467 anos de São Paulo e a sua vocação para motor do Brasil
- Thiarles Sosi
- 25 de jan. de 2021
- 3 min de leitura
No dia de São Paulo Apóstolo foi fundado a cidade de São Paulo, a maior cidade do Brasil que desde o começo fora projetada - ou profetizada - pelo seu fundador, um homem também santo e apóstolo, apóstolo do Brasil, padre Antônio Anchieta que esta seria uma grande cidade que levaria o evangelho e os valores civilizacionais para o interior deste imenso país de tribos e raças estrangeiras à fé católica. São Paulo nasceu desde o princípio para ser uma grande cidade civilizadora do interior do Brasil, em contraposição às cidades litorâneas que se dedicavam a interagir com as civilizações de além-mar. As cidades do litoral se dedicavam a interagir com as civilizações do Velho Mundo, e São Paulo como sendo o grande êxito dos jesuítas rumo a construção das civilizações do interior do Novo Mundo. Desde então a cidade, criada por jesuítas e por uma comunidade de índios e mestiços, cresceu e se desenvolveu com diferentes vocações, mas sempre sendo um núcleo de expansão do mesmo Brasil de então. A esperança do jesuítas era de que uma vez que São Paulo se tornasse numa grande cidade civilizadora, levasse tal progresso ao interior do continente. Mas aconteceu o contrário, a cidade traiu a sua vocação, e os seus habitantes se tornaram mais selvagens do que os primeiros habitantes, e realizaram de maneira contrária aquela vocação de levar a civilização para o interior. ao invés de converter e civilizar os bárbaros, foi atrás dos bárbaros para escravizá-los, e aquelas comunidades que progrediam na civilização tal como São Paulo outrora, agora eram destruídas pelos paulistas com uma brutalidade tremenda. As cidades ou missões jesuíticas foram sendo destruídas e os índios já cristianizados foram sendo escravizados. As caravanas de paulistas tais como os vikings foram arrastando e arrebatando todo rastro de civilização no interior do continente. Aqueles que deveriam fomentar a civilização, destruíram-na até os alicerces. Mas também os paulistas foram esta força centrípeta que foi fomentando a povoação pelo interior do país, abrindo estradas e construindo cidades.
No fim do século XIX o ciclo do café fez com que a cidade de São Paulo progredisse rapidamente e novamente se sobressaísse perante todas as outras, se tornando agora num motor econômico para o país. Mais tarde São Paulo vai mudar de café para as indústrias, e ao longo de todo o século XX vai ditar os rumos da nação. Sempre como um coração a bater, é São Paulo a impulsionar o país. Por fim agora no início do século XXI, percebe-se que novamente São Paulo é a força motriz do Brasil, e esta força é explorada pelos inimigos na finalidade de destruir a civilização brasileira. novamente o perigo aqui é que São Paulo já perdeu muito de suas características originais, perdeu arquitetura, perdeu cultura, perdeu familiaridade, perdeu-se até a fé. A cidade como geradora de riqueza, só plantou o trabalho de dinheiro, mas nada plantou a fé, nada ofereceu de raízes ao Brasil. E eis que o coração do Brasil vai se dilacerando e dilacerando o Brasil. De motor civilizacional se tornou num motor da ruína, sem identidade, sem nome, sem fé, sem legitimidade.
As pessoas vão perdendo a empatia pelo próximo, e tudo deve ser muito mastigado, muito rápido, tudo deve ser fast food. Tudo deve ser Mac e King, Netflix e Amazon. Tudo deve ser instagram e TBT. Tudo deve ser panelaço e #hashtag, tudo deve ser veloz e pela internet. Deve ser 5G, deve ser 10 minutos. Feriaado no Fim de semana tem que ser praia, no trabalho deve ser sobre o jogo de futebol. Sobre os acontecimentos do mundo deve ser Jornal Nacional. Tempo é dinheiro, dinheiro é vida, vida é usar máscaras e ficar com raiva de quem tira. o coronavírus chegou para te atormentar no seu trabalho por causa do seu chefe chato que te manda usar máscaras. Você deve ter peso na consciência se estiver gripado, afinal é sua culpa por está doente, e é mais ainda se outro pega de você, rezar para não matar alguém pelo fato de você viver. Agora mais do que nunca se realiza a profecia do Chaves: Segundo as estatísticas, cada vez que respiramos, um chinês morre; a cada vez que respiramos contaminamos alguém por coronavírus. Mas assim como o Chaves, também eu não conheço essas senhoras.
A nossa esperança é o avanço da civilização da tecnocracia, ao qual nós paulistanos servimos e bendizemos para o bem de nossas pobres almas animais ávidas por uma normalidade qual seja correr atrás do tempo, tempo de dez minutos onde reclamaremos do trânsito e procuraremos o lucro mais rápido possível a fim de um dia sairmos daqui.
E quanto à vocação para civilizar o interior, onde fica? Fica para tempos futuros, quando tudo estiver tudo bem, quando tudo for #hashtag #top.



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