A Guerra entre Israel e Palestina pode virar terceira guerra mundial?
- Thiarles Sosi
- 14 de out. de 2023
- 3 min de leitura

Anteriormente, já falara de uma formação em bloco de dois lados: um a favor da Palestina, e outro a favor de Israel. Também já colocara os nomes dos possíveis blocos: os países islâmicos em peso com o Hamas (Palestina), e, junto com eles, os países com regime socialista, como Venezuela e China de um lado; e os países do Ocidente em peso com Israel, sendo os EUA o primeiro a ir de prontidão ao encontro de Israel1. As indefinições dos dois blocos pairam naqueles países que ainda gozam hoje de uma suposta política aberta e de “diálogo”, que é o caso do Brasil e até mesmo da Rússia (com sua política ambígua em relação a judeus e muçulmanos2).
O risco maior de uma guerra mundial haverá se os países muçulmanos acordarem entre si um combate frontal, mesmo contrário à russa, contra Israel e EUA. Isto obrigará aos russos a abandonarem o discurso de “desnazificação ucraniana” e partir para o combate à “unipolaridade” estadunidense-israelense. A aliança dos BRICS invariavelmente exigirá dos russos e dos brasileiros a participação do bloco muçulmano, pois esta será a moeda de troca que os árabes exigirão por serem incluídos no Bloco dos BRICS expandido contra o Ocidente3. Rússia e os outros países do BRICS tinham mais a ganhar do que os árabes, na economia e na estratégia geopolítica, numa aliança política, esta aliança colocaria o bloco como dono dos recursos de petróleo e gás de imediato para consumo, teria o monopólio da energia e boa parte da população, não só consumidora, mas bélica do planeta. Unindo os BRICS e os países muçulmanos no mesmo bloco político, contra a estrutura política dos EUA, Europa e Israel, uma eventual terceira guerra mundial envolvendo esses dois blocos começaria por uma guerra comercial e energética que poria a economia ladeira abaixo, desestabilizando preços e fornecimento de matéria-prima, incluindo com o bloqueio de circulação de bens ou maior taxação. É por isso que os países de discurso neutro (Rússia, Brasil, Argentina, China, e outros), manterão este mesmo discurso até maiores necessidades estratégicas. Estas maiores necessidades decorrerão da alavancagem dos muçulmanos para um fronte ou cerco às estratégias de Israel e EUA em torno da Terra Santa, caso estes dois países transformem a Palestina em mais um palco de guerra de indústria à moda Ucraniana.
1EUA já envia um de seus porta-aviões.
2Lembremos que a Rússia invade a Ucrânia, segundo eles, para “desnazificar a Ucrânia”, e cá, com meus botões, entendo que isto seja uma forma de defesa de Israel. A pergunta que ficará é: qual lado a Rússia vai querer alimentar: ser contra Israel e ser antissemita, quando ela está guerreando com seu vizinho na desculpa de proteger o mundo do antissemitismo? Parece que aí está a razão da ambiguidade russa. Junto com ela, há a ambiguidade brasileira, já que o PT é a uma só vez, pró-judeus e pró-palestinos, a atitude deles também será ambígua.
3O novo BRICS é uma aliança geopolítica contra o Ocidente, a dizer, contra o Eixo EUA-Europa, e, portanto, exigirá das partes em algum momento o compromisso na disputa que farão pela destruição desta hegemonia. A Rússia já está investindo pesado na sua diplomacia internacional com o discurso pela multipolaridade. Países como o Brasil e Argentina, talvez, não quisessem fazer parte de um movimento tão radical quanto uma guerra, mas é justamente o terreno que está se preparando.



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