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A guerra do futuro, hoje!

Atualizado: 4 de out. de 2021

A guerra do futuro é uma guerra de tecnologias contra tecnologias. No meu livro 2200 d.C. (Dois mil e duzentos depois de Cristo) retrata-se um Brasil futurista inserido num mundo governado por uma junta de fundações. A extinta cidade de São Paulo, reduzida a um conjunto de bairros feudais onde impera a tecnologia da vigia e segurança máxima, se torna no palco de uma batalha tecnológica e ao mesmo sangrenta das forças policiais dessas mesmas fundações contra uma ralé comum que não possui nem sequer armas, já que estas estão submetidas a uma poderosa criptografia onde apenas o DNA dos agentes das fundações consegue controlá-las. Mas muito antes disso, em 2021, já podemos ver estas mesmas batalhas sendo travadas, onde uma tecnologia derruba a outra, uma empresa derruba a outra. O Parler é a primeira vítima jurídica deste novo tipo de guerra, Ashley Babbitt é a de sangue. Tempos Sombrios, tempos sombrios que nós estamos...


O fato de uma empresa como o Parler ter sido derrubada por motivos que não estão ligados ao capitalismo de mercado, mas a uma massacre por luta político-ideológica, mostra o quanto são idiotas aqueles liberais que acreditam que tudo é questão de demanda e oferta. Ora, o Parler surgiu como um meio de atender a uma necessidade, primeiro não de mercado, e sim da LIBERDADE humana de expressar-se nos meios que lhe permitirem. E o Parler foi derrubado não por conveniência de concorrentes que querem dar um fim a um rival que está tomando o seu espaço, não, foi derrubado violentamente como um meio de exclusão total de atuação. Para se ter uma ideia, quem massacrou o Parler não foi o Google, Apple, ou Facebook e Twitter, mas a Amazon, empresa que fornecia os servidores de memória para o Parler, ou seja, O FORNECEDOR MASSACROU O SEU CLIENTE, ou melhor, o dono do estabelecimento expulsou o vendedor com seus produtos e funcionários à porta da rua num momento para o outro sem direito a nada, nem mesmo a uma transição de plataforma, o que seria inteiramente justo e moral. Sabendo disto, não é possível afirmar que estamos assistindo a uma luta normal de mercado, nem a "um capitalismo selvagem" no linguajar esquerdista, mas a uma batalha violenta que não hesita em massacrar pessoas humanas a fim de impor as suas ideias e o seu poder político sobre o que quer que seja. Este tipo de batalha não ocorria em tais dimensões nos últimos anos, ela ocorria sobretudo quando as empresas representavam os interesses dos Estados Nacionais, quando uma empresa era um braço do rei inimigo ou concorrente. Mas neste caso estamos lidando com empresas globais e que atuam para além dos seus países e até contra eles mesmos, ou seja, empresas que estão acima dos interesses das nações e dos poderes políticos. Trata-se de uma guerra não convencional e indica o futuro da humanidade se não deter este tipo de empresa de fagocitose; cada vez mais as grandes corporações irão destruir as concorrentes não por meio das leis de mercado, e nem mesmo para o mercado, mas sim por meios ilícitos de massacre e sufocamento político que obrigará cada vez mais setores a obedecer a uma cartilha programada.



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