há inclusive o cardeal Cláudio Hummes. Há um forte apelo moral para tomar as vacinas, como um grande ato de caridade e amor ao próximo e responsabilidade para com os mais vulneráveis. No entanto, o vídeo foi gravado por uma empresa chamada Ad Council com sede em Nova York. No site da empresa diz que os principais colaboradores fundadores são: Amazon, Facebook, Apple, Bank of America, Google, NBC Universal, Walmart. Entreos contribuidores significantes estão: Adobe, Ford, JP Morgan Chase, Mastercard, New York Life Foundation, Wells Fargo, Unilever, CITI. Diz o site: The Ad Council and COVID Collaborative are leading a massive communications effort to educate the American public and build confidence around the COVID-19 vaccines.
Guided by the leading minds in science and medicine and fueled by the best talent in the private sector, the COVID-19 Vaccine Education Initiative is designed to reach different audiences, including communities of color who have been disproportionately affected by COVID-19."
Oligarquia Metacapitalista avança
Para entendermos o que seja essa ação que os metacapitalistas ensejam à nível global, procurando manipular todos os indivíduos, delegando-lhes o poder de suas próprias liberdades individuais, temos que procurar entender a motivação interna que leva estas pessoas a quererem dominar todo o setor da sociedade. Os metacapitalistas desejam dominar o mercado e os governos porque assim eles estarão acima de toda lei e autoridade. Na prática, eles já estão acima de toda lei e autoridade porque sua ação está acima da autoridade das nações. Organizações como ONU, OMS, União Europeia e outras já são dominadas pelos interesses desses globalistas. Acontece que eles viram na Revolução do século passado realizado em diversos países e sobretudo pela União Soviética como um meio de realizar os seus objetivos que na verdade é anterior à Revolução de 1917.
Este apoio da revolução passa pela seguinte tese: Apoiar todos os movimentos revolucionários é impedir que qualquer um deles vença, exceto aquele que abranja a todos, que é o caso do metacapitalismo. Os metacapitalistas em si defendem estar acima das leis de mercado, portanto, precisam dominar o mercado, ora, para dominar o mercado precisa-se de dominar os governos, suas instituições e também toda a cadeia produtiva, é assim que eles formam e alimentam no mundo inteiro um Megamonopólio para os seus produtos.
Perguntado pela motivação psicológica dos metacapitalistas apoiarem a revolução socialista, ele responde numa aula sobre "Política e Cultura no Brasil: História e Perspectivas":
Por que os metacapitalistas apoiam o socialismo? Em primeiro lugar, eles entendem de economia, eles sabem que o regime de estatização total dos meios de produção é impossível, quando o regime socialista chega ao máximo desenvolvimento, chega ao Regime Chinês; e que é o socialismo meia-bomba no qual é o governo e mais meia dúzia de grupos econômicos que são eles mesmos. Não passará disto, então isto é a forma de economia fascista. Só existem duas alternativas: A Liberal Clássica e a Fascista. AS duas funcionam. Isto é importante, dizem que "esta economia estatizante não funciona", não funciona numa democracia, mas se se faz numa ditadura, começa a funcionar. O Fascismo foi inventado para tirar do buraco países que estavam destruídos completamente como Itália, Alemanha e a própria China. E aí a economia fascista funciona, mas só a base da ditadura, de trabalho escravo, etc. O Friedrich Hayek no seu livro "O Caminho da Servidão" (1944), não disse que a economia estatizante não funcionava, mas que levava ao totalitarismo necessariamente, e ele tinha razão. Se não se faz questão de liberdade, democracia, só se preocupa com o progresso econômico, então se se pode aderir à economia fascista e fazer o que os chineses fazem, o que o PT fazia no Brasil, é só isso, será sempre o socialismo meia-bomba. Os metacapitalistas só têm a ganhar com isto, pois ficarão sempre no poder, é um sistema oligárquico. Não se pode estatizar tudo porque daí se acaba totalmente com o Mercado, e daí entra naquela objeção de Ludwig Von Mises, "Se não tem mercado, as coisas não têm preço. Se não tem preço, não tem cálculo de preço. Sem cálculo de preço, acabou a economia planejada". Para planejar a economia, tem que se deixar uma certa liberdade de mercado, mas não para todo mundo, só para quem é amigo do governo que é exatamente o sistema chinês, o italiano e o alemão. Então, esqueça, só existem duas economias no mundo: Capitalista e Fascista.
Não há muitas formas de vencer tal subida de poder, primeiro porque toda a cadeia produtiva já beneficia a eles diretamente. Segundo, todos os governos e em todos os níveis já são em grande parte cogitados segundo os seus interesses. Terceiro, a classe científica e intelectual é em grande parte comprada para não denunciar ou dizer o óbvio porque em grande parte os seus recursos provém de financiamentos, eventos e palestras dadas por uma das milhares de correntes financiadas direta ou indiretamente por eles também. A atuação dos metacapitalistas é capilar e não tanto macrofágica. Quarto, a revolução e evolução industrial caminha para o modelo cada vez mais robotizado, dotado de algoritmos que comandarão o funcionamento da vida familiar e pública, ou seja, é em grande parte um caminho sem volta.
A luta dos conservadores na esfera cultural é demasiadamente fraca e limitada, e mesmo que atuassem de maneira mais incisiva não conseguiriam denegrir tal ação, o nível de atuação já está longe demais para ser simplesmente freado por meios limpos de "Instituições democráticas" e "Liberdade de Expressão". É seguindo este fio condutor de interpretação, que vejo na realidade a derrota conservadora a curto, médio e longo prazo.



Comentários