Análise de Discurso de Bolsonaro na ONU: Uma Repetição de 7 Setembro
- Thiarles Sosi
- 23 de set. de 2021
- 7 min de leitura
Atualizado: 20 de dez. de 2021
O discurso de Bolsonaro na ONU é como ele é normalmente, um misto de fraquezas e alguns pontos ótimos. Mas naquilo que ele é fraco é tão crucial quanto naquilo que ele é forte, ou seja, seu trabalho se torna a longo prazo num golpe contra si mesmo, e sobretudo num golpe contra o Brasil perante os globalistas. Por exemplo, não dá para se comemorar a vacinação em massa de milhões de brasileiros cuja demanda globalista é o controle social e individual total global. Ao mesmo tempo Bolsonaro crítica o passaporte sanitário como se uma coisa não fosse ligada a outra. A vacinação em massa e o passaporte sanitário são uma coisa só, a vacinação é para o passaporte, o passaporte é para a vacinação. Alguém achar que o governo está sendo muito bom por distribuir as vacinas é simplesmente ignorar que o governo não está bem e está sangrando perante a NOVA ORDEM MUNDIAL e em seu modus operandi.
Não devemos julgar as ações por esquemas abstratos, política é em grande parte um arte de improviso no trato social. É certo que seja assim até certo ponto, o que devemos levar em consideração não é julgar de forma parcial ou imparcial, em termos concretos ou abstratos, mas com todos estes elementos e com uma visão geral. Quanto maior for a visão geral, quanto maior for a capacidade de sintetizar o curso das consequências de uma ação do maior para o menor, e do menor para o maior, mais substancial análise será. Seguindo um ensinamento de Olavo de Carvalho para não se ater às ideias ou a forma dicionarizada das palavras, não podemos romantizar a defesa da liberdade por palavras. Isto é o que Bolsonaro faz. Não podemos julgá-lo por suas ideias, ele tem que fazer aquilo que der para fazer no exercício de seu cargo, é certo que ele não deve declarar guerra a tudo e a todos. Mas quando ele vociferou contra os desmandos de um Alexandre de Moraes, conclamou o povo para ir ao 7 de Setembro e declarou como um aviso, um retrato da vontade popular perante o mundo, é evidente tal como dois mais dois são quatro que ele iria fazer algo de substancial, de concreto e não abstrato. Ora, Bolsonaro fez exatamente o oposto, enquanto a nata conservadora viu o diálogo do presidente com os seus inimigos como uma grande estratégia de combate, o que se vê é justamente o contrário, ele deu espaço para os seus inimigos se reorganizarem, recuarem, para depois lançar mão de um ataque muito mais inteligente e nada abstrato. Chamar Michel Temer para apaziguar as forças de oposição, conciliar amigos e inimigos no mesmo barco, parece plausível, mas é tolice infantil ou imoral. Tudo o que Bolsonaro deveria ter feito era lançar mão de seu poder para prender, retirar aquele que age fora da constituição, no caso o senhor Alexandre de Moraes. Ceder ao diálogo é admitir que não tem força e nem poder para agir conforme a lei, mas segundo negociações diplomáticas numa guerra da qual se sabe que é o lado mais fraco. Ora, onde está a estratégia máxima da qual falam a nata conservadora beligerante? Ora, vemos que também os conservadores padecem deste romantismo em torno das palavras abstratas e romantizadas. É muito bonito defender a liberdade de todos, mas na prática liberdade de todos é liberdade nenhuma, pois liberdade é liberdade de fazer alguma coisa, e não de fazer nada, liberdade é liberdade de oprimir, não de liberdade pura e simples. De qual liberdade estamos falando, a liberdade do povo em querer fazer valer a lei e retirar aqueles que são contra a maioria ou a liberdade de Alexandre de Moraes em oprimir a opinião popular, conservadora, do presidente e tudo o mais? Liberdade é liberdade de oprimir. Não podemos cair numa defesa artificial da Liberdade de Expressão, esta também é apenas uma força de expressão, liberdade de expressão é liberdade de oprimir o outro com as suas palavras, é fazer com seja a sua e não a dele que prevaleça, isto não é evidente? Mas para aqueles que romantizam as palavras padecem do mesmo mal que o pessoal do STF quando defendem o "Estado Democrático de Direito".
Volto a falar sobre o presidente e o seu discurso na ONU; A maior parte dos conservadores novamente comemoraram prontamente tal discurso como sendo um suprassumo da ousadia bolsonarista perante a classe política mundial quando na verdade foi uma demonstração de fraqueza, fraqueza diplomática e fraqueza na ênfase da defesa da liberdade. O presidente foi lá defender que a Amazônia está muito bem protegida, isto já é admitir o discurso de ataque dos inimigos, porque se quem está falando que o Brasil está destruindo a Amazônia são governos, isto deve ser resolvido no campo da diplomacia e com proeminente defesa da soberania nacional, existem vários artifícios para se defender as ações de governo, discurso na ONU não deveria ser palanque para um deles, deveria ser defesa do direito humano universal da qual o país faz parte, e esta defesa deveria ser enfatizada contra a Vacinação Global, contra o Passaporte Sanitário, contra a exclusão ou censura prévia de opinadores políticos e científicos, contra as ações de governos específicos na censura ao seu povo nas liberdades de criticar o seu proceder, contra a atuação de homens e empresas particulares em negócios de Estado, contra a política da OMS.
Bolsonaro critica o Passaporte Sanitário mas expande a vacinação em massa, esta por sua vez tem como finalidade o aumento do controle social sobre a população, encurralando aqueles que se recusarem com direitos cada vez mais feridos. Ora, Bolsonaro pode não apoiar o passaporte, mas os governadores e prefeitos apoiam, governos internacionais apoiam, empresas, instituições e fundações apoiam. O passaporte sanitário não depende da aprovação de Bolsonaro, porque a vacinação está sendo imposta por aqueles que querem o passaporte sanitário. Tudo o que é exigido de Bolsonaro é ele distribuir as vacinas para o seu povo e ele está fazendo isto muito bem obrigado. Então não adianta dizer na ONU que sou contra o passaporte, porque nenhuma daquelas pessoas ali mudará de opinião ou terá poder para impedir isto em seus respectivos países, pergunte aos presidentes africanos que morreram no curso destes dois últimos anos fruto de uma muito provável silenciação de obstáculos.
Quanto aos efeitos que esta vacinação em massa poderá causar nas pessoas nós não poderemos fazer por esperar, o que se pode fazer é o trabalho de formiga divulgando as incongruência desta vacinação experimental obrigatória e das possíveis consequências baseadas em sua própria abordagem tecnológica e científica. Para quem se interessa mais sobre a vacinação, temos 2 relatórios que poderão colocar o leitor a par do que vem acontecendo:
Certificado Digital, ID2020 Global e Carteira de Vacinação no Brasil
Relatório 1: Coronavírus 1
Relatório 7: Coronavírus 3
Antes que as pessoas critiquem a opinião de que o discurso de Bolsonaro na ONU em geral foi mal, é preciso entender que em quê isto mudará a opinião daquelas pessoas, em quê isto mudará o curso histórico, em quê isto mudará a caminhada totalitária global em vigência? Nada, tem que ser muito inocente para acreditar que só por causa das opiniões algo mudará, é o que você faz com as suas opiniões que pode fazer alguma coisa. As ações de Bolsonaro em nada poderão mudar o curso totalitário global, em nada impedirão as ações fora da lei por parte do STF e outros, em nada impedirá a reascensão do comunismo no Brasil e no mundo, porque a ideia que ele tem destes é uma ideia muito vaga e abstrata. Percebemos que o discurso de Bolsonaro foi muito voltado para o crescimento econômico, ora, a economia é a última coisa que os globalistas estão preocupados, aliás, a preocupação deles é a concentração de renda nas mãos deles que no último ano foi de 1,9 trilhões de dólares, mais do que um Brasil que no mesmo ano rendeu 1,4 trilhões em PIB. Comemora-se um crescimento de talvez 5% este ano, o que é muito bom, mas se trata de crescimento mesmo ou recuperação? É um crescimento ou deixar de cair? Porque os responsáveis pela crise econômica mundial e nacional continuam a agir tranquilamente no alto de seus escritórios minimamente preocupados com o crescimento momentâneo de 5% de um país incapaz de detê-los, quando no próximo ano simplesmente isto pode ser derrubado ainda mais.
2022 está se aproximando, e engana-se quem pensa que Bolsonaro será reeleito, nós estamos numa década decisiva para esta transição histórica rumo à Revolução 2030 e que não há governo e eleição que mudará isto. Não adianta o povo pensar que devem apenas eleger políticos, o povo deve se organizar em sociedades civis muito bem articuladas e poderosas para fazer frente contra toda esta classe elitista pseudocientífica e tecnocrática que ascendeu aos tronos do poder global. A classe científica atual é uma classe sacerdotal da Nova Ordem Mundial, ela não serve à verdade e ao propósito de servir à humanidade, mas de servir aos conglomerados empresariais que estão engordando rios de dinheiro para financiar sua revolução que destruirá como já está destruindo a classe média das nações.
É muita ingenuidade pensar que Bolsonaro conseguirá mudar alguma coisa até o final do ano que vem, nem sequer o Voto Impresso Auditável foi aprovado, isto é o mesmo que dizer que a fraude tornou-se regra legal no Brasil porque é isto o que significa aprimorar a confiabilidade do processo eleitoral que foi então negado pelo Congresso Nacional. A pauta do 7 de Setembro deveria ser para exigir a aprovação do voto impresso, destituição dos ministros do STF, criar leis que impeçam que quaisquer pessoas de partidos específicos ou com interesses diretos e indiretos, muito menos pessoas que não sejam juízes possam ser ministros do STF. Mas tanto os conservadores como o governo consideram como uma grande estratégia recuar e dialogar com aqueles que nunca quiseram diálogo.
O ponto chave é: As opiniões não mudarão nada, ações sim. As ações de Bolsonaro em nada impedirão a retomada da Esquerda ao Poder, porque suas ações são muito limitadas e consistem em conviver com os inimigos até que eles o engulam, como já está acontecendo. O discurso de Bolsonaro na ONU com toda a boa vontade que ele possa ter, não passa de uma defesa retórica da qual minimamente afeta os seus adversários que no instante seguinte continuarão a atacá-lo com mais força. A defesa popular não significa nada por aqui, pois o povo só pode apoiar pessoas e suas ações, mas se as opiniões e ações de quem ele apoia é contra ele mesma, então nada mudará, antes avançará tanto quanto se fosse o adversário e não o seu aliado a agir em seu lugar.



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