Análise Geopolítica de 11 de Setembro de 2021
- Thiarles Sosi
- 11 de set. de 2021
- 8 min de leitura
Pautas: Autoritarismo Global, 11 de Setembro, Ascenção e Decadência dos países na globalização, A Perda do 7 de Setembro, Como Bolsonaro salvará a Esquerda
Ante aos protestos de todo o mundo, em especial na França, Itália, Alemanha, Reino Unido e Austrália, vemos o quanto que o povo está sendo feito de bobo por lideranças como Angela Merkel e Emmanuel Macron. É absolutamente impressionante que estes políticos simplesmente atropelem a vontade popular, e mesmo assim, não temem sua posição, tudo para influir a política autoritária global. A agenda globalista atual enseja a obrigatoriedade da vacinação, a carteira digital e a identidade digital como coloquei no recente artigo Certificado Digital, ID2020 Global e Carteira de Vacinação (no Brasil)
O coronavírus chegou para ficar como uma arma de manipulação das mentes, para a destruição da inteligência humana e para o reajustamento social para uma nova era "pós-covidiana". Na verdade, importa menos em saber a origem do coronavírus - até porque os documentos publicados pelas entidades envolvidas na administração do combate à pandemia revelam que a elite globalista governa toda a cadeia em cascata, ou seja, ainda que varie nos esquemas microativos, nas macroatividades sempre predomina o que é de alvedrio da parte desta mesma elite - do que o que precisamente dele está sendo feito.
Importa avaliar ainda o impacto que a tomada de decisões por parte dos poderosos desencadeará sobre o povo e sobre o futuro das nações. O que poderá ocorrer daqui para frente depende de muitos fatores, como quantos países conseguirão criar uma política independente, por agora as poucas nações que assim procederam durante a pandemia tiveram os seus líderes misteriosamente mortos por problemas incógnitos. Eu me refiro aos líderes africanos. Quantas potências emergentes estão buscando a sua autonomia em relação à globalização? Nenhum precisamente. A China ascende ao seu poder como superpotência emergente, e os demais países como o Brasil dependem cada vez mais dela para o aquecimento de suas economias. Os Estados Unidos sob a administração Joe Biden perderá cada vez mais aquilo que os Estados Unidos durante o século XX souberam fazer de melhor para a sua própria hegemonia: Softpower e Hardpower, Poder Cultural e Intelectual (Poder Brando), Poder Bélico Discriminatório (Poder Pesado). A retirada dos EUA no Afeganistão por ocasião de um acordo pelo completar dos 20 anos desde o 11 de Setembro, que porventura se completa hoje, foi uma demonstração de perda do hardpower estadunidense à nível global, ao passo que a mesma China ascendente se aproximou do Talibã que agora praticamente governa todo o assim chamado Estado Islâmico do Afeganistão. O Brasil precisaria de usar do seu poder de produção de alimentos e recursos para se defender dos interesses internacionais, mas está completamente a mercê desses mesmos interesses em todas as esferas de governo, instituições democráticas e até mesmo exército nacional. O próprio presidente da república cedeu ao establishment na crença de que o diálogo com as forças que estão jogando peças chaves neste imenso jogo de xadrez. Bolsonaro desperdiçou o 7 de Setembro de 2021, o que isto acarretará ou se é apenas exagero meu, o tempo dirá, mas unir-se ao famigerado Michel Temer, o conde drácula da política "centrista" nacional, foi dar um tombo fenomenal, os seus apoiadores, no entanto, creem nisto como uma baita de estratégia ainda por se desvincular das sombras. Veremos. Assim, ao que me parece, o protagonismo brasileiro para se retirar do meio deste comboio globalista que corre na velocidade de um trem-bala estar a ruir tal como a democracia americana.
A Guerra de Desinformação pela qual todos passamos e sofremos já possui uma grande envergadura desde o 11 de Setembro de 2001, quando foram jogadas a baixo o símbolo d poder capitalista e da civilização americana, uma civilização atlantista e voltada para o comércio, como dizia Alexandre Dugin. De certo modo ele tinha razão, já que os governos Bush e seguintes se utilizaram da "Guerra ao Terror" como meio de invadir e promover a guerra como meio econômico de ganhos em países que estão minimamente se ligando para a tal da democracia, na verdade, a única promoção que houve foi do fortalecimento de grupos radicais, além do pior deles, a Indústria da Guerra americana. A diminuição da moral americana perante estes conflitos que nem de longe estão aos moldes da Segunda Guerra Mundial, leva-nos a crer que se trata de um mero jogo dos mesmos globalistas para desgastar as nações, sua moral e sua capacidade de resposta às ameaças externas, ora ao que parece o Estado Americano está no mesmo jogo de tensões que o Estado Brasileiro e o Vaticano. Vide Donald Trump, Jair Bolsonaro e Papa Francisco. As lideranças atuais são ou coniventes, ou cedentes, ou colaboradores do Establishment, não nacional, mas global que está em voga. Tudo isto é portanto parte de um conluio pela derrubada da Civilização Ocidental e de suas raízes, Religião e sadio Nacionalismo.
A estratégia de derrubada da Civilização Ocidental pelos Três Blocos de Poder Global está funcionando muito bem. As nações ocidentais, pelo peso de sua apostasia às tradições de que foram formadas, estão cada vez mais a mercê de uma política multiculturalista aos moldes eurasianistas, esfacelamento da classe média mediante o empobrecimento e desindustrialização. Também ao predomínio do caos institucional e burocratização da vida social mediante Carteira de Vacinação Global, Identidade Digital, Vacinas obrigatórias, verificadores da verdade sobredita por agências oficiais de mídia e de governos comprados pelos mesmos agentes de uma revolução global. Esta é a a implantação da Revolução 2030 dos Globalistas e que tem como pano de fundo a destruição das nações, já vemos as suas ruínas. Os EUA se limitarão a uma democracia identitária, a Europa num continente meramente político, a América Latina estará sob o domínio mais enraizado do Foro de São Paulo, salvo pela Terceira Via que quer dizer: PSDB, MBL, Novo e MDB. E a política adotada na China, continuará a se espalhar por toda parte, de forma a retirar o protagonismo do Ocidente e transferi-lo para a Eurásia ou bloco Russo-chinês.
O Brasil, de maneira mais particular, será empobrecido em suas classes mais pobres e a informalidade aumentará -Como se já não fosse grande o bastante - É porque na verdade esta é a única forma da economia se sustentar num Estado Comunista. Não haverá espaço para aquela prosperidade material de usar cérebros inteligentes e educados nas universidades, já há uma grande massa de pessoas com diplomas e que não trabalham nem de longe com a sua profissão, as universidades hoje são meras fábricas de diplomas - ao que eu saiba, isto era o que ocorria na União Soviética, todo mundo tinha diploma, até o gari. A classe científica brasileira limitou-se a meramente reproduzir os experimentos feitos na Europa e Estados Unidos, o mal do cronocentrismo, e na compra de suas pautas, muitas delas contra o próprio Brasil como o ecologismo antipecuarista. De onde vem este poder midiático, a grande força motriz pela qual passa as gentes do mundo inteiro sem que haja resistência? Certamente que a resposta não é a falta de escola, e sim, a existência dela, sem dúvida que a escola atual se tornou no grande motor de embuste pela qual o povo acredita na mídia e nas instituições, afinal, esta possui diploma e especialização. Mas o problema brasileiro e global atual é precisamente a especialização sem a base de educação mínima para que o homem seja adulto em meio a guerra. Estamos num combate sem armas e sem trincheiras.
Esta década ao qual estamos é decisiva no campo da geopolítica, cada ação tomada por chefes de estado pode ser um ponto de inflexão. É certo que não se pode negar uma certa flexibilidade ante problemas conexos e multifatoriais. Diante da Pandemia: O que o Estado Brasileiro está fazendo para investigar as ações de longo alcance nesta pandemia? Nada, cedeu à Agenda da OMS e Organizações Internacionais. O que o Estado Brasileiro está fazendo para combater abusos dos governadores e prefeitos que fecharam cidades, mesmo contra a lei, já que tal coisa só deveria ser permitida se o presidente declarasse mediante aprovação dos poderes republicanos e sociedade civil organizada o Estado de Sítio? Pouca coisa ou nada, já que estão em grande parte impunes como João Dória, a grande exceção foi Wilson Witzel do Rio de Janeiro. O que o Estado Brasileiro está fazendo para combater o desmantelo do STF? Nada, as liberdades constitucionais estão sendo destruídas e o presidente simplesmente enterrou o clímax de 7 de Setembro para unir a nação e os Poderes sem que se combatesse àqueles que cometeram crimes de abuso contra a lei - é bom lembrar que o presidente deu "últimos avisos" para o diálogo, o Ultimato que daria fim ao abuso autoritário, ao que parece este fim autoritário significava um acordo com o Centro para apaziguar os ânimos populares, ou seja, é basicamente o mesmo que aconteceu nos protestos de rua de 2013 contra o Establishment, em 2015 contra o PT e contra a corrupção revelada pela Lava-Jato, 2016 e seguintes pela "União Nacional", um pacto feito por nada menos que Michel Temer - Agora estamos diante dum quadro, ainda não apocalíptico, mas que pode se configurar num inflexivo golpe contra pelo menos o Movimento Conservador.
O autoritarismo global não diminuirá, o poder do Foro de São Paulo não diminuirá, e as instituições já foram tomadas, elas não serão como apregoam a "Direita" brasileira. Se houvera a chance de mudar isto, Bolsonaro destruiu por hora. Este alinhamento cada vez maior com o Centro da Corrupção, sem aplicar a lei quando poderia e deveria, será o novo salvamento da Esquerda, porque PSDB, MDB, MBL e outros só existem para fortalecer a Esquerda. Qualquer apito da Esquerda ralé leva aos bolsonaristas como uma grande jogada de mestre de Bolsonaro para contra ela, quando na verdade, é sabido que na esquerda, sempre se joga para perder duas ou três jogadas para ganhar uma melhor ainda no futuro. Ora, veremos se a ação de Bolsonaro foi frutuosa. Vemos pessoas comemorando porque agora estão havendo "libertações" de presos políticos, quando obviamente que estas solturas surgem como mero acordo para apaziguamento momentâneo. Ao esfriar os ânimos, eles voltarão com mais força e com mais ensejo para derrubar não só os conservadores como o presidente. Tudo o que se deve fazer no momento é aplicar a lei, se está na lei, há condições de fazer algo, mas se mesmo assim não se dá conta de realizar o que está na lei, então significa que todas as instituições estão tomadas e os bolsonaristas são apenas massa de manobra para o próprio poder político sustentar o poder da esquerda, isto é, a tolerância de Bolsonaro lá dentro do Planalto torna-se em mero artífice para apaziguar os ânimos. Se da parte dele, não sei, mas a negligência por hora fala alto demais para que simplesmente se fique calado.
Usar de Michel Temer para promover esta unidade dos poderes republicanos quando a única desunião que há é o da impunidade contra aqueles que abusam da constituição, a destroem e fazem o que quer segundos suas interpretações como verdadeiros tiranos absolutistas só pode resultar no fortalecimento da esquerda e enfraquecimento do Movimento Conservador. Esta parece ser a mais razoável resposta a que a carta à nação de Bolsonaro por ocasião do dia 7 de Setembro de 2021 levará.
O 11 de Setembro é uma lembrança triste e cara de que não podemos forjar uma falsa paz com o inimigo que não quer perdão e nem se arrepende. Se este reconhece a sua culpa, ainda não se deve dar todo o crédito para ele, é preciso tempo para provar. Mas se se perdoa o inimigo que não quer perdoar, mas que decidiu parar de fazer suas maldades só para apaziguar os ânimos, é certo que coisa muito pior virá da parte destes mesmos inimigos. Deus abençoe as famílias ilutadas do 11 de Setembro, Deus ilumine o nosso atual Brasil.



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