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A Esperança para o futuro do Brasil

Precisamos falar sobre o futuro do Brasil, mas não sobre os seus problemas, mas um vislumbre sobre o futuro, porque talvez o leitor atordoado com as notícias ruins tomadas sobre o país nos últimos anos não se dê conta de a longo prazo há para o país oportunidades de um novo Brasil baseadas em verdadeira esperança. Qual esperança estamos falando? Ela não é de comer, nem de beber, não é carnaval para 2021. Eu vou falar sobre os grupos que estão à frente desta empreitada por um novo Brasil e tentarei explicar o porquê deles e não outros serem os responsáveis pelo vislumbre futuro do Brasil.


Há atualmente uma série de grupos que formam uma rede de pessoas de variados níveis e camadas sociais empenhadas na construção deste novo Brasil, e não apenas a sua sobrevivência: Os Conservadores, os Católicos Conservadores, os Olavianos e os monarquistas. Estes grupos estão relacionados entre si, mas não podem ser confundidos, porque cada um possui uma natureza distinta de atuação e existência.


Os conservadores se definem como aqueles que conscientemente defendem uma agenda contrarrevolucionária, em defesa da família cristã, liberdade individual (em relação a grupos terceiros de poder), propriedade privada (o direito de viver do seu próprio trabalho), em defesa de maneira mais ampla do que chamamos de Civilização Ocidental, isto é, a sociedade desenvolvida no Ocidente a partir da Europa pela religião Cristã alimentada pela filosofia grega e direito romano. Portanto, os conservadores buscam preservar 2 mil anos de história e de grandes feitos, inclusive a Ciência empírica, a liberdade religiosa e respeito ao Culto Divino. Por isso que a atuação dos conservadores é de longuíssimo prazo e muito amplo, então se divide no combate ponto a ponto de cada uma das afrontações ao que pertence a esta civilização. O Brasil faz parte desta civilização, é coerdeiro desta vasta tradição milenar inaugurada por Cristo.


Os Católicos Conservadores são aqueles que sendo católicos, se declaram conservadores porque conscientemente lutam contra todo um movimento cultural e espiritual que atua inclusive dentro da própria Igreja católica atualmente; tradicionalistas x modernistas ou progressistas, mas o âmbito partidário não explica de todo o que ocorre dentro da Igreja, trata-se de um movimento amplo que engloba toda a Igreja Católica e que definirá o seu futuro. Os conservadores católicos buscam a preservação da Tradição Católica de 2 mil anos e concomitante lutam contra aqueles que querem o rompimento desta mesma tradição, este grupo que já se coordena pelo mundo inteiro de maneira muito orgânica e cada vez mais presente visa a restauração da Igreja Católica e de uma possível, mas difícil retomada de protagonismo na Civilização Cristã, a mesma que está sendo alvo de ataques dos revolucionários.


Olavianos são aqueles que seguem as ideias do professor e filósofo Olavo de Carvalho. Não chamo de olavetes porque isto soa pejorativo, nem olavistas porque implica num partidarismo pueril, mas de olavianos que são aqueles que sendo alunos e discípulos do maior filósofo brasileiro, absorvem e coadunam-se na missão de criar uma nova intelectualidade brasileira, uma elite que abranja toda a nação e retire do posto aquela que agora impera sobre o país. O grupo dos olavianos visa de maneira direta o confronto e derrubada do atual establishment, visa a sua completa derrubada, expurgação da vida pública e cultural do país substituindo-a por uma nova que buscando a verdade encaminhe e direcione a nação aos trilhos de um futuro mais honesto. Os olavianos são todos imbricados nesta missão de mergulhar na vida intelectual e sobrepujar através de suas próprias vidas a vida cultural e intelectual do país no futuro. Criar uma nova elite intelectual significa preparar-se agora para gerar as lideranças que conheçam a fundo os problemas da nação e saibam resolver, por isso mais tarde, quando a nova intelectualidade e a nova elite for se formando entre os olavianos, as lideranças capacitadas irão surgindo e derrubando as que ainda restarem. é a pujança intelectual de um escola cultural que dará os líderes às bases, pois os líderes precisam das ideias, e estas provém dos debates de alto nível.


Os monarquistas visam restaurar o Brasil para uma volta a um passado cuja tradição está no cerne da nação, o Reino e o Império. O Brasil republicano é uma eterna ruptura com o seu próprio passado, criando uma pseudonacionalidade a cada geração, pois não cria bases que unam as gerações por um elo comum de grandes feitos em comum. Os monarquistas visam justamente isso, restaurar o Brasil presente com o seu passado na construção de um futuro que una os elos nacionais ao longo do tempo, pois nação é história, linguagem e cultura.


É por isso que todos estes grupos, embora sendo distintos, estão relacionados entre si, não da mesma maneira, mas porque seus intuitos confundem-se entre si porque ora unem-se, ora concorrem-se; os conservadores buscam a preservação do Ocidente, ora restaurar o Ocidente é a mesma missão dos católicos conservadores, porque restaurar a Igreja Católica é restaurar o Ocidente, mas também restaurar e recriar uma nova intelectualidade brasileira que una a futura cultura superior do Brasil com o seu passado é restaurar os elos entre as gerações, que por sinal é a definição que Olavo de Carvalho dá a si mesmo em sua vocação, "ser a ponte entre o Brasil passado e o futuro", e por fim os monarquistas que querem restaurar o Brasil enquanto nação e enquanto parte da civilização cristã ocidental, e isto implica em restaurar a tradição cultural e cristã no país. Mas a atuação destes grupos implicará nesta criação do elo no país, elo entre as diferentes gerações, e assim conformará os seus feitos até um novo Brasil.

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